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sábado, 8 de agosto de 2026

Agosto, mês de aniversário do ClyBlog - 18 Anos

 


Já pode dirigir, já pode consumir bebida alcoólica, é obrigado a votar, tem serviço militar obrigatório. Alguém aí chegou à maioridade?

18 aninhos, hein! Sim, o Clyblog faz 18 e agosto, nosso mês de aniversário terá publicações especiais, convidados e uma surpresa para quem nos acompanha.

Muita música, filmes, livros, histórias, arte, variedades, como sempre tivemos até aqui no ClyBlog e que sempre fizemos com grande prazer, independente de quantos estivessem nos lendo, de quanta gente estivéssemos alcançando. O ClyBlog sempre foi muito do nosso prazer em falar sobre coisas que gostamos e pôr em prática nossa criatividade, seja escrita, técnica, gráfica, visual, etc. É por isso que ele já existe por esses dezoito anos e, se depender do nosso gosto por fazê-lo, continuará existindo por muito tempo.

Sim, ClyBlog, você agora é responsável por seu atos.

Essa é a parte mais difícil, hein! (Não nos responsabilizamos por nada que seja publicado aqui )😂😂😂

Mentira, mentira...

Enfim, bem-vindo à maioridade, Clyblog.



C.R.
D.R.

quarta-feira, 29 de julho de 2026

terça-feira, 28 de julho de 2026

Capas de K7 X - "Rolling Stones"

 







RODRIGUES, Daniel
"Rolling Stones"
Arte para fita cassete doméstica sobre coletânea da Rolling Stones pela gravadora PolyGram
Recorte, colagem e letras transferíveis sobre papel revista
9,5 x 10,3 cm
S/D

quinta-feira, 23 de julho de 2026

Sessão Comentada filme "Quilombo" - Centro de Debates Democracia & Cultura (CDDC) - EEEM Campos Verdes - Alvorada/RS (19/05/2026)


Dentre os trabalhos que desenvolvo com cinema e crítica, como curadorias, júris e espaços de debate, um me deu especial alegria, que foi a sessão comentada do filme “Quilombo” na Escola Estadual de Ensino Médio Campos Verdes, na cidade de Alvorada, na região Metropolitana de Porto Alegre, alusiva ao 13 de maio, dia da Abolição da Escravidão, ocorrido dias antes. O convite veio pelo agitador Lincon Fonseca, coordenador do Centro de Debates Democracia & Cultura (CDDC), militante do Congresso Nacional Afro-Brasileiro (CNAB) e ex-aluno de meu curso sobre Cinema Negro ano passado e que, percebendo minha paixão pelo mesmo filme, que comento no curso, teve a ideia de exibi-lo para os alunos do colégio e promover um debate após a sessão.

E eu não estava só. Juntamente comigo e Lincon, estiveram: Carl Marx (sim, eu debati com Carl Marx!), estudante de filosofia na UFRGS e militante do CNAB; Danusa Alhandra, militante da União Brasileira de Mulheres (UBM-RS) e da União Nacional de Negros e Negras (UNEGRO-RS); Eduardo Fortes, professor, quilombista, presidente da ONG UmBUNTU e vereador suplente em Alvorada; e Nicolas Marques, presidente da União Gaúcha dos Estudantes (UGES) e militante da Juventude Pátria Livre.

Todos falaram sobre o filme a partir de suas percepções e vivências, o que certamente gerou um conteúdo rico para a gurizada que participou. De minha parte, comentei brevemente sobre a realização de “Quilombo” e seu contexto dentro da cinematografia negra do cinema brasileiro e a de seu realizador, o cineasta alagoano Cacá Diegues (1940-2025). Também expus minha admiração sobre a obra, talvez o grande épico do cinema nacional, e a importância de trazer à tela heróis negros até muito pouco tempo desvalorizados e invisibilizados na História oficial do país.

No filme, que se passa no Nordeste brasileiro do século 17, diversos escravos fogem e se unem para formar o Quilombo dos Palmares, no interior de Alagoas, aproveitando-se da fraqueza do governo colonial, que enfrenta a invasão holandesa. Sob o comando de Ganga Zumba - e depois de Zumbi -, o quilombo prospera e os ex-escravos tornam-se uma força militar e comercial poderosa, ameaçando o domínio dos colonizadores e a autoridade real. Logo, as forças da ordem se mobilizam para liquidar com os afro-brasileiros rebeldes numa guerra sangrenta que se estenderá por muitos anos. Quilombo dos Palmares existiu/resistiu por cerca de 1 século.

Cena de "Quilombo", com trilha sonora de Gilberto Gil

Mais sobre “Quilombo” teria para falar, assim como na ocasião para os alunos da Campos Verdes, a quem expus apenas parte do possível e o mínimo para uma fala que interessante, uma vez que outras vozes trariam a eles outras contribuições. Não coube, por exemplo, mencionar a maravilhosa trilha sonora do filme, feita especialmente por Gilberto Gil em parceria com Wally Salomão. Ao final, já saindo da escola, um dos alunos passou por mim e agradeceu pela oportunidade. Considerei um ótimo retorno, tendo em vista que, se já é cada vez mais difícil as pessoas dizerem alguma coisa, quanto mais adolescentes, que são mais fechados, tímidos ou absorvidos pelos seus próprios mundos. Ademais, nunca se sabe de fato o que as pessoas acharam, mesmo com os protocolares aplausos ao final... Independentemente disso, a oportunidade em si foi única e a iniciativa do CDDC louvável. Por mais atividades culturais e cinematográficas assim para os jovens das nossas periferias.

Confira nas fotos um pouquinho de como foi:

🎥🎥🎥🎥🎥🎥🎥🎥

Lincon fazendo a abertura


Eu falando um pouco sobre o filme e a obra de Cacá Diegues


Quilombo ao fundo corroborando comigo


A vez de Danusa Alhandra conversar com a galera


O quilombista Eduardo Fortes atraindo as atenções


A numerosa turma do Campos Velho presente


🎥🎥🎥🎥🎥🎥🎥🎥

texto: Daniel Rodrigues
fotos: Cini

segunda-feira, 13 de julho de 2026

COTIDIANAS Especial nº900 - O Tio Adão

 



Desde pequeno ouvia minha mãe contar que nossa família tivera um grande jogador de futebol que havia jogado inclusive pela Seleção Brasileira e participado de uma Copa do Mundo.

Por mais que sempre gostasse muito de futebol, quando garoto, a informação não se fazia totalmente relevante para mim, até porque, meio desencontrada e incompleta, parecia carente de precisão e confirmação. Não que minha mãe, minhas tias e outros parentes estivessem inventando, mentindo, mas talvez aquilo não fosse tão grande quanto colocavam. Minha mãe contava das aventuras dele em países nórdicos, suas fotos com as louras, com delegações de jogadores, mas ninguém sabia ao certo se havia jogado na Copa da Suécia, da Suíça, ou se havia realmente chegado a jogar uma Copa do Mundo. Já era motivo de orgulho por ter jogado na Seleção, e isso era fato, mas talvez tivesse sido um torneio de juniores, uma excursão avulsa ou algo  do tipo. Mas de todo modo, o Tio Adão sempre habitava nossa memória afetiva coletiva como o craque da família.

A era da informação e da Internet trouxe dados mais precisos que eliminaram aquelas imprecisões e só fizeram crescer minha admiração e colocá-lo no lugar de destaque que sempre mereceu.

Tio Adão para nós, ou Adãozinho, como era conhecido no mundo do futebol, fora um atacante de alto nível que atuara no meu time do coração, o Sport Club Internacional, e que entre diversas participações com a seleção nacional, integrou o grupo que participou da fatídica Copa do Mundo de 1950, no Brasil. Jogara mesmo uma Copa, como se contava! Mas fora por aqui mesmo, no próprio país.

Integrante da segunda formação da lendária equipe do Internacional chamada de Rolo Compressor, Adãozinho, imparável, veloz e artilheiro, tamanha era sua volúpia e indomabilidade fora alcunhado de Atacante Satânico. Seu prestígio permanece intacto, atravessa gerações tanto que, hoje, minha filha, colorada, admira e também se orgulha de ter um parente, mesmo que distante, representante das cores do nosso time da lendária camiseta brasileira.

As histórias com louras europeias deviam ser de algum torneio, amistoso ou uma convocação eventual, mas o fato é que a própria participação em um Mundial já atesta não se tratar de um jogador qualquer. Se hoje em dia qualquer jogador mediano, sem coração, veste a camisa da seleção, Tio Adão jogara em uma época repleta de craques na qual a concorrência era grande, além de ser um tempo em que o amor à camiseta que se vestia representava tudo.

Nada pode mudar isso: um dos nossos, do nosso sangue, fora um craque de Seleção Brasileira e jogara uma Copa do Mundo!


⚽⚽⚽⚽⚽


Cly Reis


quinta-feira, 11 de junho de 2026

E Começa a Copa do Mundo...

 

Apita o árbitro.

Começa a Copa do Mundo!


A bola começa a rolar nos gramados da América do Norte e as publicações sobre futebol e países envolvidos no grande evento, começam a rolar por aqui.


Livros que trazem o futebol como tema, filmes em que este esporte é protagonista, confrontos de filmes originais contra remakes de países participantes da Copa como se fossem jogos de seleções, discos com artistas de nacionalidades diferentes, artes especiais remetendo a grandes jogos e grandes craques, e tirinhas tratando de tudo que acontecer nesse período do Mundial com muita atualidade e bom humor.


Já começou!


Agora tudo é Copa no ClyBlog.


C.R.
D.R. 

sábado, 27 de dezembro de 2025

Capas de K7 VIII - "Prong"

 







RODRIGUES, Daniel
"Prong"
Arte para fita cassete doméstica sobre o disco "Cleansing", da banda norte-americana Prong, de 1993, pela gravadora Sony
Recorte, impressão, fontes transferíveis e colagem sobre papel revista
9,5 x 10,3 cm
1993/1995

quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

“Rebordosa”, de Erick Leal - Museu de Arte Moderna de Santa Maria (MASM) - Santa Maria/RS.

 

Além de passear um pouco e transitar a pé por Santa Maria nos dias em que estive na cidade por conta do festival Santa Maria Cinema e Vídeo, no final de outubro, num começo de tarde dei uma escapada para conhecer o Museu de Arte Moderna de Santa Maria, o MASM. Um bonito espaço, mas um tanto sucateado. Do que estava exposto, interessante a do artista visual rosariense Erick Leal, “Rebordosa”.

Com uma estética instigante, que absorve a luz avermelhada e a textura do neon, “Rebordosa”, com curadoria de Leonardo Penna, põe sob crítica a cultura gaúcha, cuja narrativa de “pertencimento” e “tradição” é, na verdade, uma falácia repleta de “excessos, sombras, resíduos”. Habitando o que Leal chama de “tapera neon”, este espaço entre tradição e desejo se localizada em torno dessa história. O queer, o marginal, o kitsch, o punk se entrelaçam, a exemplo da estética relacional de Joseph Beuys, a bombacha, a espora, as comidas, o homem (?) campeiro.

Em época de revisão dos valores tradicionais (quanto mais um inexplicável “orgulho” como termo definidor de um povo, como é para o gaúcho), mesmo que uma visita rápida, esta mostra provocativa e debochada do MASM foi suficiente para sair de lá refletindo. Assim que deve ser.

🎨🎨🎨🎨🎨🎨🎨🎨🎨

Série "Entreveiro". Sexualidade e macheza 


Lambe-lambe de 2025


Parede com as gravuras da série Entreveiro"


Erick se vale da técnica do lambe-lambe, tradicional da cultura urbaba


Símbolos gauchescos revisitados e questionados


Mais gravuras de Erick


Instalação "Laço Frouxo". Estética relacional muito bem empregada


Outra instalação bastante instigante e crítica


"Bate", objeto arte de 2025, pra fechar a exposição


Daniel Rodrigues

quarta-feira, 26 de novembro de 2025

Capas de K7 VII - "Elastica"

 








RODRIGUES, Daniel
"Elastica"
Arte para fita cassete doméstica sobre o disco da banda Elastica, de 1995, pela gravadora Geffen
Recorte, impressão e colagem sobre papel sulfite
9,5 x 10,3 cm
s/d