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segunda-feira, 9 de março de 2026

Santo Antônio de Lisboa e Sambaqui - Florianópolis/SC


Havia anos que queríamos conhecer Santo Antônio de Lisboa, bairro na região litorânea da ilha de Florianópolis, em Santa Catarina, e primeiro núcleo de colonização do Estado, criado no século XVIII. Em visita a Floripa, então, reservamos uma manhã para visitar este que é um dos mais charmosos, românticos, bonitos e antigos cantos da Baía Norte. Com suas construções em estilo açoriano e suas ruas estreitas, que desembocam nas calmas águas dessa pequena vila de pescadores, Santo Antônio de Lisboa parece manter em si as características da freguesia fundada por famílias portuguesas na outrora Nossa Senhora do Desterro em 1698. Isso porque a sensação que se tem é de quem o relógio ali conta mais devagar suas voltas de tão pacata e bucólica.

Mal se caminha pela rua que costeia a prainha e já se chega à praia ao lado, a igualmente agradável (e balneável, por sinal, diferente de Santo Antônio de Lisboa, cujo banho é prejudicado pela presença dos barcos pesqueiros) Sambaqui. Mas é em Santo Antônio mesmo que a magia se encontra, como na bonita igrejinha Nossa Senhora das Necessidades, de longínquos anos de 1750. Além da beleza natural do balneário e da rica e intensa vegetação dos morros à volta, tem ainda as fachadas das casinhas e as ruazinhas, dentre elas a histórica Roldão da Rocha Pires, a primeira com calçamento de toda Santa Catarina, feito para a visita de Dom Pedro II ao Estado, em 1845, cinco anos após sua coroação, na primeira visita oficial como Imperador.

Como se vê, muita história num lugarejo só, o que fica ainda mais evidente nos registros de fotos e vídeos que Leocádia e eu fizemos na passagem por esse encantador lugar.

🐟🐟🐟🐟🐟🐟🐟🐟🐟

Chegando na pequena e apaixonante
Santo Antônio de Lisboa


Os barcos pesqueiros e a beleza natural do lugar


A história primeira rua calçada de Florianópolis, ainda quando
se chamava Nossa Senhora do Desterro


Eu pisando o calçamento feito para Dom Pedro II pisar


Prainha linda num dia lindo


E o que dizer das belas casinhas em estilo açoriano?


Mais da arquitetura típica do bairro

A antiga igreja Nossa Senhora das Necessidades, uma atração à parte


Uma graça por dentro a igreja


Santo Antônio carregando o menino Jesus


Não entrei, só fotografei


Veni Sancte Spiritus inscrito no teto assim mesmo, espelhado


A esplendorosa vista de dentro da igreja para a praça com o mar ao fundo


Casal de turistas saindo da igreja


De volta à rua, hora de conhecer o ótimo espaço
de arte e artesanato Casa Açoriana

Uma visão geral da Casa Açoriana, com mais de 40 anos e muito bom gosto na seleção,
que tem desde originais de Volpi a J. Borges 


Parece uma foto do alto da vila, mas é só um artesanato


Seguindo nosso passeio pelas ruas de Santo Antônio de Lisboa


Mais casa, mas essa com a simplicidade bonita das de pescador


Pela beira do mar chegamos em poucos metros a Sambaqui


É ou não é altamente convidativa essa prainha de Sambaqui?


Voltando para Santo Antônio, essa vista do barco recolhido para o mar


Os barcos no horizonte e, lá do outro lado, o Centro de Florianópolis


Mais um pouco da beira da praia de Santo Antônio


As gaivotas se refestelando na areia


Nós dando um "até logo" à querida Santo Antônio de Lisboa


🐟🐟🐟🐟🐟🐟🐟🐟🐟


quinta-feira, 27 de novembro de 2025

Vila Belga - Santa Maria/RS (Nov. 2025)

 

Uma das belas casas em estilo eclético do inicio do
século 20 do complexo arquitetônico Vila Belga
Passar alguns dias em alguma cidade sempre me sugere que eu possa aproveitar um pouco da atmosfera local. Nos dias em que fiquei em Santa Maria por conta do Santa Maria Cinema e Vídeo, para o qual fui convidado a participar, em alguns poucos momentos pude dar uma escapada e curtir algo fora da programação para a qual me destinava. Não deixa de ser um pouco questão de sorte. Uma que não dei foi a de poder acompanhar, em razão justamente dos compromissos para os quais fui convidado, um passeio guiado pelos prédios Art Deco, estilo característicos do período em que a cidade cresceu economicamente, que percorreu locais onde, no passado e no presente, abrigou-se/abriga cinema em Santa Maria.

Mas a sorte não me desamparou. O hotel onde fiquei hospedado, na região Central da cidade, era bem próximo de um verdadeiro patrimônio histórico, arquitetônico, urbanístico e cultural do Rio Grande do Sul, que é a Vila Belga, uma das primeiras experiências de conjunto residencial operário do Brasil. Série de edificações em estilo eclético construídas pela empresa belga Compagnie Auxiliaire des Chemins de Fer au Brésil, entre 1905 e1907, destinavam-se à moradia dos funcionários de menor escalão da companhia, responsável pela Viação Férrea do Rio Grande do Sul (VFRGS) e que tinha em Santa Maria sua sede e ponto estratégico.

O conjunto conta com 84 unidades residenciais, as quais somam-se ainda a sede da Cooperativa dos Empregados da Viação Férrea, seu clube e cinco armazéns, que foram projetados pelo engenheiro belga Gustave Vauthier, à época, o próprio diretor da Auxiliaire.

Com parte conservada, outra não (mesmo que tombada pelo Iphae); parte ocupada, outra não; parte reformada, outra não, o passeio pelas ruas que acessam a Vila Belga é daqueles lances em que se entra num túnel do tempo. Além de materializar um momento histórico (e pujante) de uma cidade que um dia foi polo do transporte ferroviário brasileiro naquele início de século XX. Com o forte investimento na indústria e no transporte automotivo a partir dos anos 50, junto com a paulatina desaceleração (com o perdão da palavra) e sucateamento da linha férrea, hoje a Vila Belga representa algo que, no fundo, não precisaria ser associada somente ao passado. Quanto o país economizaria se tivesse ampliado ou simplesmente mantido suas ferrovias... Enfim, a sorte age para os dois lados sempre.

🏠🏠🏠🏠🏠🏠🏠🏠🏠

Entrando numa das ruas da Vila Belga


Panorâmica de um trecho da 
belíssima Vila Belga


Efeitos da ação do tempo


Um dos postes de luz preservados da arquitetura original


Outra rua da Vila Belga, que se estende até o passado


Uma das casas bem preservadas...


... e, do outro lado, uma mal conservadas


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As casas dando vista para um dos vários morros que rodeiam Santa Maria


Sem teto e sem vida


Mais um conjunto de casas da Vila Belga


Metal on metal


Um gatinho preto atrás das folhagens


Escada verde


A rosa branca levando paz para a antiga vila operária



Daniel Rodrigues

sábado, 18 de outubro de 2025

Museu da República - Rio de Janeiro/RJ

 

Visitar o Rio de Janeiro, o que fazemos geralmente uma vez ao ano, sempre rende bons passeios. Mas desta vez dá pra dizer que os passeios foram menos in do que outdoor. Afinal, foram as feiras de rua que nos mobilizaram bem mais do que as exposições ou atividades e lugares fechados.

Além das feiras do Beco do Pinheiro, no bairro das Laranjeiras, e a da Glória, que se agigantou em tamanho do ano passado para cá, estivemos duas vezes em feirinhas no Museu da República, que abriga o Palácio do Catete, o famigerado e histórico prédio onde Getúlio Vargas tirou a vida nos idos de 1954.

Mas os passeios por lá nada tem a ver com episódios trágicos e remotos. Pelo contrário. Foram agradáveis momentos em que pudemos conferir quiosques de roupas, acessórios, souvenires, bijus, comidinhas, cerveja artesanal, mas principalmente, estar na natureza e ver gente. Famílias, amigos, casais, crianças, idosos, jovens. De tudo, e sempre com muita gente, essa coisa admirável do Rio, que é de as pessoas aproveitarem a rua.

Show gostoso de MPB
com Fhernanda Fernandes
Numa dessas duas idas ao Museu da República, Leocádia e eu tivemos a companhia de minha mãe, Iara, e de meu irmão e coeditor desse blog, Cly Reis, quando foi possível conferirmos a feira Brasilidades. Além de tudo isso que já descrevi e do belo paisagismo do enorme pátio deste antigo palácio, tinha ainda música ao vivo. E boa música, diga-se de passagem! Com um repertório de bom gosto, a veterana cantora e violonista Fhernanda Fernandes desfilou clássicos da MPB juntamente com um baterista. Teve de Zeca Pagodinho ("Deixa a Vida me Levar") a Beth Carvalho ("Andança"), de Elis Regina ("Vou Deitar e Rolar") a Isolda ("Outra Vez"), de Paulinho da Viola ("Pecado Capital") a Dona Ivone Lara ("Alguém me Avisou") e maus um monte de boas músicas.

Confiram aí então, um pouco do que registamos desses dois domingos de passeio pelas feiras do Museu da República:


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Feira entre as palmeiras imperiais do Museu da República


Muita gente curtindo a feira a céu aberto


Os patinhos no lago do chafariz


Mais famílias aproveitando...


...e mais feirinha


Click das clicks


Uma panorâmica da feira 
do Museu da República


Admirando o belo paisagismo do local


Nós curtindo a feira num dos finais de semana
...


...e no seguinte, com a faamily



Daniel Rodrigues