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segunda-feira, 13 de abril de 2026

Beira-Mar Norte e Centro Histórico de Florianópolis/SC


Uma das nossas estratégias para circular por Florianópolis sem ter um carro, fosse pelas praias da ilha, fosse para aproveitar a sua parte urbana, foi ficar hospedado no Centro da cidade. Assim, pudemos, nos dias em que não pegamos praia, intercalamo-las com passeios ali mesmo por onde estávamos. Diferentemente do que a maioria dos turistas fazem em cidades litorâneas, para nós é um barato tanto esse tipo de banda quanto conhecer as regiões de Centro, que geralmente têm um Centro Histórico, Mercado Público, museus... Tudo que a gente aproveitou nos dias de “não-praia” por Florianópolis.

Num desses dias, o passeio começou de manhã pela orla da Beira-Mar Norte, um dos cartões-postais de Floripa, com suas pistas para circulação e prática de esportes por toda extensão, banhado pelo mar represado entre a ilha e o continente, assim como a icônica ponte Hercílio Luz, que liga os dois pedaços de terra que compõem a capital catarinense.

Capital esta, um dia chamada de Nossa Senhora do Desterro, cheia de história, constituída ao longo de 4.500 anos pelas nativas e dizimadas tribos indígenas Kaingang, Xokleng e Guarani; os escravos negros, vindos principalmente de Moçambique, na África Austral; o papel desbravador dos oportunistas exploradores Bandeirantes, os açorianos ocupantes e as figuras históricas catarinenses, tal Anita Garibaldi, Nereu Ramos, Othon da Gama Lobo d’Eça e o já mencionado Hercílio Luz, engenheiro e político. Parte disso pudemos ter contato na exposição permanente Museu de Cidade, presente no Museu de Florianópolis, hoje comandado pelo Sesc SC e que fica num prédio histórico do Centro, o qual já serviu de Casa de Câmara e Cadeia Municipal.

Antes, contudo, entre o passeio na Beira-Mar Norte e um almoço no Shopping Beira-Mar, mais deriva pelas ruas da cidade, que lembram por vezes Rio de Janeiro, Porto Alegre e São Paulo, até chegar no Marcado Público, patrimônio histórico e cultural de Floripa. Dele, tinha vaga e prazerosa lembrança de quando fui, há uns 20 anos, a qual se confirmou como num deja vu. Aquele clima de mercado público de metrópole, com suas bancas de souvenires, artesanato, comidas típicas, gentes e movimentação. Nem pestanejo em dizer que a melhor comida da viagem foram os sanduíches da banca Paradinha do Fernando, um pãozinho francês tostado com recheio de omelete com calabresa e outro de bolinho de carne. Uma atração turística, que se soma à simpatia e o bom atendimento do próprio Fernando e de sua equipe.

Teve também uma passada na loja de artesanato da Casa da Alfândega, outro prédio histórico, ao lado do Mercado, um dos pontos iniciais da cidade. Pertencente ao IPHAN e Inaugurado em 1876, em uma cerimônia que coincidiu com o aniversário da princesa Isabel, ali, onde hoje se celebra a arte dos artistas indígenas, sambaquis e nativos da ilha, um dia foi o principal centro alfandegário de Florianópolis, até o fechamento do porto, em 1964. Um dia, ali se comercializou de um tudo, que chegava à ilha como mercadoria pelas embarcações. Inclusive escravos.

Essa Florianópolis mais evidente e ao mesmo tempo mais profunda carrega no seu sol e no calor ameno muita energia, guardada naquelas construções históricas, naquelas calçadas pedregosas e na complexidade da intersobrevivência, que se enxerga em quem está vivo +e em quem não está – mas um dia esteve. Como é, por sinal, todas as cidades históricas.

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Cena matinal na Beira-Mar Norte


Eu amando Floripa


Mais da manhã ensolarada na Orla de Florianópolis


Detalhe das pedras


O mar e o Continente ao fundo


Detalhe da ação da água nas pedras 
da Beira-Mar Norte


Barcos


Uma das antigas estações de bombeamento desativadas,
mas cujos prédios são patrimônio histórico


Foto de dia anterior com o Mercado Público, ao fundo, e a Casa da Alfândega,
em seu tom amarelo característico


Os cachorros do Centro


Movimento interno do Mercado Público 


Encontramos Roberto Carlos cantando e lucrando uns trocados no Largo da Alfândega


Loja dentro do prédio histórico Casa da Alfândega 


A Bruxa, presente no folclore da Ilha, controlando da porta quem entra em quem sai


Instrumentos dos sambaquis no Museu da Cidade


Fotos de escravos vindos de Moçambique para a Desterro colonial


Esta dupla terminando seu passeio pelo Centro de Floripa

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segunda-feira, 23 de março de 2026

Costa da Lagoa - Lagoa da Conceição - Florianópolis/SC


Um dos passeios que desejávamos fazer nessa curta temporada em Florianópolis era à Lagoa da Conceição, que eu visitara há uns bons 20 anos atrás e adorara. Pela manhã, após atravessarmos de carro a sinuosa e bonita estrada que corta o Morro da Lagoa, que desemboca nela lá embaixo, descemos no centrinho, mas não ficamos pela famosa Avenida das Rendeiras, mais movimentada no fim do dia. Isso porque ali mesmo soubemos que havia um passeio de barco para a região de pescadores, a chamada Costa da Lagoa. Já queríamos andar em alguma embarcação pela ilha desde que havíamos visto a existência de um catamarã que saía da Beira-Mar Norte, na região do Centro. Porém, era um custo exorbitante, feito para turista gringo e espetaculoso. Então, além de super em conta, o barco era perfeito para o que buscamos: um passeio pelas águas da Lagoa da Conceição.

Embora não estivesse previsto, foi a melhor coisa que Leocádia e eu fizemos. Num dia lindo de sol, cruzamos por cerca de 1 hora a Lagoa em direção à Costa admirando a impressionante vegetação de Mata Atlântica preservada dos morros que costeiam a caudalosa lagoa. Rochas faraônicas, muito verde, casas encravadas em meio à mata fechada. Por trás daquela vegetação toda, que subia até o alto dos morros, ainda há uma trilha. De 12 km! Dessa vez, não deu pra fazer, mas me aguardem na próxima! 

Enfim, depois dessa viagem no balanço que as águas proporcionam, chegamos à Costa da Lagoa para conhecer a pequena vila. Uma igrejinha muito simpática e uma subidinha – numa trilha – rumo à cachoeira pelo Caminho da Costa da Lagoa, integrante do Refúgio de Vida Silvestre Municipal Meiempibe. Passeio feito, descemos o sopé do morro para almoçar frutos do mar no excelente e premiado restaurante Sabor da Costa, onde fomos recebidos pelo simpático Savas e sua atenciosa equipe.

“Y mas não digo”, como falaria o saudoso Edy Star, pois as fotos estão aí para registrar melhor essa adorável manhã em que – enfim! – passeamos de barco pela ilha de Florianópolis.

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Vista da estação, prestes a embarcar


Um pouco do passeio de barco 
até a Costa da Lagoa


Já na Costa, a pequena prainha


Trapiche em direção da lagoa


A briga do pneu com a água


Vista de cima da vila de pescadores


Leocádia em frente à simpática igrejinha da vila


De dentro da igreja


O Santo no caminho para a cachoeira


E eu - bem menos santo - também na cachoeira


Pessoal se refrescando nas quedas d'água


Novamente na beira do lago. Paisagem que parece quadro


Casinha de pescador, sempre um barato


À espreita dos peixes


O barco Dourado chegando...


...E o Escorpião atracado


Outra vista que daria uma pintura


Estes dois passeadores felizes como o inesperado passeio quase retornando à ilha


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fotos e vídeo: Leocádia Costa e Daniel Rodrigues

quinta-feira, 19 de março de 2026

Living Colour - Best of 40 Years Tour - Bar Opinião - Porto Alegre/RS (26/02/2026)


Lobão é um chato de galocha, que fala muita bobagem boca afora, mas que, convenhamos, às vezes tem bons lampejos. Em uma entrevista recente dele na qual falava sobre heavy metal, justificando porque não gosta de Iron Maiden, o velho roqueiro brasileiro argumentou que bandas como esta e várias outras nessa linha perderam, da metade dos anos 70 em diante, a veia negra do rock, presente em Deep Purple, Black Sabbath e Led Zeppelin, e passaram a investir numa injustificável (e branca) atmosfera nórdica. No alvo, sr. Lobão. Assistindo a Living Colour, a banda norte-americana formada integralmente por músicos negros há 40 anos, fica fácil entender onde o rock pesado desviou a rota. Verdadeiros herdeiros de Little Richard, Chuck Berry, Sister Rosetta Tharpe e Jimi Hendrix, mas também de James Brown, Sly Stone, Aretha Franklin, George Clinton, Chaka Khan, Death, Prince e Bad Brains, a LC, que fez um show arrasador em Porto Alegre na turnê que comemora suas quatro décadas, foi quem, no final dos anos 80, reivindicou a autoria negra e resgatou a verdadeira semente do rock das guitarras distorcidas.

Com um repertório muito bem montado, que inicia com sucessos, passa por momentos de surpresas, homenagens, sessões livres e termina com as "mais mais" e direito a bis, Corey Glover (vocais, e que vocais!), Vernon Reid (guitarra, gênio!), Doug Wimbish (tocando baixo como se não estivesse fazendo nada difícil) e Will Calhoun (bateria, certamente dos melhores do instrumento) não apenas executam os números: eles brincam de tocar. A construção harmônica e o arranjo das competições favorece a que eles, exímios instrumentistas, improvisem o tempo todo, transformando também as músicas constantemente.

A entrada dos quatro no palco foi triunfal ao som do tema do filme "O Império Contra-ataca", de John Williams, uma sacada bastante sarcástica vindo de um grupo que "contra-atacou" o "império" branco da indústria pop. A abertura, então, foi com "Leave it Alone", do disco “Stain”, de 1993. Prejudicados nos primeiros números em razão da qualidade do som, quando mal se ouvia a voz potente de Glover e a guitarra de Reid era um zunido só, eles fizeram na sequência "Middle Man" e uma magnífica versão, mesmo mal equalizada, de "Memories Can't Wait", da Talking Heads, gravada por eles, assim como a anterior, em "Vivid", de 1988. Até em reggae eles transformaram a música num trecho! Mas o que manda mesmo é a guitarra intensa e melodiosa de Reid, assim como ele faria em muitas outras a seguir.

Living Colour tocando Talking Heads:
nem o som ruim atrapalhou

"Ignorant is Bliss", em que parece que Mr. Dinamite sujou de guitarras pesadas seu groove, e o heavy-metal possante de "Go Away" vieram antes da ótima "Bi", suingada e com toda aquela atmosfera jazzística em cima de um rock vibrante. A altamente variante "Funny Vibe", cuja bateria de Calhoun é que dita o ritmo, indo do hardcore ao funk e ao jazz em poucos compassos, ainda é incrementada com "Fight The Power", dos seus ídolos Public Enemy.

A essas alturas, já com o som ajeitado na mesa de áudio, um dos momentos especiais do show: quando tocam "Hallelujah", de John Cale, só no vocal de Glover e a guitarra de Reid, fazendo suscitar os cânticos de louvor da tradição gospel que está na veia dos rapazes da LC. Lembrei muito de Mahalia Jackson emocionando a multidão quando cantava “Precious Lord, Take My Hand”, para se ter ideia da potência do que seu viu/ouviu no Opinião. Depois, colada, a clássica "Open Letter (to a Landlord)", ao mesmo tempo uma música de protesto e denúncia do racismo e uma oração. A cara da banda. Olha: isso é que é saber compor um setlist

Mas tinha mais! A pedrada "Pride", um de seus maiores sucessos, levantou ainda mais a galera, composta basicamente de fãs da banda e do Metal. E as improvisações, mesmo em músicas consagradas, impressionantemente nunca param de acontecer. Está no jeito de eles tocarem, de sentirem a própria música. Mas essa liberdade de inventar na hora não quer dizer faça com que o quarteto se perca ou que desvirtuem os próprios temas. Experientes, sabem quando "criar" mais e quando dar apenas "cores livres". Afinal, estamos falando de música preta, de descendentes do improviso do jazz e do blues. Dava para ouvir, em certos momentos, a influência direta do free jazz spiritual de John Coltrane, principalmente em se tratado de Reid. Verdade é que a LC é talvez a única power band em atividade, aquela classificação de grupo em que todos, sem exceção, são grandes músicos.

Pois até a "cozinha" brilhou. Calhoun fez todos ficarem embasbacados com seu solo de bateria e na conjugação com a música “Baianá”, do conjunto brasileiro Barbatuques. Empunhando aquelas baquetas junto com Calhoun, estavam, certamente, Elvin Jones com sua africanidade, John Bonham com sua intensidade, Steve Gadd com sua habilidade, Art Blakey com sua capacidade de criar ritmo. Pouco depois, foi a vez de Wimbish, chamando o público pra cantar e dançar, comandar o palco cantando um medley de três clássicos do hip-hop da Grandmaster Flash & The Furious Five, "White Lines", "Apache" e um dos maiores hits da era break, "The Massage". Demais!

Trecho de "Bi", um dos sucessos da LC

O final do show foi uma sequência de tirar o fôlego, começando com "Glamour Boys", cuja guitarra suingada do riff explode em distorção no refrão cantado pela plateia toda ("I ain't no glamour boy (I'm fierce!)/ I ain't no glamour boy (wow!)"); o blues matador "Love Rears It's Ugly Head", o maior sucesso da LC e cujo clipe gastou de tanto rodar na MTV no início dos anos 90; e a paulada "Type", outro clássico absoluto deles e do rock pesado de todos os tempos. Refrãozasso: "We are the children of concrete and steel/ This is the place where the truth is concealed/ This is the time when the lie is revealed/ Everything is possible, but nothing is real". E Reid, hein?! O que é Vernon Reid tocando?! Ele é por si um show. Definitivamente um dos deuses da guitarra. Contemporâneo de Steve Vai e Joe Satriani, de quem guarda semelhanças no jeito de tocar, Reid é um guitar hero em atividade e que exercita seu estilo não só em solos inventivos (e que não são cansativamente extensos como fazem a maioria dos virtuoses), mas também na maneira de compor. Tanto quanto seus companheiros, vê-lo ao vivo no palco é algo realmente memorável.

Mas, gente: ainda tinha mais, acreditem. O hardcore "Time's Up", que dá nome ao celebrado segundo disco da LC, de 1990, emendou-se com outra de "Vivid", "What's Your Favorite Color?". E, para "encerrar", nada mais nada menos que "Cult of Personality", seguramente um dos 10 maiores riffs do rock dos últimos 40 anos, que foi entoada por todo o pessoal em êxtase que lotava o Opinião. É muito heavy, mas também é muito jazz, principalmente por suas quebras de ritmo, variações de escala e andamento e, claro, a habilidade dos rapazes de improvisar. 

Digo "encerrar" assim, entre aspas, porque ainda rolou, como disse no início, bis. E foi primeiro com a calmaria da gostosa "Solace of You" - que em muito lembra a mistura de reggae e ritmos do Caribe de "Alagados", da Paralamas do Sucesso, de alguns anos antes - para, enfim, terminarem com outra de suas covers emblemáticas: a punk "Should I Stay or Should I Go", da The Clash.

Foram só pedradas, só clássicos, que fez lembrar a primeira apresentação da banda no Brasil, no Hollywood Rock de 1992, quando ainda muito jovens, e que não só assisti ao vivo pela TV na época como gravei em K7 e por anos meu irmão e eu escutamos aquele memorável show. Agora, mais maduros, Glover, Reid, Wimbish e Calhoun continuam a tocar o que talvez à época nem tenha me dado conta com tamanha clareza: a de que se trata do mais alto nível de rock que se possa imaginar. O rock melodioso, tocado com alma e, por que não, também barulhento. Um rock negro, tal qual foi criado, há quase 80 anos. Como diz aquela canção, "Lobão tem razão". Às vezes, tem.

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Quarteto norte-americano no palco do Opinião


Reid, Glover com seus deads e Wimbish com Calhoun ao fundo 


A clássica "Pride" pra exaltar a galera


O grande sucesso "Love Rears it's Ugly Head", 
que pôs o Opinião para suingar


Músicos da mais alta qualidade em uma apresentação histórica


Momento emocionante - e pulsante - com "Open Letter
(to a Landlord)". Louvação e protesto


Quase terminando o show, "Cult of Personality", 
um dos maiores riffs já escritos


Clima de festa dos "metaleiros" com as mãos chifradas pra cima


Cover de The Clash para encerrar 
o show com punk rock



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texto: Daniel Rodrigues
fotos e vídeos: Leocádia Costa e Daniel Rodrigues


segunda-feira, 9 de março de 2026

Santo Antônio de Lisboa e Sambaqui - Florianópolis/SC


Havia anos que queríamos conhecer Santo Antônio de Lisboa, bairro na região litorânea da ilha de Florianópolis, em Santa Catarina, e primeiro núcleo de colonização do Estado, criado no século XVIII. Em visita a Floripa, então, reservamos uma manhã para visitar este que é um dos mais charmosos, românticos, bonitos e antigos cantos da Baía Norte. Com suas construções em estilo açoriano e suas ruas estreitas, que desembocam nas calmas águas dessa pequena vila de pescadores, Santo Antônio de Lisboa parece manter em si as características da freguesia fundada por famílias portuguesas na outrora Nossa Senhora do Desterro em 1698. Isso porque a sensação que se tem é de quem o relógio ali conta mais devagar suas voltas de tão pacata e bucólica.

Mal se caminha pela rua que costeia a prainha e já se chega à praia ao lado, a igualmente agradável (e balneável, por sinal, diferente de Santo Antônio de Lisboa, cujo banho é prejudicado pela presença dos barcos pesqueiros) Sambaqui. Mas é em Santo Antônio mesmo que a magia se encontra, como na bonita igrejinha Nossa Senhora das Necessidades, de longínquos anos de 1750. Além da beleza natural do balneário e da rica e intensa vegetação dos morros à volta, tem ainda as fachadas das casinhas e as ruazinhas, dentre elas a histórica Roldão da Rocha Pires, a primeira com calçamento de toda Santa Catarina, feito para a visita de Dom Pedro II ao Estado, em 1845, cinco anos após sua coroação, na primeira visita oficial como Imperador.

Como se vê, muita história num lugarejo só, o que fica ainda mais evidente nos registros de fotos e vídeos que Leocádia e eu fizemos na passagem por esse encantador lugar.

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Chegando na pequena e apaixonante
Santo Antônio de Lisboa


Os barcos pesqueiros e a beleza natural do lugar


A história primeira rua calçada de Florianópolis, ainda quando
se chamava Nossa Senhora do Desterro


Eu pisando o calçamento feito para Dom Pedro II pisar


Prainha linda num dia lindo


E o que dizer das belas casinhas em estilo açoriano?


Mais da arquitetura típica do bairro

A antiga igreja Nossa Senhora das Necessidades, uma atração à parte


Uma graça por dentro a igreja


Santo Antônio carregando o menino Jesus


Não entrei, só fotografei


Veni Sancte Spiritus inscrito no teto assim mesmo, espelhado


A esplendorosa vista de dentro da igreja para a praça com o mar ao fundo


Casal de turistas saindo da igreja


De volta à rua, hora de conhecer o ótimo espaço
de arte e artesanato Casa Açoriana

Uma visão geral da Casa Açoriana, com mais de 40 anos e muito bom gosto na seleção,
que tem desde originais de Volpi a J. Borges 


Parece uma foto do alto da vila, mas é só um artesanato


Seguindo nosso passeio pelas ruas de Santo Antônio de Lisboa


Mais casa, mas essa com a simplicidade bonita das de pescador


Pela beira do mar chegamos em poucos metros a Sambaqui


É ou não é altamente convidativa essa prainha de Sambaqui?


Voltando para Santo Antônio, essa vista do barco recolhido para o mar


Os barcos no horizonte e, lá do outro lado, o Centro de Florianópolis


Mais um pouco da beira da praia de Santo Antônio


As gaivotas se refestelando na areia


Nós dando um "até logo" à querida Santo Antônio de Lisboa


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