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sábado, 21 de junho de 2014

The Beatles Rock Cup - finalistas


Bem, amigos do clyblog, chegamos ao momento decisivo da Copa Beatles.
Das 96 canões que iniciaram a competição apenas duas chegam vivas para a batalha final. Foi um longo e doloroso caminho e grandes clássicos ficaram pelo caminho derrubados, no detalhe ou massacrados inapelavelmente, pelas duas finalistas.
E quais são elas?
Bem, nossa bancada beatlelística analisou as duas semifinais e chegou à conclusão de quais as que merecem fazer a grande final.
Veja abaixo, então, as análises dos nossos comentaristas e seus escolhidos para a decisão:








GET BACK x A DAY IN THE LIFE
A Day in the life é composição de Lennon e McCartney e faz parte do álbum "Sgt. Peppers...." É uma das maiores canções do mundo. Tem todos os ingredientes dos Beatles reunidos numa canção só. Você se emociona, se diverte, viaja e como complemento escuta sons indescritiveis mas que fazem bem aos ouvidos.
A DAY IN THE LIFE CLASSIFICA

GOLDEN SLUMBERS x PLEASE PLEASE ME
Golden Slumbers é uma canção de McCartney e desta forma para quem é fã dele também, impossível não incluir na final, ressaltando aqueles vocais que lembram e muito, boa parte musical dos Beatles.
GOLDEN SLUMBERS CLASSIFICA



GET BACK x A DAY IN THE LIFE
 A Day in the Life é um clássico. Gué Bé é um saco. Não evolui, não progride, não diz a que veio. Nunca gostei dessa retomada às origens que eles quiseram fazer, requentar um passado roqueiro glorioso aos 46 do segundo tempo. Enfrentam ADITL que é uma música em 2 partes coladas, uma do Macca e outra do Lennon e a terceira parte com uma mesclagem muito interessante com a letra da primeira e o ritmo da segunda. A própria Get Back havia predito seu destino: “Get back to where you once belonged” A Day in the Life ganha de 3 x 0, placar clássico de goleada.
A DAY IN THE LIFE CLASSIFICA

GOLDEN SLUMBERS x PLEASE PLEASE ME
Semi-final via de regra é um jogo mais disputado que a final. Na final é o “Vamos ver o que é que dá, já chegamos aqui”. A semi-final é o “Quero chegar lá”. Nesse confronto pegamos os extremos da carreira dos Beatles, uma do primeiro e outra do último jogo. O início e o fim. Please Please Me chega motivada pela força da juventude e o espírito de quem ainda quer e tem o que fazer. Golden Slumbers chega com a experiência de anos e anos de música no lombo, e é mais uma música recortada e colada em 3 partes. Slumbers cadencia o jogo suportando a pressão da Please Please Me e na sua segunda parte, ela avisa em alto e bom tom “Boy, you're gonna carry that weight” e é onde ela ganha a disputa, com consistência faz um a zero, com a sessão de solos de guitarra faz 2 x 0, com a frase final liquida a fatura em goleada de 3 x 0.
GOLDEN SLUMBERS CLASSIFICA



GET BACK x A DAY IN THE LIFE
Desta semifinal, com certeza é o confronto mais cascudo. Tudo bem que "Get Back" é uma baita esquadra, tem todo o seu valor histórico. Foi celebrada no Rooftop (o show do telhado). No entanto, algo indica que "A Day In The Life" tem tudo para levantar o caneco. É uma equipe épica, diferenciada, atropelou vários adversários da Copa e merece estar disputando o título.
A DAY IN THE LIFE CLASSIFICA

GOLDEN SLUMBERS x PLEASE PLEASE ME
O estilo moleque de Please Plese Me - formado por um grupo de Sub-20 - foi chegando, chegando e incrivelmente está as semifinais. Mas nessa fase o buraco é mais embaixo e não tem como ser páreo para "Golden Slumbers". Esta é uma equipe com um preparo e maturidade e uma execução mortal e fundamental para ir para a final.
GOLDEN SLUMBERS CLASSIFICA


  • Rodrigo Lemos:

GET BACK X A DAY IN THE LIFE
GET BACK é um time que foi longe na competição. Vai voltar para casa e ter torcida esperando no aeroporto para comemorar a participação nas semifinais. Um time razoável, com um refrão que gruda e uma guitarra vem bacana, mas não pode ir para a final, convenhamos. Ainda mais quando o adversário é como A DAY IN THE LIFE, uma equipe versátil, capaz de mudar de formação e arranjo de uma hora para a outra quando o jogo exige. 3x1 para A DAY IN THE LIFE e o juiz apita o final do confronto.
 A DAY IN THE LIFE CLASSIFICA

GOLDEN SLUMBERS x PLEASE PLEASE ME 
GOLDEN SLUMBERS tem um time seguro e sólido. Defende-se bem do ímpeto juvenil e o embalo dos atacantes de PLEASE PLEASE ME. PLEASE PLEASE me é muito legal, tem a introdução com a gaitinha de boca, as harmonias afiadas do vocal, com agudos ao estilo Little Richards no “Pleeeeease me”, as viradas da bateria, o “come on, come on” no refrão e os pequenos riffs de guitarra. Um baita time, sobretudo na parte ofensiva que não chegou até as semi-finais por acaso. Mas foi o acaso que botou no seu caminho uma equipe afinadíssima, segura e competente. GOLDEN SLUMBERS é uma obra-prima. Uma seleção, do goleiro ao ponta esquerda. Tremendo arranjo, cordas, metais, piano, baixo e bateria, tudo no lugar certo e na medida certa. O vocal do Paul Mc Cartney é matador, inspiradíssimo e a vitória é inevitável.
GOLDEN SLUMBERS CLASSIFICA


então, por unanimidade:

A DAY IN THE LIFE e GOLDEN SLUMBERS 
farão a grande final.

E agora, qual a maior música dos Beatles?
Nosso time de especialistas e a galera do Facebook decidirão nos próximos dias.
Fiquem ligados.
Em breve conheceremos a Campeã das Campeãs!





sexta-feira, 27 de junho de 2014

The Beatles Rock Cup - A Grande Campeã


É CAMPEÃO!
Sim, amigos, temos a grande campeã, a maior música dos Beatles.
Nossos beatlelistas especializados avaliaram o confronto A DAY IN THE LIFE x GOLDEN SLUMBERS  e, não sem dificuldade chegaram, cada um à sua decisão, que definiu a grande vencedora desta emocionante Copa do Mundo The Beatles.
E qual foi?
Bom, como era de se esperar, a copa da maior banda de todos os tempos só poderia ter mesmo o desfecho mais espetacular de todas as copas. Confira abaixo as avaliações da bancada e seus resultados para a finalíssima:



A DAY IN THE LIFE x GOLDEN SLUMBERS



Eduardo Wolff:
Se formos parodiar a Copa do Mundo no Brasil nos estilos de jogo apresentados até então, a "A Day In The Life" seria a Holanda e a "Golden Slumbers" uma Colômbia. A primeira esquadra ("a europeia") começou o torneio se apresentando como postulante ao título. E comprovou de fato. Foi passando por vários clássicos compostos pelos Beatles, sendo uns até por goleada, mostrando um futebol refinado e bonito. Nesta composição, Lennon seria Robben e Macca o Van Persie. Já a equipe "sul americana", veio desacreditada, mas mostrou um impressionante toque de bola e ganhando jogo a jogo com um certo respeito. O meio campo dessa música é James Paul McCartney, que seria um James Rodriguez. Ou seja, é o responsável pela classe e cadência do time, além de marcar alguns gols. Neste confronto, a balança pende para o lado "holandês", pois é uma música completa, rica em detalhes e efeitos. A outra é fragmento de uma sequência fantástica de Abbey Road. No final das contas, quem reluz como ouro de fato é...
A DAY IN THE LIFE.



Christian Ordoque:
Seguinte ó... As finalistas demonstram exatamente o que penso sobre os Beatles. Os Beatles foram uma banda formada pelo Lennon que por isso teve o mérito e também de ter sido o compositor que deu mais gás na fase Iê-iê-iê ( a maior parte das músicas do melhor disco dessa fase que é o A Hard Day´s Night foi ele quem compôs). E foi só. Depois disso se apagou. Fez uma música aqui e outra ali. Quem deu consistência, norte ao grupo e o desenvolveu apontando novos caminhos desde o revolver, passando pelo Peppers até o final foi o Macca. Ponto. Desenvolveu e abriu espaço para as suas próprias composições e também para as dos outros Beatles como o seu amigo de infância, George, que fez músicas lindíssimas como Something, Within You, Here Comes the Sun, While my Guitar e por aí vai. Estas duas músicas finalistas representam muito bem o que isso significa, essa hegemonia “Macarthiana”. Se fosse possível mensurar, diria que 66 % das músicas que deram consistência para a carreira dos Beatles tem o Macca. Isso se reflete também nessas duas músicas escolhidas visto que Golden Slumbers é dele e metade da Day in the Life também. Solucionando a questão. Taco a taco, considero que A Day in the Life é uma colagem (solução genial) de duas músicas, uma parte do Lennon e outra do Macca, sendo que até hoje ele a canta em seus shows. Música fundamental num disco fundamental. Golden Slumbers é uma pequena sinfonia utilizando o recorte não somente para duas partes, mas para três, que é Golden Slumbers, Carry That Weght e The End. Esse sim, um recorta e cola maduro, utilizando o potencial de todos os integrantes da banda e podendo ser notados todos os instrumentos sendo tocados com suas características dos músicos. Curiosamente, o Macca até hoje termina seus shows com a frase final de The End que é: And in the end, the Love you take, is equal to the Love you make. Por representar essa hegemonia do McCarney, sua posição de líder de fato dos Beatles e por saber utilizar e mostrar o que cada um tinha de bom dentro de si e da banda nesta música, para mim, GOLDEN SLUMBERS é a melhor música dos Beatles.


Leocádia Costa:
Queridos colegas da Copa Beatles, Confesso que não tive muita dúvida em escolher entre as duas canções finalistas, votando na grande campeã a meu ver depois de tantos embates. Várias canções prediletas caíram nos confrontos, mas tudo bem, as escuto sempre que o coração manda. A escolha da canção aconteceu por predileção, porque nesta etapa as duas finalistas deixaram claro para mim o seu significado. Os Beatles são uma banda, certo? Lennon, Ringo, Paul e George tocaram juntos, compuseram e criaram uma qualidade musical que serviu de referência a muitas pessoas sendo trilhas sonoras de suas vidas ou inspirando novos músicos a experenciarem ainda mais. Como banda os considero imbatíveis. Ainda não escutei uma banda que reúna tanta qualidade aliada à emoção, e atentem, sou uma ouvinte sempre ligada, antenada em tudo, curiosa sonoramente. Através dos Beatles conheci John Lennon a quem admiro e sempre escutei individualmente, viajei com Ringo em sua percussão, me emocionei com as composições malucas que Paul propõe e, ainda hoje, descubro o oriente através de George. Enfim, vejo essa banda como uma união de talentos, um grupo que esteve aqui para deixar essa mensagem sonora para todos nós. Por isso, quando escuto The Day in the Life escuto todos eles fazendo música equilibradamente. Escuto cada conversa e troca de ideias dos bastidores, vejo Lennon e McCartney compondo, percebo a atmosfera dos Beatles. Eles estão ali, presentes a dupla de compositores lendária, os músicos Ringo e George arrasando e a particpação de George Martin que participa como um quinto besouro encantado. Em The Day in the Life, a variada inspiração em fatos do cotidiano, contados em um dia das nossas vidas, recoloca os Beatles num ranking de comunicadores de todas as loucuras humanas, de todos os delírios e de todas as formas de relacionamento que nos encaminham ao amor. Desta forma Golden Slumbers ocupa o segundo lugar, porque eu estaria privilegiando uma composição que é a cara de McCartney e ele sozinho não fez os Beatles. Por isso, escolho essa canção dentre tantas que passaram por nós, nesta Copa e me sinto em boa companhia com estes besouros que nasceram dourados pela sabedoria de espalhar e eternizar canções pelo mundo. Sorte nossa, não é mesmo?
A DAY IN THE LIFE é a minha vencedora.


Rodrigo Lemos:
Que final emocionante. Méritos não faltam às duas equipes. A obra dos The Beatles está muito bem representada nestas duas canções. Curiosamente uma é composta por duas composições diferentes justapostas e a outra é quase que um movimento, uma parte de uma sinfonia junto com carry that weight, etc. A Day in the Life, até por ser uma música 2 em 1 tem quase todos os ingredientes das diferentes fases da Banda. Tem efeitos de estúdio, instrumentos de orquestra, referências à cultura e a vida no Reino Unido, referências ao consumo recreacional de substâncias ilícitas, harmonias de vocal, muita criatividade e só falta o refrão pegajoso iê-iê-iê. Mas como dizem em Liverpool, "A Jack of all trades is a master of none" ou, mal traduzindo, "quem sabe de tudo um pouco não é especialista em coisa alguma" e posso pensar em outras músicas que considero mais interessantes para cada uma das características mencionadas. Golden Slumbers é quase que um exército de um homem só. Não fosse por George Martin ter escrito o arranjo para os instrumentos de orquestra, seria Macca no gol, Macca na defesa, no meio campo, no ataque, no banco, Macca cruzando para Macca cabecear, fazendo corta luz para si mesmo e gastando a bola. Apesar desse individualismo, ou talvez até justamente por causa disso é uma puta música. Golden Slumbers é daquelas para botar numa espaçonave para que outros seres se iludam achando que aqui na terra todos somos talentosos e temos bom gosto. Me desculpem, mas Golden Slumbers é hors-concours. Tudo é muito bem colocado, não tem uma nota fora do lugar. O vocal é matador e o baixo desta música é uma aula de como complementar e dar liga aos outros instrumentos. Pode não representar tão bem a diversidade da obra da banda mas música por música é muito superior a A Day in the Life.
Minha campeã é GOLDEN SLUMBERS.


Inacreditável!
Incrível!
Que final!
Em um final inédito nas Copas, o confronto acabou empatado.
Como se decide uma partida empatada numa copa?
Vamos para os pênaltis.
E os penais serão as escolhas dos amigos do Clyblog no Facebook.
Então vamos lá. Vamos ver o que a torcida decide. Vamos desempatar esse jogo:



e  A DAY IN THE LIFE é
A GRANDE CAMPEÃ!!!



E pra comemorar vamos com ela, A DAY IN THE LIFE para embalar o título:

sábado, 24 de maio de 2014

Copa do Mundo The Beatles

Se a bola via rolar nos gramados do Brasil para a Copa do mundo de futebol, o rock não param de rolar aqui na Copa do Mundo Rock do clyblog. E depois de duas grandes competições, a Copa The Cure que parece ter decretado que o melhor álbum da banda é o "Seventeen Seconds" (será?), que botou duas representantes na final e por consequência, teve a campeã do torneio, a fantástica A Forest; e da Copa Legião Urbana que marcou o confronto dos dois grandes discos do grupo "Dois" e "As Quatro Estações", com Tempo Perdido vencendo Há Tempos na finalíssima, a competição é agora de, nada mais nada menos que a maior banda de todos os tempos, The Beatles, no que promete ser a maior das Copas.
O sistema é o mesmo das edições anteriores, serão no total 96 times, quero dizer músicas. 64 delas entram numa fase preliminar e se enfrentam entre si classificando apenas 32. As 32 músicas da banda melhor colocadas na parada da Billboard que só entram a partir da primeira fase pegam aquelas 32 classificadas da pré-fase. Nas duas primeiras etapas (pré-fase e primeira fase) não serão permitidos enfrentamentos locais, ou seja, entre músicas do mesmo álbum, mas depois disso, já na segunda fase, os derbys regionais estão liberados. aí é mata-mata até restarem somente duas, as grandes finalistas.
Novamente, teremos uma bancada especializada para definir os resultados, mas muitos deles, vamos deixar para que os fãs decidam através da nossa página do Facebook. Integrarão o colegiado dessa vez, nossos colaboradores Eduardo Wolff, Eduardo LattesLeocádia Costa, e assim como nas outras Copas do blog, Chirstian Ordoque, todos beatlemaníacos de carteirinha.
Claro que algum beatlemaníaco vai sentir falta de alguma música pois dentro de um formato racional de competição, limitando o número de participantes, seria inviável colocar todas as músicas da banda, mas procuramos contemplar as mais significativas e acreditamos não termos deixado nenhuma importantíssima de fora.
Confira abaixo todas as participantes da competição. O sorteio sai amanhã (25/05/2014). Fiquem ligados.

  • As 64 que disputam a fase preliminar:

    A Day in the Life, Across the Universe, All My Loving And I Love Her, And Your Bird Can Sing, Baby You're A Rich Man, Back in the U.S.S.R., Because, Being for the Benefit of Mr. Kite!, Blackbird, Blue Jay Way, Cry Baby, Cry, Dear Prudence, Don't Let Me Down, Dr. Robert, Drive my Car, Eleanor Rigby, Fixing a Hole, For no One, Getting Better, Girl, Glass Onion, Golden Slumbers, Helter Skelter, Here Comes the Sun, Hey Jude, I Am The Walrus, I Should Have Known Better, I Want You (She's So Heavy), If I Fell, I'll Be Back, It Won't Be Long, Love You To, Lucy in the Sky with Diamonds, Magical Mystery Tour, Michelle, No Reply, Norwegian Wood (This Bird Has Flown), Not a Second Time, Ob-La-Di, Ob-La-Da, Oh, Darling, Rain, Savoy Truffle, Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band – Reprise, She Said She Said, She's Leaving Home, Strawberry Fields Forever (Magical), Taxman, Tell Me Why, The End, The Fool on the Hill, The Night Before, Things We Said Today, Tomorrow Never Knows, Two of Us, When I'm Sixty-Four, While My Guitar Gently Weeps, Why Don't We Do It in the Road?, With a Little Help from My Friends, Within You Without You, You Never Give Me Your Money, Your Mother Should Know e You've Got to Hide Your Love Away.
  • Maiores sucessos (segundo a parada da Billboard) que só entram na primeira fase:

A Hard Day's Nigh, All You Need Is Love, Can't Buy Me Love, Come Together, Day Tripper, Do You Want To Know A Secret, Eight Days A Week, For You Blue, Get Back, Got To Get You Into My Life, Hello Goodbye, Help!, I Feel Fine, I Want To Hold Your Hand, Lady Madonna, Let It Be, Love Me Do, Nowhere Man, Paperback Writer, Penny Lane, Please Please Me, Revolution , She Loves You, She's A Woman, Something, The Ballad Of John And Yoko, The Long And Winding Road, Ticket To Ride, Twist And Shout, We Can Work It Out, Yellow Submarine e Yesterday.






terça-feira, 24 de novembro de 2009

200 Melhores Músicas de Todos os Tempos

Saiu uma dessas listas da Rolling Stone com as 200 melhores músicas de todos os tempos.
Concordo com muitas, é lógico, discordo de alguma ordem que outra mas fundamentalmente me parece uma lista excessivamente conservadora. Só foi no certo. Não arrisca quase nada acima dos anos 80. Pode ser que o crítico, os críticos, os votantes, sei lá quem, realmente achem que não existe nada que valha a pena nos últimos tempos, mas assim parece uma lista de melhores até 1975, com raras exceções.
Exceção louvável é ver o Nirvana com justiça já figurar nas 10 primeiras posições.
Vale pela curiosidade:

1. Bob Dylan "Like a Rolling Stone" 1965
2. Rolling Stones "(I Can't Get No) Satisfaction" 1965
3. John Lennon "Imagine" 1971
4. Marvin Gaye "What's Going On" 1971
5. Aretha Franklin "Respect" 1967
6. Beach Boys "Good Vibrations" 1966
7. Chuck Berry "Johnny B. Goode" 1958
8. Beatles "Hey Jude" 1968
9. Nirvana "Smells Like Teen Spirit" 1991
10. Ray Charles "What'd I Say" 1959
11. The Who "My Generation" 1966
12. Sam Cooke "A Change Is Gonna Come" 1965
13. Beatles "Yesterday" 1965
14. Bob Dylan "Blowin' in the Wind" 1963
15. The Clash "London Calling" 1980
16. Beatles "I Want to Hold Your Hand" 1964
17. Jimi Hendrix "Purple Haze" 1967
18. Chuck Berry "Maybellene" 1955
19. Elvis Presley "Hound Dog" 1956
20. Beatles "Let it Be" 1970
21. Bruce Springsteen "Born To Run" 1975
22. The Ronettes "Be My Baby" 1963
23. Beatles "In My Life" 1966
24. Impressions "People Get Ready" 1965
25. Beach Boys "God Only Knows" 1966
26. Beatles "A Day in the Life" 1967
27. Derek and the Dominos "Layla" 1971
28. Otis Redding "Sitting on the Dock of the Bay" 1968
29. Beatles "Help!" 1965
30. Johnny Cash "I Walk the Line" 1956
31. Led Zeppelin "Stairway To Heaven" 1971
32. Rolling Stones "Sympathy For The Devil" 1968
33. Ike and Tina Turner "River Deep, Mountain High" 1966
34. Righteous Brothers "You've Lost That Lovin' Feelin'" 1964
35. The Doors "Light My Fire" 1967
36. U2 "One" 1991
37. Bob Marley and the Wailers "No Woman No Cry" 1974
38. Rolling Stones "Gimme Shelter" 1969
39. Buddy Holly and the Crickets "That'll Be the Day" 1957
40. Martha and The Vandellas "Dancing In The Street" 1964
41. The Band "The Weight" 1968
42. The Kinks "Waterloo Sunset" 1967
43. Little Richard "Tutti Frutti" 1956
44. Ray Charles "Georgia On My Mind" 1960
45. Elvis Presley "Heartbreak Hotel" 1956
46. David Bowie "Heroes" 1977
47. Simon and Garfunkel "Bridge Over Troubled Water" 1969
48. Jimi Hendrix "All Along The Watchtower" 1968
49. The Eagles "Hotel California" 1977
50. Smokey Robinson and the Miracles "The Tracks Of My Tears" 1965
51. Grandmaster Flash and The Furious Five "The Message" 1982
52. Prince "When Doves Cry" 1984
53. Sex Pistols "Anarchy In The UK" 1977
54. Percy Sledge "When A Man Loves A Woman" 1966
55. The Kingsmen "Louie Louie" 1963
56. Little Richard "Long Tall Sally" 1956
57. Procol Harum "Whiter Shade Of Pale" 1967
58. Michael Jackson "Billie Jean" 1983
59. Bob Dylan "The Times They Are A-Changin'" 1963
60. Al Green "Let's Stay Together" 1971
61. Jerry Lee Lewis "Whole Lotta Shakin' Goin' On" 1957
62. Bo Diddley "Bo Diddley" 1957
63. Buffalo Springfield "For What It's Worth" 1968
64. Beatles "The She Loves You" 1964
65. Cream "Sunshine of Your Love" 1968
66. Bob Marley and the Wailers "Redemption Song" 1968
67. Elvis Presley "Jailhouse Rock" 1957
68. Bob Dylan "Tangled Up In Blue" 1975
69. Roy Orbison "Cryin'" 1961
70. Dionne Warwick "Walk On By" 1964
71. Beach Boys "California Girls" 1965
72. James Brown "Papa's Got A Brand New Bag" 1965
73. Eddie Cochran "Summertime Blues" 1958
74. Stevie Wonder "Superstition" 1972
75. Led Zeppelin "Whole Lotta Love" 1969
76. Beatles "Strawberry Fields Forever" 1967
77. Elvis Presley "Mystery Train" 1956
78. James Brown "I Got You (I Feel Good)" 1965
79. The Byrds "Mr. Tambourine Man" 1968
80. Marvin Gaye "I Heard It Through The Grapevine" 1965
81. Fats Domino "Blueberry Hill" 1956
82. The Kinks "You Really Got Me" 1964
83 Beatles "Norwegian Wood" 1965
84. Police "Every Breath You Take" 1983
85. Patsy Cline "Crazy" 1961
86. Bruce Springsteen "Thunder Road" 1975
87. Johnny Cash "Ring of Fire" 1963
88. The Temptations "My Girl" 1965
89. Mamas And The Papas "California Dreamin'" 1966
90. Five Satins "In The Still Of The Nite" 1956
91. Elvis Presley "Suspicious Minds" 1969
92. Ramones "Blitzkrieg Bop" 1976
93. U2 "I Still Haven't Found What I'm Looking For" 1987
94. Little Richard "Good Golly, Miss Molly" 1958
95. Carl Perkins "Blue Suede Shoes" 1956
96 Jerry Lee Lewis "Great Balls of Fire" 1957
97. Chuck Berry "Roll Over Beethoven" 1956
98. Al Green "Love and Happiness" 1972
99. Creedence Clearwater Revival "Fortunate Son" 1969
100. Rolling Stones "You Can't Always Get What You Want" 1969
101. Jimi Hendrix "Voodoo Child (Slight Return)" 1968
102. Gene Vincent "Be-Bop-A-Lula" 1956
103. Donna Summer "Hot Stuff" 1979
104. Stevie Wonder "Living for the City" 1973
105. Simon and Garfunkel "The Boxer" 1969
106. Bob Dylan "Mr. Tambourine Man" 1965
107. Buddy Holly and the Crickets "Not Fade Away" 1957
108. Prince "Little Red Corvette" 1983
109. Van Morrison "Brown Eyed Girl" 1967
110. Otis Redding "I've Been Loving You Too Long" 1965
111. Hank Williams "I'm So Lonesome I Could Cry" 1949
112. Elvis Presley "That's Alright (Mama)" 1954
113. The Drifters "Up On The Roof" 1962
114. Crystals "Da Doo Ron Ron (When He Walked Me Home)" 1963
115. Sam Cooke "You Send Me" 1957
116. Rolling Stones "Honky Tonk Women" 1969
117. Al Green "Take Me to the River" 1974
118. Isley Brothers "Shout - Pts 1 and 2" 1959
119. Fleetwood Mac "Go Your Own Way" 1977
120. Jackson 5, "I Want You Back" 1969
121. Ben E. King "Stand By Me" 1961
122. Animals "House of the Rising Sun" 1964
123. James Brown "It's A Man's, Man's, Man's, Man's World" 1966
124. Rolling Stones "Jumpin' Jack Flash" 1968
125. Shirelles "Will You Love Me Tomorrow" 1960
126. Big Joe Turner "Shake, Rattle And Roll" 1954
127. David Bowie "Changes" 1972
128. Chuck Berry "Rock & Roll Music" 1957
129. Steppenwolf "Born to Be Wild" 1968
130. Rod Stewart "Maggie May" 1971
131. U2 "With or Without You" 1987
132. Bo Diddley "Who Do You Love" 1957
133. The Who "Won't Get Fooled Again" 1971
134. Wilson Pickett "In The Midnight Hour" 1965
135. Beatles "While My Guitar Gently Weeps" 1968
136. Elton John "Your Song" 1970
137. Beatles "Eleanor Rigby" 1966
138. Sly and the Family Stone "Family Affair" 1971
139. Beatles "I Saw Her Standing There" 1964
140. Led Zeppelin "Kashmir" 1975
141. Everly Brothers "All I Have to Do is Dream" 1958
142. James Brown "Please Please Please" 1956
143. Prince "Purple Rain" 1984
144. Ramones "I Wanna Be Sedated" 1978
145. Sly and the Family Stone "Every Day People" 1968
146. B-52's "Rock Lobster" 1979
147. Iggy Pop "Lust for Life" 1977
148. Janis Joplin "Me and Bobby McGee" 1971
149. Everly Brothers "Cathy's Clown" 1960
150. Byrds "Eight Miles High" 1966
151. Penguins "Earth Angel (Will You Be Mine)" 1954
152. Jimi Hendrix "Foxy Lady" 1967
153. Beatles "A Hard Day's Night" 1965
154. Buddy Holly and the Crickets "Rave On" 1958
155. Creedence Clearwater Revival "Proud Mary" 1964
156. Simon and Garfunkel "The Sounds Of Silence" 1968
157. Flamingos "I Only Have Eyes For You" 1959
158. Bill Haley and His Comets "(We're Gonna) Rock Around The Clock" 1954
159. Velvet Underground "I'm Waiting For My Man" 1967
160. Public Enemy "Bring the Noise" 1988
161. Ray Charles "I Can't Stop Loving You" 1962
162. Sinead O'Connor "Nothing Compares 2 U" 1990
163. Queen "Bohemian Rhapsody" 1975
164. Johnny Cash "Folsom Prison Blues" 1956
165. Tracy Chapman "Fast Car" 1988
166. Eminem "Lose Yourself" 2002
167. Marvin Gaye "Let's Get it On" 1973
168. Temptations "Papa Was A Rollin' Stone" 1972
169. R.E.M. "Losing My Religion" 1991
170. Joni Mitchell "Both Sides Now" 1969
171. Abba "Dancing Queen" 1977
172. Aerosmith "Dream On" 1975
173. Sex Pistols "God Save the Queen" 1977
174. Rolling Stones "Paint it Black" 1966
175. Bobby Fuller Four "I Fought The Law" 1966
176. Beach Boys "Don't Worry Baby" 1964
177. Tom Petty "Free Fallin'" 1989
178. Big Star "September Gurls" 1974
179. Joy Division "Love Will Tear Us Apart" 1980
180. Outkast "Hey Ya!" 2003
181. Booker T and the MG's "Green Onions" 1969
182. The Drifters "Save the Last Dance for Me" 1960
183. BB King "The Thrill Is Gone" 1969
184. Beatles "Please Please Me" 1964
185. Bob Dylan "Desolation Row" 1965
186. Aretha Franklin "I Never Loved A Man (the Way I Love You)" 1965
187. AC/DC "Back In Black" 1980
188. Creedence Clearwater Revival "Who'll Stop the Rain" 1970
189. Bee Gees "Stayin' Alive" 1977
190. Bob Dylan "Knocking on Heaven's Door" 1973
191. Lynyrd Skynyrd "Free Bird" 1974
192. Glen Campbell "Wichita Lineman" 1968
193. The Drifters "There Goes My Baby" 1959
194. Buddy Holly and the Crickets "Peggy Sue" 1957
195. Chantels "Maybe" 1958
196. Guns N Roses "Sweet Child O Mine" 1987
197. Elvis Presley "Don't Be Cruel" 1956
198. Jimi Hendrix "Hey Joe" 1967
199. Parliament "Flash Light" 1978
200. Beck "Loser" 1994

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

The Beatles - "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band" (1967)


A Revolução do Sargento Pimenta



"Mais do que um mero disco pop,
"Sgt. Peppers" é um momento significativo
na história da civilização ocidental".
Jornal The Times (1967)



Você pode achar que o disco "Sargent Pepper's Lonely Hearts Club Band", dos Beatles, não seja o melhor de todos os tempos, mas uma coisa há de se concordar: foi revolucionário. Não estou me referindo somente a parte musical, mas sim os vários elementos em torno deste disco. Chamado por alguns especialistas de “obra de arte”, esse rótulo se deve ao fato que, além das suas canções, esse registro mexeu com uma idéia de conceito, incluindo as artes gráficas e a moda. Naquele momento, nenhuma banda tinha se caracterizado de personagens, como os Beatles fizeram. Se fardar de banda do Sargento Pimenta, com direito a uniformes psicodélicos de uma unidade militar regada à LSD, foi uma ideia inédita.

O que dizer da capa desse disco? Uma platéia de celebridades que foram “convidadas” a participar do encarte. Cheia de significados e de mensagens sublimares, as quais os Beatles tinham adoração e eram peritos em despertar a curiosidade no público. Essa “pegadinha” aos fãs vinha desde a época do Rubber Soul, com pistas que davam conta de que Paul McCartney estava morto, o que, na verdade, havia apenas se acidentado de carro, no entanto virou um excelente marketing para a banda. Macca segue mais que vivo do que nunca, apresentando vitalidade e músicas de grande nível, mesmo tendo passado, há alguns anos, dos seus Sixty-Four, como projetou em Pepper. A capa do Sargento é marcante e, não é à toa, que é uma das mais reproduzidas da história.

Importante salientar neste disco a proposta de conceito que ele apresenta, pois, anteriormente, os grupos gravavam, num LP, uma compilação de músicas. Além disso, Pepper apresentou técnicas e métodos diferenciados de gravação para a época, nos anos 60. Por mais que todas as músicas não foram compostas de uma maneira que fossem ligadas uma a outra, conforme John Lennon e George Harrison afirmaram em entrevistas, isso não impede afirmar que é conceitual. São os Fab Four acompanhados da banda do Sargento Pimenta, que, é claro, foi orquestrada pela batuta de George Martin, o quinto Beatle.

Sobre as canções, bom lembrar que o aquecimento do Pepper veio com um compacto com duas preciosidades: “Strawberry Fields Forever” e “Penny Lanne”. O que podia esperar? Era o prenúncio de que uma grande obra estava por vir.

O disco começa com uma inovação, uma transição da música título com a “With a Little Help from My Friends”. Outra novidade é a reprise dessa mesma canção tema – numa versão mais rock and roll -, que aparece na décima segunda faixa. Já com “Within You Without You", Harrison faz mais um esforço para popularizar a música oriental, até então pouca explorada. E não é só, it´s getting better, ou melhor, tem mais considerações importantes para comentar. Em “She's Leaving Home", Macca demonstra seu peculiar dom de compor canções emotivas. Fora que terminar o disco com “A Day in the Life”, uma música em que Lennon faz o “papel” de uma pessoa sonhando e McCartney o de uma acordada, é um grande desfecho. Aliás, de um sonho, ou de uma ajuda lisérgica, veio a inspiração para “Lucy in the Sky with Diamonds”. Enfim, uma obra que apresenta magia e criatividade, todas materializadas e verdadeiras.

Com esses argumentos que descrevi, se nota o quanto admiro e respeito o disco. É um registro que marcou época e eternamente vai ser lembrado. "Pepper" segue soando contemporâneo e digno de continuar sendo comentado e, lógico, escutado.
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FAIXAS:

  1. Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band
  2. With A Little Help From My Friends
  3. Lucy In The Sky With Diamonds
  4. Getting Better. Fixing A Hole
  5. She's Leaving Home
  6. Being For The Benefit Of Mr. Kite.
  7. Within You Without You
  8. When I'm Sixty-Four
  9. Lovely Rita
  10. Good Morning Good Morning
  11. Sgt. Pepper's Lonely Heart Club Band (reprise)
  12. A Day In The Life

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OUÇA:
The Beatles Sgt Pepper's Lonely Heart Club Band

por Eduardo Wolff




Eduardo Wolff é jornalista formado pela PUC/RS e também radialista. Atualmente, é assessor de imprensa, com passagens em algumas rádios. É devorador de CDs, DVDs, livros e qualquer coisa relacionada à boa música. O ecletismo está no sangue, no entanto os clássicos do rock dos anos 60 estão no top da sua lista de preferências. Baterista frustado, pretende um dia engrenar em alguma banda, mesmo que toque num buteco mais xinfrim da cidade.




sábado, 16 de janeiro de 2021

Paul McCartney - Up And Coming Tour - Estádio Beira-Rio - Porto Alegre/ RS (Novembro/2010)

 

Imagina se Shakespeare viesse à tua cidade para a sessão de autógrafos de, digamos, “Hamlet”. Imagina se Michelangelo um dia fosse convidado para pintar um mural público e permanecesse aqui para uma temporada de residência artística. Ou se Galileu Galilei ganhasse o título de honoris causa pela universidade local e desembarcasse nestes pagos para a homenagem. Os jornais estampariam: “Ele está entre nós”. Afinal, não é todo dia que gênios da humanidade descem à terra e se juntam aos mortais. Posso dizer que vivi isso. Paul McCartney, o beatle, o hitmaker, o multi-intrumentista, o maestro, o produtor, o Cavaleiro da Rainha, o ativista, o recordista da Billboard... sim: ele esteve entre nós. Na noite de 7 de novembro de 2010, no domingo, dia em que teoricamente os deuses descansam, uma reencarnação de São Paulo despencou dos céus e trocou as vestes de santo pelas de um músico de rock ‘n’ roll para jogar encantamento sobre milhares de fiéis com sua arte redentora. E melhor de tudo: diferentemente de um Shakespeare, Michelangelo, Galileu – ou Picasso, Pitágoras, Mozart, Newton –, Paul está vivo e pertence ao meu tempo.

Por falar em céus, o firmamento esteve envolvido o tempo todo com este show, desde antes deste começar, aliás. Quando houve o anúncio de que Paul viria a Porto Alegre para a turnê “Up And Coming”, enlouqueci. Tinha que vê-lo. No que começaram a ser divulgadas as primeiras notícias sobre valores de ingresso, minha animação se transformou em apreensão. Primeiro, pelo valor, que chegava a astronômicos patamares para a época. Mas, principalmente, pelo acesso. Os 50 mil ingressos se esgotaram após as duas primeiras horas de vendas, ocorrida um mês antes do show. Afora isso, não tinha nem cartão de crédito àquela época, o que dificulta sobremaneira a se obter esse tipo de coisa. Toda a Porto Alegre aguardava ansiosa pela chegada de Paul à cidade. Nos dias que antecederam o show, o próprio artista fazia questão de responder ao chamado das pessoas na rua, como quando saiu do hotel e uma multidão o aguardava. O clima era este: de comoção.

Paul na primeira e inesquecível apresentação 
em Porto Alegre: ele esteve entre nós
Mas os céus atenderam minhas preces. Uma ordem veio lá de cima e acionaram um anjo aqui embaixo. Minha amiga Andréia – que hoje se encontra no mesmo céu do qual um dia veio, visto que faleceu em 2019 –, sabendo de minha vontade, soube de outro amigo que tinha ingresso a mais e fez a articulação para que eu ficasse com aquela sobra: um lugar na plateia superior do Beira-Rio. Déia, aliás, alcançou-me com a bondade de um verdadeiro ser divino, visto que lhe paguei apenas o valor que havia saído o ingresso, suficiente para cobrir o custo de quem tinha comprado a mais. Estava garantida a minha entrada temporária no paraíso, e na parte mais alta do estádio. A mais próxima do céu.

A apresentação em si atingiu todas as expectativas. Noite quente, nada de nuvens. De tão visíveis, era quase possível tocar as estrelas. O público, de todas as idades, transpirava excitação antes de começar. A mim, que nunca tinha assistido Paul ao vivo e que não conhecia até então nem o DVD “Paul McCartney - Is Live In Concert - On The New World Tour”, cujo show é bastante parecido, contudo, superou. Fui absolutamente arrebatado pelo set-list, pelas trucagens do palco, pelos clássicos imortais em sequência, pela simpatia de Paul, pela entrega dos músicos. Chorei como um ateu que se converte em cristão diante de um milagre incontestável. Era como se eu fosse ao céu. Afinal, o milagre estava operando-se à minha frente: Paul tocando por mais de 2 horas nada menos que 34 músicas. Clássicos do rock, clássicos da música mundial, temas que se confundem com a própria vida das pessoas, como “Jet”, “The Long and Winding Road”, “Drive My Car”, “Band on the Run”, “Day Tripper” e várias, várias outras. Incontáveis vezes essas canções estiveram presentes nas horas boas e ruins da biografia de cada um daqueles ali presentes. Entre estes, um emocionado Daniel.

"Venus and Mars", começando o show de Porto Alegre


O alto nível de um show realizado em estádio grande e aberto (refiro-me ao antigo Beira-Rio, antes das obras para a Copa do Mundo, assim como ocorreu no antigo Morumbi dias depois) mas com engenharia de som perfeita, além do vídeo e da iluminação, tinha na parte técnica a garantia de um ambiente propício para Paul e seus súditos deitarem e rolarem. Mas eles fizeram ainda mais do que isso. Embora seguissem o roteiro, era visível que a paixão do público porto-alegrense, que recebia pela primeira vez o ídolo, contagiou os músicos no palco. Ouvia-se choro, gritos, palmas e coros, que não deram trégua um minuto sequer, ainda mais nos vários momentos em que o cantor interagiu falando um português carregado de sotaque. Tanto que a imprensa – não só da bairrista Porto Alegre, mas do centro do País – classificou o show de “apoteótico” no dia seguinte. Os ingredientes estavam todos ali para que isso acontecesse: Paul animadíssimo tocando 6 instrumentos diferentes durante a apresentação e a incrível banda de músicos-fãs que executam com exatidão e paixão o repertório beatle e solo do líder. O repertório vai de hits dos Beatles a da extensa carreira solo de Paul a homenagens aos ex-companheiros de banda George Harrison (quando cantou “Something”) e a John Lennon (“Let ‘Em In”, da Wings, escrita para o parceiro, e quando emenda “Give Peace a Chance” com a obra-prima “A Day in the Life”).

E o que dizer de ouvir ali, presencialmente, “And I Love Her”, Let Me Roll It”, “Eleanor Rigby”, “Let it Be”, “Get Back”?! Totalmente tomado por aquela verdadeira apoteose, fui elevado a um outro plano especialmente em pelo menos quatro momentos. Primeiro, quando Paul tocou “Blackbird”, capaz de me provocar lágrimas a cada audição doméstica, quem dirá ao vivo. Igualmente, quando não apenas eu, mas 50 mil vozes entoaram o famoso “la la la” final de “Hey Jude”. Algo inesquecível, daqueles que se leva para a vida. Desavisado dos efeitos pirotécnicos mas adorador da música, “Live and Let Die” foi outra que me arrebatou – o que me aconteceria mesmo sem os jorros de fogos sincronizados, obviamente. Para desfechar sem respirar, uma sequência de “Helter Skelter”, “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band” e “The End”. Apoteótico, apoteótico.

A apoteótica apresentação de "Live and Let Die" naquela noite

Recordo que à época não consegui produzir um texto para o blog, porque a comoção era muito grande semanas depois. Eu lembrava das pessoas saindo do estádio a pé como eu com uma expressão de encantamento, de abismados, parecendo uma raça improvável de zumbis tomados de felicidade, meio incrédulos com o que viram. Eu, inclusive. Paul voltaria à cidade 7 anos depois, num Beira-Rio já reformado, mas aí a coisa era outra, incomparável com aquela primeira e inesquecível vez. Só mesmo o céu para testemunhar tamanho acontecimento como foi o daquele de 7 de novembro de 2010. E não é que ele testemunhou!? Não sei se somente eu percebi (pois quem mais levantaria a cabeça em direção ao céu naquela hora?), mas eu vi uma estrela cadente descer bem atrás do estádio, na direção de Paul. Juro mas não foi efeito de álcool e nem do meu estado de elevação. Eu vi de verdade! Em resposta às lágrimas e da emoção daquela multidão de pessoas, uma das estrelas, as que estavam bem visíveis e quase alcançáveis no céu limpo de Porto Alegre daquela noite histórica, resolveu descer para nos cumprimentar. Afinal, quem não daria uma chegadinha depois de ouvir entoado com tamanha emoção o “la la la” de “Hey Jude”? Deve-se ter ouvido até lá em cima. Eu, se fosse estrela, também não perderia essa.


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Setlist Show "Up And Coming":

01. Venus and Mars/Rock Show
02. Jet
03. All My Loving
04. Letting Go
05. Drive My Car
06. Highway
07. Let Me Roll It
08. The Long and Winding Road
09. Nineteen Hundred and Eighty Five
10. Let ‘Em In
11. My Love
12. I’ve Just Seen a Face
13. And I Love Her
14. Blackbird
15. Here Today
16. Dance Tonight
17. Mrs. Vandebilt
18. Eleanor Rigby
19. Something
20. Sing the Changes
21. Band on the Run
22. Ob-La-Di Ob-La-Da
23. Back in the USSR
24. I’ve Got a Feeling
25. Paperback Writer
26. A Day in the Life/Give Peace a Chance
27. Let it Be
28. Live and Let Die
29. Hey Jude
30. Day Tripper
31. Lady Madonna
32. Get Back
33. Yesterday
34. Helter Skelter
35. Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club
36. The End

Daniel Rodrigues
(para Andréia)

quinta-feira, 26 de junho de 2014

The Beatles Rock Cup - O caminho até a final


Nossas duas grandes finalistas não caíram nessa decisão de pára-quedas, não!
Muito pelo contrário. Tiveram que percorrer um tortuoso caminho repleto de adversários fortíssimos, alguns grandes sucessos, outros clássicos imortais.
O interessante, nessa Copa do Mundo The Beatles, é que ambas as finalistas tiveram que ogar a fase preliminar, quando não aparecem ainda os grandes sucessos da banda, diferentemente das copas anteriores do clyblog, quando na Copa The Cure, apenas uma das finalistas, a canção "M" veio desde a fase preliminar para enfrentar "A Forest" na final, que havia dispensado aquela fase; e da Copa Legião Urbana, onde as duas finalistas, os super-hits "Tempo Perdido" e "Há Tempos", não precisaram se dar ao trabalho de ter que disputar com as reles "mortais".
Bem, então confiram o caminho que ambas as classificadas fizeram nesta Copa The Beatles e, por que não, a partir dessa trajetória, por merecimento, por grau de dificuldade, conclua quem deve ficar com o caneco.

GOLDEN SLUMBERS
fase preliminar: TAXMAN
primeira fase: WE CAN WORK IT OUT 
segunda fase:  SGT. PEPPER'S LONELY HEARTS CLUB BAND (REPRISE)
oitavas-de-fina: DRIVE MY CAR
quartas-de-final: TWO OF US
semifinal: PLEASE PLEASE ME

A DAY IN THE LIFE
fase preliminar:FOR NO ONE
primeira fase: SHE'S A WOMAN
segunda fase: I WANT TO HOLD YOUR HAND
oitavas-de-final: HERE COMES THE SUN
quartas-de-final: LET IT BE
semifinal: GET BACK


E então, quem teve o caminho mais duro?
Bom,podem estar certos que isso não tem muita importância agora, pois o pior ainda está por vir.
O grande duelo...



A DAY IN THE LIFE x GOLDEN SLUMBERS
em breve termos o campeão

domingo, 26 de agosto de 2018

SUPER-ÁLBUNS FUNDAMENTAIS DE ANIVERSÁRIO DO CLYBLOG - 5 discos fundamentais de Lucio Brancato






"Mudei o pedido do Daniel Rodrigues
para escrever sobre um disco importante na minha vida.
Foram tantos que ficaria muito difícil selecionar apenas um.
E mesmo assim, esta lista nunca é definitiva.
Resolvi listar cinco fundamentais na minha formação
e talvez os discos que mais escutei na vida."
Lucio Brancato


Crosby, Stills, Nash & Young - Déjà Vu (1970)

Um disco que reuniu um time espetacular não tinha como dar errado. Depois do estrondo causado pelo primeiro disco do trio David Crosby, Stephen Stills e Graham Nash lançado em 1969, o segundo disco trouxe ainda de Neil Young. Como não delirar com a junção destas vozes? "Déjà Vu" é um álbum sutil e denso ao mesmo tempo. Reinam guitarras e violões num diálogo sincronizado. Daqueles discos que servem para os mais diferentes momentos da vida. Um navegador mais atento pode tranquilamente se jogar depois nos mares musicais de cada integrante num mergulho infinito na discografia de cada um. E eles ajudam bastante. Tanto nas junções de duplas como nos discos solos. Talvez um dos discos capazes de ramificar ainda mais as nossas discotecas.

FAIXAS1. Carry On; 2. Teach Your Children; 3. Almost Cut My Hair; 4. Helpless; 5. Woodstock; 6. Déjà Vu; 7. Our House (Nash); 8. 4 + 20; 9. Country Girl; 10. Everybody I Love You




Yes - Close to The Edge (1971)

Esta aí um dos discos que mais escutei na vida. Fica até difícil escrever sobre o impacto dele na minha cabeça. Como um disco com apenas três canções pode ser tão grandioso? Ok, dentro de cada faixa a música se divide em diferentes peças. Um quebra-cabeças de pura habilidade técnica e e inteligência musical. Cada um dos músicos extremamente apurados, mas sem deixar que malabarismos afetem o sentimento de cada nota. Para mim (e muitos outros) é a obra-prima máxima do Rock Progressivo. Difícil qualquer disco do gênero bater a perfeição desta obra. A diversidade de instrumentos de cordas tocados pelo Steve Howe junto com a coleção de teclados do Rick Wakeman dão o tom costurado perfeitamente com o maior baixista de todos os tempos, Chris Squire e seu toque espetacular nas quatro cordas do Rickenbacker.

FAIXAS: 1. Close to the Edge - (The Solid Time of Change), (Total Mass Retain), (I Get Up I Get Down), (Seasons of Man); 2. And You and I - (Cord of Life), (Eclipse), (The Preacher the Teacher), (Apocalypse) ; 3. Siberian Khatru 




Dillard & Clark - The Fantastic Expedition of Dillard & Clark (1968)

É conhecido como a “pedra fundamental” do que veio a ser o country-rock. Quando escutei um novo portal se abriu na minha mente. Me levou para o campo e seu aromas. Gene Clark e Doug Dillard foram buscar na raiz da música norte americana a calmaria necessária depois de tanta loucura musical e experimentalismos do ano anterior onde todo mundo mergulhou na psicodelia. Cantaram a pedra antes de todo mundo e dali pra frente a maioria das grandes bandas fizeram a mesma trajetória buscando uma simplicidade musical. Gosto de chamar de “Capim Loucura”. É o rock buscando novas energias nas suas origens mais remotas ainda com pílulas líricas da lisergia batendo como um flashback.

FAIXAS: 1. Out on the Side"; 2. She Darked the Sun; 3. Don't Come Rollin'; 4. "Train Leaves Here This Morning"; 5. With Care from Someone; 6. The Radio Song"; 7. Git It on Brother"; 8. In the Plan; 9. Something's Wrong




Faces - Oh La La (1973)

Este gastei o CD que hoje repousa na prateleira como um fiel escudeiro da discoteca depois de ter rodado tanto nos aparelhos e me acompanhado nos mais diversos lugares. Hoje a versão em LP é a que roda em casa e de lá não sai. Era aquele disco obrigatório para pegar a estrada para qualquer lugar. Se ia para casa de alguém ouvir um som, levava ele sempre junto. Infalível para qualquer fã de rock. Um disco que tem de tudo. Do rock mais pegado a baladas de ir no cantinho ficar escutando com atenção. Um disco de rock que se preze tem que ter estes dois ingredientes na receita. E se você não for impactado pelos vocais do Rod Stewart bom sujeito não é. 

FAIXAS: 1. Silicone Grown; Cindy Incidentally; 3. Flags And Banners; 4. My Fault; 5. Borstal Boys; 6. Fly In The Onitment; 7. If I'm On The Late Side; 8. Glad And Sorry; 9. Just Another Honky; 10. Ooh La La




The Kinks - Face to Face (1966)

Em meio a tanta mudança que acontecia na música em 1966, este disco merece atenção. Merecia muito mais inclusive. Tenho uma teoria de que a genialidade do Ray Davies como compositor nunca recebeu os devidos méritos. Talvez um dos motivos seja a sua sagaz ironia nas letras. Sua crítica cheia de veneno nas letras. Sua maneira única de tocar o dedo na ferida do povo britânico satirizando todo o establishment. E não fica somente nas letras a qualidade. Musicalmente ja estava a frente do seu tempo. Foi o momento onde se deixava de lado uma simplicidade na musica pop da época e buscavam novas formas de contar uma nova história. Muito se fala de discos do mesmo ano como "Pet Sounds" e "Revolver". Esquecem que esta turma liderada pelos irmãos Davies corria por fora trazendo um humor único e muito sábio.

FAIXAS: 1. Party Line; 2. Rose Won't You Please Come Home; 3. Dandy; 4. Too Much On My Mind; 5. Session Man; 6. Rainy Day In June; 7. A House In The Country; 8. Holiday In Waikiki; 9. Most Exclusive Residence For Sale; 10. Fancy; 11. Little Miss Queen Of Darkness; 12. You're Lookin' Fine; 13. Sunny Afternoon; 14. I'll Remember



Como já escrevi, esta lista não é definitiva. Ela é mutante. Porém, em algum momento, pelo menos um deles sempre estará em qualquer Top Five que eu venha a elencar. Ah, cadê os Beatles e os Stones na lista? Jamais entrarão. Estes dois já alçaram o status de Entidades. Acima de qualquer coisa.



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Lucio Brancato: Com mais de 15 anos de mercado, é jornalista, colunista musical e colecionador de discos. Já passou por emissoras como RBS TV, TV Com, Octo, FM Cultura e Canal Brasil, exercendo funções de apresentador, produção, edição, repórter e colunista de música e cultura. Fez também a coordenação de coberturas de grandes shows como os de Paul McCartney e Rolling Stones. É codiretor do documentário "Rock Grande do Sul: 30 anos" (2015) e colabora com o Ama Jazz.