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quarta-feira, 5 de agosto de 2026
Música da Cabeça - Programa #471
segunda-feira, 26 de maio de 2025
Alegrete - Rio Grande do Sul (21/06/2025)
Já encerrada minha atividade, ocorrida na parte relativamente nova da cidade, atravessando-se o Rio Ibirapuitã - povoada muito em razão da chegada da universidade pública, a Unipampa, há 15 anos -, pude, então, fazer uma breve mas proveitosa deriva pela região central de Alegrete. As paisagens do campo, das fazendas e estâncias típicos do Pampa, aquelas que se veem pela janela enquanto se chega ou retorna, claro, estas não as vi a olho nu.
Mas essas poucas horas de apreciação do olhar me trouxeram satisfação em conhecer um Centro que, distante 500 quilômetros de Porto Alegre, fez-me lembrar da capital em alguns momentos. Um Centro tomado basicamente por casas, em que se enxerga a rua adiante mirando das esquinas, um Centro cujas ruas (Andradas, Venâncio Aires, Getúlio Vargas, Joaquim Nabuco) se assemelham não só nos nomes como nas formas e modos. Mas um Centro que guarda ainda a memória, mesmo que descuidadamente, relação com sua abandonada estação férrea, essencial nos tempos antigos e responsável pelo crescimento econômico e social de muitos municípios do interior, assim como Alegrete, ainda hoje forte na agricultura.
Agora que estive lá (e muito bem recebido fui), se me perguntarem onde fica o Alegrete poderei dizer, sem pestanejar, parafraseando a velha canção gauchesca, que meus pés, em deriva, seguiram o rumo do meu próprio coração.
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| Largo da antiga estação férrea |
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| Prédio da estação férrea. Deteriorando-se |
| Os trilhos. Para onde se vai mesmo? |
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| Fim de tarde na antiga estação |
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| Sol alaranjado na velha caixa d'água... |
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| ...iluminando também os trilhos abandonados |
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| "Anarquia, Oi!" |
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| Uma informação, por favor: para onde vai este trem? |
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| Passarela para o nada |
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| Art nouveau, vieille art |
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| Tranquilidade para pastar, que o trem não virá hoje |
| Como fazer agora para calçá-los? |
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| Saindo para o trabalho |
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| Voltando do trabalho |
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| Equilibrando-se no tempo |
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| Nas (es)quinas |
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| Os homens velhos e a máquina velha |
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| Dois cinco quatro |
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| Fim de tarde, janelas fechadas |
| Mensagem importante |
| Numa charmosa esquina de Alegrete... ou seria São Paulo? |
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| E ele ainda não chegou em casa |
| A rosazul |
segunda-feira, 1 de janeiro de 2024
cotidianas #818 - "No ano passado..."
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| "O suicídio de Dorothy Hale" Frida Kahlo (1938) |
"Na Itália, quando soarem os sinos à meia-noite, todo mundo atirará pelas janelas as panelas velhas e os vasos
Ótimo! O meu ímpeto, modesto mas sincero, foi atirar-me eu próprio pela janela, tendo apenas no bolso, à guisa de explicação para as autoridades, um recorte do referido despacho. Mas seria levar muito longe uma simples metáfora, aliás praticamente irrealizável, porque resido num andar térreo. E, por outro lado, metáforas a gente não faz para a Polícia, que só quer saber de coisas concretas. Metáforas são para aproveitar em versos...
Atirei-me, pois, metaforicamente, pela janela do tricentésimo-sexagésimo-quinto andar do ano passado.
Morri? Não. Ressuscitei. Que isto da passagem de um ano para outro é um corriqueiro fenômeno de morte e ressurreição - morte do ano velho e sua ressurreição como ano novo, morte da nossa vida velha para uma vida nova.
domingo, 10 de maio de 2015
COTIDIANAS n° 368 ESPECIAL DIA DAS MÃES - "Mãe"
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"A Vida" - REIS, Cly
grafite sobre sulfite com manip. digital
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As desse nome bendito
Também o céu tem três letras
Todo bem que se disser
Nunca há de ser tão grande
Bem sabem os lábios meus
Que és do tamanho do CÉU
E apenas menor que Deus!
domingo, 12 de maio de 2013
cotidianas #222 Especial Dia das Mães - "Mãe"
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"Maternidade" - Picasso, Pablo
aquarela sobre papel
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As desse nome bendito:
Também o Céu tem três letras...
E nelas cabe o infinito.
Para louvar nossa mãe,
Todo o bem que se disse
Nunca há de ser tão grande
Como o bem que ela nos quer...
Palavra tão pequenina,
Bem sabem os lábios meus
Que és do tamanho do Céu
E apenas menor que Deus!
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"Mãe"
(Mário Quintana)




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