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quarta-feira, 13 de dezembro de 2023

Video Games

 






Video Games - REIS, Cly
fan-art inspirada na canção "Videogames" de Lana Del Rey
ilustração digital (GIMP)




"Video Games"
Cly Reis

quinta-feira, 1 de junho de 2023

CLICK Especial 15 anos do Clyblog - Lana Del Rey no MITA Festival 2023

 







A amiga Joana de Moraes esteve no festival MITA, no último final de semana, no dia 27/05, para assistir ao show da cantora Lana Del Rey e, instalada num ponto privilegiado da plateia para apreciar sua "ídola", compartilhou conosco alguns registros desse evento espetacular, os quais, por nossa vez, compartilhamos com vocês que acompanham o Clyblog.

Fiquem, então com algumas imagens que captam um pouco do ambiente, do clima, do local, no show de Lana Del Rey:

Tudo pronto para o festival!

Fãs deixando sua marca, sua assinatura, seu recadinho, no letreiro do festival.

Ela, Lana, no palco, com um look totalmente Marylin Monroe.

Doçura, delicadeza e melancolia desfiladas no palco do MITA

Mais um momento com a Musa da Tristeza

Lana no celular do celular. Ninguém queria perder um momento sequer.

Lana em tamanho gigante, no telão

FOTOS: J O A N A   M O R A E S


★★★★★


Joana Moraes é estudante do Ensino Fundamental




sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

Lana Del Rey - "Born To Die" (2012)




Acima a capa original e,
abaixo a da edição especial dupla.
"Escolha suas últimas palavras,
 esta é a última vez
Porque você e eu,
nascemos para morrer."
da letra de
"Born to Die"



Ela é uma espécie de versão feminina de Morrissey. Muita gente vai achar que não tem nada a ver mas sempre que a escuto pessimista, trágica, dramática, exageraaada... e com uma certa quedinha pelo retrô, não consigo deixar de associar os dois. Ela não escreve como ele, é verdade, ainda que também tenha a língua afiada e tenha lá seus momentos com tiradas precisas e venenosas. Talvez até tenha mais talento vocal, mas, cá entre nós, mesmo já tendo conquistado uma boa legião de seguidores, precisa percorrer uma longa estrada para chegar no nível quase lendário do ex-vocalista dos Smiths. Meio diva anos 60, meio Madonna, meio dark, meio bad girl, o interessante é que, embora seja muito contestada por conta de seu alavancamento profissional, via internet, essa garota de preferências vintage, de certa forma se encaixa num espaço deixado pela geração pós-punk que oferecia, assim como ela, um pop carregado de melancolia. Não é a mesma geração, é verdade, mas o fato de sempre existirem corações sombrios e almas torturadas faz com que tanto um Morrissey, há trinta e tantos anos, quanto uma Lana Del Rey, agora, sejam ouvidos e compreendidos da mesma maneira. "Born To Die" até não é o melhor trabalho da norte-americana, posteriores como "Ultraviolence" e "Lust for Life" trazem progressos em vários aspectos em relação ao primeiro, mas este disco em especial parece representar essa identificação destes espíritos melancólicos com uma nova "representante", mas também por parte de "viúvas" do gótico, com alguém que, de certa forma, depois de algum bom tempo, fazia algo que ia mais ou menos no mesmo caminho que seus ídolos dos anos 80.
Com batidas eletrônicas e samples, num trip-hop que por vezes lembra o Portishead (menos bem acabado e menos fantasmagórico), linhas de teclado normalmente dramáticas e solenes, letras sombrias e sarcásticas sobre rompimentos, drogas, álcool, bad boys e tragédias, com vocais chorosos e líricos, Lana Del Rey oferecia com "Born to Die" um cartão de visitas altamente revelador de suas intenções artísticas e que justificava sua aceitação tanto pelo grande público quanto por alternativos. O disco em determinados momentos acaba soando meio uniforme e perde força na segunda metade mas mesmo assim muita coisa vale ser destacada. A faixa-título, por exemplo, com sua entrada grandiosa de cordas, lembrando aberturas de filmes antigos carrega todo o componente dramático que o trabalho de Lana pretende conter. A balada "Video Games", densa com sua parede de teclados, sua batida militar e vocal arrastado é outra que merece destaque. "Dark Paradise" que mescla toda uma morbidez com elementos pop mais leves que aliviam seu clima pesado; "National Anthem", bem hip-hop com vocal multiplicado como se cantado em coro; a dramática "Carmem" de excelente performance da cantora; e a ótima "Million Dollar Man", uma das minhas preferidas, uma balada de clima meio western, meio cabaré (ou as duas coisas juntas) são alguns dos grandes momentos do álbum. Num disco predominantemente lento, pesado, para não dizer que não tem nada "animado", "Diet Mountain Dew" cuja melodia vocal e combinação da letra lembram "Paradise City" do Guns'n Roses, "Summertime Sadness", de refrão grudento e o hit "Off The Races" são momentos um pouco mais embalados. A versão deluxe do álbum traz ainda mais três faixas, entre elas a ótima e sensual "Lolita", um pop mais agressivo com uma batida eletrônica bem intensa, ecos e um sample alucinante; e um relançamento do disco em versão dupla, chamado "The Paradise Edition", traz mais oito faixas, bastante boas, diga-se de passagem, sendo um delas uma versão de "Blue Velvet", que fez parte da trilha e deu nome ao filme de David Lynch.
Um dos bons discos da segunda década do século XXI, ao que parece, ao contrário do que vaticinaram muitos críticos que na época de seu lançamento, "Born To Die" não cumprirá a profecia de seu título e, se depender da já grande legião de fãs e admiradores, o álbum, um dos novos clássicos da música pop, está sim, fadado à eternidade.

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FAIXAS:
1. Born To Die
2. Off To The Races
3. Blue Jeans
4. Video Games
5. Diet Mountain Dew
6. National Anthem
7. Dark Paradise
8. Radio
9. Carmen
10. Million Dollar Man
11. Summertime Sadness
12. This Is What Makes Us Girls


Deluxe Edition
13. Without You
14. Lolita
15. Lucky Ones


The Paradise Edition
disco 2
1. Ride
2. American
3. Cola
4. Body Electric
5. Blue Velvet
6. Gods & Monsters
7. Yayo
8. Bel Air

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Ouça:
Lana Del Rey - Born To Die + The Paradise Edition


Cly Reis