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domingo, 26 de fevereiro de 2017

Dia de Oscar


E esta noite acontece a cerimônia de entrega do Oscar, um dos prêmios mais importantes e, sem dúvida, o mais badalado da indústria cinematográfica. O musical "La La Land - Cantando Estações", com 14 indicações surge como inevitável grande favorito mas é bom abrir o olho com os bons "Manchester à beira mar", "A Chegada" e "Moonlight" que correm por fora também com boas possibilidades.
Confira a lista com todos os indicados:


Melhor Filme
Melhor Diretor
Melhor Atriz
Melhor Ator
Melhor Ator Coadjuvante
Melhor Atriz Coadjuvante
 Melhor Roteiro Original
 Melhor Roteiro Adaptado
Melhor  Animação
 Melhor Documentário em Curta-Metragem
  • Extremis
  • 4.1 Miles
  • Joe's Violin
  • Watani: My Homeland
  • Os Capacetes Brancos
Melhor Documentário em Longa-Metragem
  • Fogo no Mar
  • Eu Não Sou Seu Negro
  • Life, Animated
  • O.J.: Made in America
  • 13ª Emenda
 Melhor Longa Estrangeiro
  • Terra de Minas (Dinamarca)
  • A Man Called Ove (Suécia)
  • O Apartamento (Irã)
  • Tanna (Austrália)
  • Toni Erdmann (Alemanha)
Melhor Curta-Metragem
  • Ennemis Intérieurs
  • La Femme et le TGV
  • Silent Nights
  • Sing
  • Timecode
Melhor Curta em Animação
  • Blind Vaysha
  • Borrewed Time
  • Pear Cider and Cigarettes
  • Pearl
  • Piper
Melhor Canção Original
  • "Audition (The Fools Who Dream)" | Música de Justin Hurwitz, canção de Benj Pasek e Justin Paul - La La Land: Cantando Estações
  • "Can't Stop the Feeling" | Música e canção de Justin Timberlake, Max Martin e Karl Johan Schuster - Trolls
  • "City of Stars" | Música de Justin Hurwitz, canção de Benj Pasek e Justin Paul - La La Land: Cantando Estações
  • "The Empty Chair" | Música e canção de J. Ralph e Sting - Jim: The James Foley Story
  • "How Far I'll Go" | Música e canção de Lin-Manuel Miranda - Moana: Um Mar de Aventuras
Melhor Fotografia
Melhor Figurino
Melhor Maquiagem e Cabelo
Melhor Mixagem de Som
Melhor Edição de Som
Melhores Efeitos Visuais
Melhor Design de Produção
  • Patrice Vermette (design de produção) e Paul Hotte (decoração de set) - A Chegada
  • Stuart Craig (design de produção) e Anna Pinnock (decoração de set) - Animais Fantásticos e Onde Habitam
  • Jess Gonchor (design de produção) e Nancy Haigh (decoração de set) - Ave, César!
  • David Wasco (design de produção) e Sandy Reynolds-Wasco (decoração de set) - La La Land: Cantando Estações
  • Guy Hendrix Dyas (design de produção) e Gene Serdena (decoração de set) - Passageiros
Melhor Edição
Melhor Trilha Sonora


C.R.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Um King Kong no Oscar



E o que foi aquilo ontem?
Não fosse o constrangimento, a reversão de expectativa, até algum comprometimento de credibilidade, eu poderia até achar que aquilo tudo teria sido proposital talvez para aumentar o impacto em torno do anúncio do vencedor, um golpe promocional, mais uma das piadas do mestre de cerimônias, qualquer coisa do tipo, mas não. O anúncio do prêmio principal da noite do Oscar tornou-se provavelmente um dos maiores micos da história desde que o homem passou a celebrar eventos e exibi-los publicamente. Mico, não! Praticamente um King Kong.
Tudo ia caminhando conforme o script: o apresentador Jimmy Kimmel ia fazendo suas gracinhas; todo mundo, à sua maneira, ia tirando uma lasquinha do Trump; "La La Land" ia ganhando os seus mas não ia fazendo "a limpa"; as premiações iam se dividindo irmanamente entre os favoritos, com alguma justiça; coincidência ou não mas, depois da polêmica racial do ano passado, negros iam ganhando praticamente todos os prêmios que disputavam; uma zebra aqui, outra ali ia pintando mas sem maiores absurdos, até que na hora da categoria final, a de melhor filme, um dos momentos mais aguardados da noite, a dupla Bonnie and Clyde, Warren Beatty e Faye Danaway, encarregada de anunciar o prêmio, depois de hesitar um pouco, parecendo um pouco em dúvida, anunciou "La La Land" como o grande vencedor, o que somado às suas 6 estatuetas já conquistadas e ao Oscar de melhor diretor já arrebatado por Damien Chazelle, garantiam-lhe uma condição de absoluta superioridade em relação a seus concorrentes. Representantes chamados ao palco, diretor, atoes, produtores se abraçando, comemoração, discurso iniciado... Até que... peraí, paraí, paraí... E não é que estava errado? Inacreditável! O próprio produtor de "La La Land" alertado do equívoco apressou-se em corrigir avisando que "Moonlight" era quem havia vencido. Beatty e Danaway, apesar da idade avançada não haviam lido mal ou cometido um engano de velhos gagás. A produção, por alguma carga d'água, sabe-se lá porquê, entregara ao casal de apresentadores o envelope de melhor atriz, prêmio que já havia sido entregue, vencido por Emma Stone, de "La La Land". Daí a confusão dos velhinhos que, vendo-se com aquele envelope na mão, apesar de alguma hesitação, acharam, "Bom, deve ser esse mesmo".O vexame histórico, que repetiu o recentemente acontecido no concurso de Miss Universo, no fim das contas reestabeleceu parte do equilíbrio necessário à premiação uma vez que "La La Land", apesar de seu enorme número de indicações, não era tão superior assim aos outros a ponto de sair com tantos prêmios a mais e arrebatar de quebra filme e direção. "Moonlight - Sob a luz do luar", que era tido como o possível estraga-prazeres do favorito, cumpriu seu destino e estragou a festa de seu concorrente... e da maneira mais desagradável possível.


Confira abaixo a lista dos vencedores da noite de ontem:




Waren Beatty mostrando o envelope correto e corrigindo o erro.
Melhor Filme

Melhor Diretor

Melhor Atriz

Melhor Ator

Melhor Ator Coadjuvante

Melhor Atriz Coadjuvante

Melhor Roteiro Original

Melhor Roteiro Adaptado

Melhor  Animação

Melhor Documentário em Curta-Metragem
  • Os Capacetes Brancos

Melhor Documentário em Longa-Metragem
  • O.J.: Made in America

Melhor Longa Estrangeiro
  • O Apartamento (Irã)

Melhor Curta-Metragems
  • Sing

Melhor Curta em Animação
  • Piper

Melhor Canção Original

Melhor Fotografia

Melhor Figurino

Melhor Maquiagem e Cabelo

Melhor Mixagem de Som

Melhor Edição de Som

Melhores Efeitos Visuais

Melhor Design de Produção

Melhor Edição

Melhor Trilha Sonora


C.R.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

“La La Land - Cantando Estações”, de Damien Chazelle (2016)



Os sérios e os tolos
por Luan Pires

Fotografia é um dos trunfos do elogiado La La Land.
Lembro-me quando fui assistir “Os Miseráveis” no cinema e, por ser um musical todo cantado, metade das pessoas saíram no meio da sessão. Nunca entendi como musicais podem assustar as pessoas: poder imaginar como a vida seria se ao invés de "bons dias" mecânicos, conversas sobre o tempo e mau-humor rotineiro, tivéssemos que lidar apenas com sentimentos transformados em canções. Eu sempre me sinto muito bem – obrigado – quando assisto a um musical. E queria muito poder compartilhar isso. Afinal, bobo mesmo é levar a vida tão a sério.
Ensolarado, colorido, às vezes óbvio, às vezes surpreendente, “La La Land” mistura homenagem e inventividade de forma tão orgânica que é difícil discernir. As músicas podem não ser tão inventivas, mas algumas apresentam uma simplicidade grandiosa. Num mundo onde tudo é tão preto ou branco, escapar por uma janela de cor e música faz muito bem. E como diz a minha música favorita do filme, "um brinde àqueles que sonham, por mais tolos que eles possam parecer".




Não se pode ter tudo na vida
por Eduardo Dorneles

O casal romântico formado por Ryan Gosling e Emma Stone.
Uma excelente história de amor, muito bem contada que não abusa dos truques melodramáticos. Concluí isso logo depois de sair da exibição de “La La Land”. Também entendi que o filme seguiria os caminhos de outras obras com teor semelhante, como "O Artista" e "Birdman", que parecem que foram criadas para alisar o ego da indústria de Hollywood. Ou seja, oscarizados que alcançaram a unanimidade da crítica, mas logo caíram no ostracismo. Porém, mais de uma semana depois que assisti ao musical recorde de indicações ao Oscar de 2017, o filme só tem crescido dentro de mim. A cada momento que penso nele, mais camadas descubro e mais teses e interpretações faço.
Sim, é uma história de amor. Entretanto, também é uma história sobre sonhos. E também é uma história sobre “não poder ter tudo na vida”. E ainda é uma homenagem aos clássicos de Hollywood. Igualmente, é uma tentativa de avançar quanto aos processos narrativos – e é nisso que estão os pecados do filme. Enfim: é um grande filme! Se você é daqueles que recorre à arte para tentar tornar sua rotina maior que a banalidade que nos esmaga, ”La La Land” é aquela obra que para sempre servirá como metáfora para a vida. Afinal, todos nós precisamos escolher quais caminhos percorrer, quais sonhos seguir e quais abrir mão.



trailer "La La Land"





quinta-feira, 12 de março de 2026

Clyblood #8 - "Pecadores", de Ryan Coogler (2025)


INDICADO A:
MELHOR FILME
DIREÇÃO
ATOR
ATRIZ COADJUVANTE
ATOR COADJUVANTE
ROTEIRO ORIGINAL
SELEÇÃO DE ELENCO
DIREÇÃO DE ARTE
FOTOGRAFIA
FIGURINO
MONTAGEM
MAQUIAGEM E CABELO
SOM
EFEITOS VISUAIS
TRILHA SONORA ORIGINAL
CANÇÃO ORIGINAL


O blues é a música do Diabo
por Cly Reis

As impressões que me passavam a respeito de "Pecadores" na época do lançamento eram simplistas, genéricas e um tanto depreciativas. Havia uma opinião corrente que se tratava de nada mais que um novo "Um Drink no Inferno" em outro contexto. Aí que fui para ele com a expectativa de assistir a mais um filme de vampiros qualquer sem maiores qualidades. Foi até bom esperá-lo desta maneira pois aos poucos foi, cada vez mais, revelando valor, qualidades, mostrando que, absolutamente, não se resumia a uma aventura banal, um terror barato com tema batido, uma imitação oportunista.

"Pecadores" é um filme sobre a identidade do negro, a alma do negro e a tentativa de intimidar suas manifestações e, não sendo possível isso, roubá-la.

No longa, dois gêmeos retornam à sua cidade depois de muito tempo, com a intenção de abrir uma casa de blues só para negros. Na noite de abertura, um pequeno grupo de brancos aparece no local e insistem em serem convidados a entrar na festa. Os três misteriosos brancos virão a se revelar, na verdade, vampiros que, não conseguindo entrar, tentam então contaminar outros negros de modo a atingir os demais lá dentro.

Uma metáfora sobre a apropriação da cultura negra, da interferência, da vigilância sobre os hábitos e tradições dos afrodescendentes na América. Algo como, "Se não pudermos fazer parte, tomamos para nós e ainda destruímos a imagem de vocês".

Muito mais do que apenas um filme de vampiro, muito mais do que meramente um filme sobre blues, "Pecadores" se utiliza da linguagem do horror para expor o verdadeiro terror de uma realidade de perseguições, violência, covardia e humilhação, mas muito hábil funde essa treva, esse mal, à beleza do blues, à riqueza da cultura negra criando uma obra única na filmografia recente do cinema.
A cena da festa, em que o jovem bluesman toca e evoca toda a cultura negra, ancestral e futura, para o salão é algo mágico e absolutamente emocionante. De arrepiar!!!

Grandes atuações, especialmente de Michael B. Jordan (que eu nem gosto muito) fazendo os gêmeos protagonistas, grande trilha sonora, ótima maquiagem, direção competentíssima! "Pecadores" justifica seu grande número de indicações ao Oscar pelo grande número de virtudes que tem em diversos âmbitos. Se vai ganhar em muitas é outra história, mas as nomeações por si só valorizam suas qualidades.

"Pecadores" é terror, é musica, é drama. É sangue, é pele, é ritmo. É vermelho, é negro, é blue! E se o blues é a música do diabo, como muitas lendas falam a respeito de pactos, maldições, almas perdidas, nada mais apropriado que essa tenha sido o tema dessa obra que já nasce como um novo clássico do terror, do cinema de vampiros e do cinema negro. Deixem tocar o blues!

O blues invocando espíritos do passado e do futuro.




🧛🧛🧛🧛🧛🧛🧛🧛🧛🧛


Sangue sem pecado
por Daniel Rodrigues


Ryan Coogler
, assim como outros cineastas negros norte-americanos da nova geração, como Steve McQueenJordan PeeleKasi Lemmons e Anthony Fuqua, são comprometidos com a causa negra. Todos sabem que, diante do nível que alcançaram dentro na indústria cinematográfica depois de décadas de apagamento da voz negra, não podem perder oportunidades de dizerem aquilo que ficou por tanto tempo silenciado. Em “Pecadores”, filme premiado de Coogler recordista em indicações ao Oscar na história, com 16 - batendo  "A Malvada" (1950), "Titanic' (1997) e "La La Land" (2016), todos com 14 -, essa máxima prevalece. E de uma forma bem original.

Com figurinos, atuações, direção de arte e, principalmente, uma trilha sonora acachapante, “Pecadores” traz a história dos irmãos gêmeos Smoke e Stack (ambos interpretados por Michael B. Jordan), que voltam à sua cidade natal com o objetivo de reconstruir a vida e apagar um passado conturbado. Endinheirados, eles querem montar um juke joint, casa noturna com música ao vivo para a comunidade negra. Porém, uma força maligna passa a persegui-los e busca tomar conta da cidade e de todos os cidadãos, obrigando-os a lutar para sobreviver e a lidar com lendas e mitos ameaçadores à suas existências. É a luta dos vampiros brancos contra os mocinhos pretos.

Celebrado por gente como Spike LeeChristopher Nolan e Tom Cruise, Coogler não só realiza um filme diferenciado como exercita sua já provada versatilidade, uma vez que é diretor de dois blockbusters dos tempos atuais, o revolucionário MCU “Pantera Negra” e a exitosa franquia “Creed”, spin-off de “Rocky”, dois projetos totalmente distintos, mas ambos construídos com muita habilidade por ele. Ao colocar a questão do preconceito racial no cerne de um thriller de terror, o cineasta reafirma o inteligente caminho aberto por Peele em “Corra!” e “Nós”, marcos do que se pode chamar de neo black horror, porém adicionando uma problemática há muito aventada, mas pouco discutida: a apropriação cultural.

O caminho é o que se conhece: a sociedade brancocêntrica primeiro nega a existência do negro, relegando-o ao “não-ser”, apaga sua história, descredibiliza sua produção intelectual e o oprime moral, material e fisicamente para, feito isso, roubar-lhe suas riquezas. Uma delas, e talvez a de maior evidência nesse histórico roubo simbólico, é a música. Em “Pecadores”, essa questão é o centro da disputa: por inveja dos caipiras brancos dessa cultura preta verdadeira e elevada, eles tornam-se vampiros. De sangue, literalmente, o mesmo que mentem ser desprovido de nobreza, mas que tanto se mordem (opa, no pescoço?!) por não tê-los correndo em suas veias.

Sangue não à toa tão valorizado. Uma das cenas de “Pecadores”, que vale o filme, mostra o personagem Sammie "Preacher Boy" Moore (Miles Caton) cantando e tocando um blues no bar e fazendo emergir do além diversas almas negras em camadas simbólicas e tempos que se misturam. Dos primórdios do blues, nascido das mentes e corações amargurados dos escravos, até os rappers da atualidade, passando pelo rock, o soul, o funk, o gospel e toda contribuição do negro dos Estados Unidos para a cultura pop. Simplesmente genial.

Antológica cena de "Pecadores" em que a magia da música negra faz o tempo se diluir

As resoluções para a trama sobrenatural que o filme vai ganhando, principalmente a partir de sua segunda metade, são boas, mas não empolgantes. O stinger, a cena pós-créditos, este sim (sem dar spoiler) é surpreendente, mas não suficiente para elevar um filme a uma classificação maior do que “bom”. Já Michael B. Jordan é um capítulo à parte. Ele passou a ser mais valorizado enquanto indicado como Melhor Ator ao Oscar depois do triste e revoltante episódio de racismo em plena cerimônia do Bafta, na Inglaterra, em fevereiro - onde, aliás, levou o prêmio. Embora agora com mais atenções para si, o astro não está tão bem quanto nos dois outros filmes que fez com Coogler, exatamente “Pantera...” e “Creed” – este último, no qual é protagonista. Agora, ele concorre com Wagner Moura e Timothée Chalamet, os dois fortes candidatos entre os indicados, mas pode ser que surja como uma terceira via por conta de um falso moralismo da Academia. Não será mal dado, mas menos justo e, se acontecer como prêmio de consolação por causa desse mal-estar, hipócrita.

Independentemente de qualquer coisa, Coogler faz história e, mais uma vez, acerta em sustentar o discurso antirracista ao qual é um importante porta-voz na indústria cultural. Ele sabe disso e mantém-se fiel ao compromisso de evidenciar as barbaridades promovidas pelo racismo na sociedade, mas também toda a riqueza da cultura afro-americana em suas infinitas frentes. Neste sentido, “Pecadores” cumpre muito bem sua proposição. Sem cometer nenhum pecado.

trailer de "Pecadores"





🧛🧛🧛🧛🧛🧛🧛🧛🧛🧛


"Pecadores" 
título original: "Sinners"
direção: Ryan Coogler
elenco: Michael B. Jordan, Delroy Lindo, Hailee Steinfeld
gênero: terror, ação, musical
duração: 138 min.
país: Estados Unidos
ano: 2025
onde assistir: HBO Max e Prime Video (pago)