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segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Prince - "1999" (1982)



"Não se preocupe,
eu não vou te machucar.
Eu só quero que você
se divirta um pouco."
frase de introdução da música "1999"




A melhor coisa que eu fiz na minha vida foi trocar aquele CD do Tears for Fears por um do Prince. Depois de um longo período de preconceito contra o baixinho de Minneapolis, julgando se tratar de mais um popzinho barato, fui aceitando-o melhor aos poucos. Conheci a música "Sign'O the Times" na MTV e simpatizei mais ainda com o cara, mas ainda tinha aquela resistência. Então deu-se que certa vez, comentei com um amigo, um colega de trabalho, que eu tinha um CD do Tears for Fears mas que não curtia muito a banda, achava o som deles meio morno, sem graça e tal, e ele por sua vez, na mesma conversa me disse que tinha um do Prince e que também não morria de amores. Percebendo meu interesse pelo artigo que ele desdenha, propôs então uma troca. Uma troca simples: Tears for Fears por Prince. Bom, não podia ter feito um negócio melhor.
Era o que eu precisava pra descobrir, gostar e respeitar definitivamente aquele carinha.
Gênio! Gênio!
Como é que eu não tinha percebido antes.
(e já tinha sido alertado)
Com a cara dos anos 80, recheado de teclados, sintetizadores, com ambição futurista, inspirado no filme "Blade Runner" segundo o próprio Prince, 1999” (de 1982) se apresentava para mim então como algo fascinante pela riqueza de ritmos, elementos e alternativas. Embora tivesse, é bem verdade, essa maciça utilização de teclados e dos recursos que a tecnologia, então nova, do início dos anos 80 começava a proporcionar, Prince chama atenção muitas vezes exatamente pela capacidade de fazer muito com pouco. Uma batida básica, uma programação de bateria, um ritmo pré-gravado no teclado e a música está pronta. Mas o que seria limitação nas mãos de qualquer outro, nas dele transforma-se numa obra-prima pela incrível leitura e pela musicalidade que este notável artista carrega consigo.
“Delirious” e “"All the Critics Love U in New York" vão bem nessa linha do “menos é mais”: batida repetida, base gravada de teclado e temos uma música estupenda.
O álbum é perfeito da primeira à última mas tenho predileção especial pela apimentada “Lady Cab Driver”, um funk embalado com um daqueles notáveis trabalhos de guitarra de Prince, discretos mas geniais, incrementada por gemidos femininos, altamente sugestivos; e pela sensual e quente “DMSR” (“Dance Music Sex Romance”), uma longa peça musical na qual Prince brinca com um todas as possibilidades que a música negra oferece.
Não dá pra deixar de citar, é claro, a faixa que dá nome ao disco, a pessimista “1999”, a divertida “Let's Pretend We're Married” e o sucesso “Little Red Corvette”.
Embora tenha a cara dos anos 80, “1999”, acho, alcança a pretensão de seu nome profético, estando desde aquele momento à frente de sua época permanecendo ainda hoje, já adiante da data anunciada, com uma linguagem pop em poucos casos superada.
E pensar que eu não gostava de Prince...
Bendita hora que eu aceitei aquela troca! Foi a melhor coisa que fiz na minha vida.
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FAIXAS:
1. "1999" 6:15
2. "Little Red Corvette" 5:03

3. "Delirious" 4:00
4. "Let's Pretend We're Married" 7:21
5. "D.M.S.R." 8:17
6. "Automatic" 9:28
7. "Something in the Water (Does Not Compute)" 4:02
8. "Free" 5:08
9. "Lady Cab Driver" 8:19
10. "All the Critics Love U in New York" 5:59
11. "International Lover"

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Ouça:


Cly Reis


domingo, 28 de agosto de 2011

Prince - "Sign O' the Times" (1987)


"Sinal dos Tempos"



Sou assumidamente do time dos que preferem Prince a Michael Jackson . Já ouvi de alguns que a comparação é sem fundamento e que são coisas diferentes, mas só não enxerga quem não quer que trata-se absolutamente da mesma matéria só que com roupagens diferentes. Ao passo que Michael aproximou muito seu trabalho do grande público, criou uma imagem pública forte e coreografias impressionantes a ponto de ser coroado o Rei do Pop, Prince, muito mais MÚSICO que o ele mas que não dança lá tão bem assim, explorava a cada disco todas as possibilidades que a música negra lhe concedia e fazia isso sozinho (literalmente), enquanto, Michael, admitamos, provavelmente nunca teria deixado de ser apenas o caçula dos Jackson 5 se não fosse o verdadeiro gênio Quincy Jones lhe mostrar os caminhos.
Prince já que aparecera como uma das grandes promessas da música pop no final dos anos 70 vinha evoluindo com seu trabalho e a cada disco mostrava-se mais competente. Já havia nos apresentado o ótimo "1999", o bom "Parade",a consagrada trilha de "Purple Rain" e agora, com "Sign O' the Times" de 1987, parecia que chegava a uma espécie de auge profissional com um disco que explorava a black-music praticamente de cabo a rabo e com todas as possibilidades e técnicas possíveis até então. Prince então concebia o disco, compunha-o todo, arranjava-o, produzia e tocava todos os instrumentos de uma obra que levava sua assinatura integralmente.
A genial faixa-título que abre o disco construída (ou descontruída) a partir de uma base eletrônica e vocal rap é absolutamente moderna e minimalista em sua composição com uma letra inteligente e irônica.
"Housequake", com sua bateria alta e pesada, é um funkão daqueles dignos dos mestres do gênero; e em "The Ballad of Dorothy Parker" Prince desfila um vocal primoroso sobre uma base de percussão eletrônica extremamente bem composta.
A ótima "It", também minimalista, com sua batida invariável e contínua, com teclados e efeitos pontuais, é sexy, luxuriante e... fora de série. "Starfish and Cofee", um gospel simplezinho, é bem música negra americana de rua, daquelas de cantar em grupo na esquina ao lado de um tonel com fogo, sabe? Já "Slow Love" uma balada apaixonante, e uma das minhas preferidas, faz bem o estilo soul-man romântico dos anos 50 com um vocal 'derretido' do baixinho e um recheio muito legal de metais.
Até nas aparentemente simples como "Hot Thing", outro funkão foda, com sua estrutura básica porém cheia de variações e inserções de elementos ou na interessante "Forever in My Life" que é só vocal (e que vocal) sobre uma base rigorosamente repetida, sempre aparece nitidamente a qualidade superior do trabalho.
Pra não dizer que tudo é assim espetacular, músicas como "Play in the Sunshine", "U Got the Look", "Strange Realtionship", "I Could Nevet Take..." não passm de boas canções pop, mas ainda assim cheias de soul, de funk, de rythm'n blues e muito melhores do que a maioria das 'canções pop' que rolam por aí.
Ainda deve-se destacar a crescente "The Cross", talvez a mais rock do disco, com o melhor da guitarra de Prince; a verdadeira 'festa' que é "It's Gonna Be a Beautifull Night", um funk longo carregado e cheio de embalo, tirado de uma gravação ao vivo; e a lentinha adorável "Adore" que faz as honras de despedida do álbum.
Disco pra se ficar boquiaberto da primeira à última. Impecável em cada detalhe. Prince chegara possivelmente a um álbum perfeito. Ele amadurecera, progredira, evoluíra. Era o sinal dos tempos! E eles anunciavam Prince como o verdadeiro gênio da música pop negra americana.

FAIXAS:
01. Sign O’ The Times
02. Play In The Sunshine
03. Housequake
04. The Ballad Of Dorothy Parker
05. It
06. Starfish And Coffee
07. Slow Love
08. Hot Thing
09. Forever In My Life
10. U Got The Look
11. If I Was Your Girlfriend
12. Strange Relationship
13. I Could Never Take The Place Of Your Man
14. The Cross
15. It’s Gonna Be A Beautiful Night
16. Adore


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Baixe e ouça:
Prince Sign O the Times

terça-feira, 12 de julho de 2011

Prince no Brasil



Fãs do anãozinho de Minneapolis, preparem as carteiras, porque o cara vem aí: Prince, depois de 20 anos volta ao Brasil para única apresentação no festival Back2Black que acontecerá de 26 a 28 de agosto no Rio de Janeiro na Estação Leopoldina. Mesmo sendo Prince inegavelmente a grande atração o restante do festival deve ser bem bacana, uma vez que tem em seu cast a boa Macy Gray e a clássica Chaca Kahn, além da 'ilustre' presença de... Aloe Black (???).
Mas apesar de curtir muito o Prince acho que não vou vê-lo ao vivo. Às vezes tenho um pouco dessas coisas: tem artista que é pra curtir em CD, LP e tal, e tem artistas que é pra se ver ao vivo. Acho que prefiro ficar ouvindo meus disquinhos do Prince. Posso me arrepender depois mas acredito que seja decisão tomada mesmo.



C.R.

sábado, 27 de agosto de 2011

Prince furou!



Que feio, Prince!
Certamente deixando
muitos fãs roxos de raiva
E não é que o anãozinho de Minneapolis deu uma de Tim Maia? Furou, deu cano, deu cachorro!
Soube ontem e fiquei extremamente surpreso. Lamentável. Simplesmente acabou com o Festival. Não que não tenha boas atrações, mas convenhamos que um PRINCE, é de outro nível. E o pior de tudo é que não deu nem satisfação alguma sobre o motivo. Muita filhadaputice, hein! Tão em cima da hora e sem explicações.O resultado, certamente será um bocado de decepção por parte dos fãs e um certo prejuízo aos organizadores. Com a desistência, a grande atração passa a ser a americana Macy Gray que agora, mais do que nunca, vai ter que se virar para segurar a peteca.
Prince com essa, cai um pouco no meu conceito no que diz respeito a caráter, mas ainda goza plenamente dele como músico. Um dos grandes gênios da música dos últimos tempos pena que faça dessas.


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O Festival Back2Black acontece na estação Leopoldina, aqui no Rio e hoje tem:


no palco Oi Estação
Oumou Sangaré e Chaka Kahn;

no Palco Grande
(substituindo Prince)
Jorge Benjor;


no Palco Circo
Eduardo Christoph com Diogo Reis, e Badenov;

e no palco Petrobrás
Moreno Veloso com Domenico

terça-feira, 24 de novembro de 2009

200 Melhores Músicas de Todos os Tempos

Saiu uma dessas listas da Rolling Stone com as 200 melhores músicas de todos os tempos.
Concordo com muitas, é lógico, discordo de alguma ordem que outra mas fundamentalmente me parece uma lista excessivamente conservadora. Só foi no certo. Não arrisca quase nada acima dos anos 80. Pode ser que o crítico, os críticos, os votantes, sei lá quem, realmente achem que não existe nada que valha a pena nos últimos tempos, mas assim parece uma lista de melhores até 1975, com raras exceções.
Exceção louvável é ver o Nirvana com justiça já figurar nas 10 primeiras posições.
Vale pela curiosidade:

1. Bob Dylan "Like a Rolling Stone" 1965
2. Rolling Stones "(I Can't Get No) Satisfaction" 1965
3. John Lennon "Imagine" 1971
4. Marvin Gaye "What's Going On" 1971
5. Aretha Franklin "Respect" 1967
6. Beach Boys "Good Vibrations" 1966
7. Chuck Berry "Johnny B. Goode" 1958
8. Beatles "Hey Jude" 1968
9. Nirvana "Smells Like Teen Spirit" 1991
10. Ray Charles "What'd I Say" 1959
11. The Who "My Generation" 1966
12. Sam Cooke "A Change Is Gonna Come" 1965
13. Beatles "Yesterday" 1965
14. Bob Dylan "Blowin' in the Wind" 1963
15. The Clash "London Calling" 1980
16. Beatles "I Want to Hold Your Hand" 1964
17. Jimi Hendrix "Purple Haze" 1967
18. Chuck Berry "Maybellene" 1955
19. Elvis Presley "Hound Dog" 1956
20. Beatles "Let it Be" 1970
21. Bruce Springsteen "Born To Run" 1975
22. The Ronettes "Be My Baby" 1963
23. Beatles "In My Life" 1966
24. Impressions "People Get Ready" 1965
25. Beach Boys "God Only Knows" 1966
26. Beatles "A Day in the Life" 1967
27. Derek and the Dominos "Layla" 1971
28. Otis Redding "Sitting on the Dock of the Bay" 1968
29. Beatles "Help!" 1965
30. Johnny Cash "I Walk the Line" 1956
31. Led Zeppelin "Stairway To Heaven" 1971
32. Rolling Stones "Sympathy For The Devil" 1968
33. Ike and Tina Turner "River Deep, Mountain High" 1966
34. Righteous Brothers "You've Lost That Lovin' Feelin'" 1964
35. The Doors "Light My Fire" 1967
36. U2 "One" 1991
37. Bob Marley and the Wailers "No Woman No Cry" 1974
38. Rolling Stones "Gimme Shelter" 1969
39. Buddy Holly and the Crickets "That'll Be the Day" 1957
40. Martha and The Vandellas "Dancing In The Street" 1964
41. The Band "The Weight" 1968
42. The Kinks "Waterloo Sunset" 1967
43. Little Richard "Tutti Frutti" 1956
44. Ray Charles "Georgia On My Mind" 1960
45. Elvis Presley "Heartbreak Hotel" 1956
46. David Bowie "Heroes" 1977
47. Simon and Garfunkel "Bridge Over Troubled Water" 1969
48. Jimi Hendrix "All Along The Watchtower" 1968
49. The Eagles "Hotel California" 1977
50. Smokey Robinson and the Miracles "The Tracks Of My Tears" 1965
51. Grandmaster Flash and The Furious Five "The Message" 1982
52. Prince "When Doves Cry" 1984
53. Sex Pistols "Anarchy In The UK" 1977
54. Percy Sledge "When A Man Loves A Woman" 1966
55. The Kingsmen "Louie Louie" 1963
56. Little Richard "Long Tall Sally" 1956
57. Procol Harum "Whiter Shade Of Pale" 1967
58. Michael Jackson "Billie Jean" 1983
59. Bob Dylan "The Times They Are A-Changin'" 1963
60. Al Green "Let's Stay Together" 1971
61. Jerry Lee Lewis "Whole Lotta Shakin' Goin' On" 1957
62. Bo Diddley "Bo Diddley" 1957
63. Buffalo Springfield "For What It's Worth" 1968
64. Beatles "The She Loves You" 1964
65. Cream "Sunshine of Your Love" 1968
66. Bob Marley and the Wailers "Redemption Song" 1968
67. Elvis Presley "Jailhouse Rock" 1957
68. Bob Dylan "Tangled Up In Blue" 1975
69. Roy Orbison "Cryin'" 1961
70. Dionne Warwick "Walk On By" 1964
71. Beach Boys "California Girls" 1965
72. James Brown "Papa's Got A Brand New Bag" 1965
73. Eddie Cochran "Summertime Blues" 1958
74. Stevie Wonder "Superstition" 1972
75. Led Zeppelin "Whole Lotta Love" 1969
76. Beatles "Strawberry Fields Forever" 1967
77. Elvis Presley "Mystery Train" 1956
78. James Brown "I Got You (I Feel Good)" 1965
79. The Byrds "Mr. Tambourine Man" 1968
80. Marvin Gaye "I Heard It Through The Grapevine" 1965
81. Fats Domino "Blueberry Hill" 1956
82. The Kinks "You Really Got Me" 1964
83 Beatles "Norwegian Wood" 1965
84. Police "Every Breath You Take" 1983
85. Patsy Cline "Crazy" 1961
86. Bruce Springsteen "Thunder Road" 1975
87. Johnny Cash "Ring of Fire" 1963
88. The Temptations "My Girl" 1965
89. Mamas And The Papas "California Dreamin'" 1966
90. Five Satins "In The Still Of The Nite" 1956
91. Elvis Presley "Suspicious Minds" 1969
92. Ramones "Blitzkrieg Bop" 1976
93. U2 "I Still Haven't Found What I'm Looking For" 1987
94. Little Richard "Good Golly, Miss Molly" 1958
95. Carl Perkins "Blue Suede Shoes" 1956
96 Jerry Lee Lewis "Great Balls of Fire" 1957
97. Chuck Berry "Roll Over Beethoven" 1956
98. Al Green "Love and Happiness" 1972
99. Creedence Clearwater Revival "Fortunate Son" 1969
100. Rolling Stones "You Can't Always Get What You Want" 1969
101. Jimi Hendrix "Voodoo Child (Slight Return)" 1968
102. Gene Vincent "Be-Bop-A-Lula" 1956
103. Donna Summer "Hot Stuff" 1979
104. Stevie Wonder "Living for the City" 1973
105. Simon and Garfunkel "The Boxer" 1969
106. Bob Dylan "Mr. Tambourine Man" 1965
107. Buddy Holly and the Crickets "Not Fade Away" 1957
108. Prince "Little Red Corvette" 1983
109. Van Morrison "Brown Eyed Girl" 1967
110. Otis Redding "I've Been Loving You Too Long" 1965
111. Hank Williams "I'm So Lonesome I Could Cry" 1949
112. Elvis Presley "That's Alright (Mama)" 1954
113. The Drifters "Up On The Roof" 1962
114. Crystals "Da Doo Ron Ron (When He Walked Me Home)" 1963
115. Sam Cooke "You Send Me" 1957
116. Rolling Stones "Honky Tonk Women" 1969
117. Al Green "Take Me to the River" 1974
118. Isley Brothers "Shout - Pts 1 and 2" 1959
119. Fleetwood Mac "Go Your Own Way" 1977
120. Jackson 5, "I Want You Back" 1969
121. Ben E. King "Stand By Me" 1961
122. Animals "House of the Rising Sun" 1964
123. James Brown "It's A Man's, Man's, Man's, Man's World" 1966
124. Rolling Stones "Jumpin' Jack Flash" 1968
125. Shirelles "Will You Love Me Tomorrow" 1960
126. Big Joe Turner "Shake, Rattle And Roll" 1954
127. David Bowie "Changes" 1972
128. Chuck Berry "Rock & Roll Music" 1957
129. Steppenwolf "Born to Be Wild" 1968
130. Rod Stewart "Maggie May" 1971
131. U2 "With or Without You" 1987
132. Bo Diddley "Who Do You Love" 1957
133. The Who "Won't Get Fooled Again" 1971
134. Wilson Pickett "In The Midnight Hour" 1965
135. Beatles "While My Guitar Gently Weeps" 1968
136. Elton John "Your Song" 1970
137. Beatles "Eleanor Rigby" 1966
138. Sly and the Family Stone "Family Affair" 1971
139. Beatles "I Saw Her Standing There" 1964
140. Led Zeppelin "Kashmir" 1975
141. Everly Brothers "All I Have to Do is Dream" 1958
142. James Brown "Please Please Please" 1956
143. Prince "Purple Rain" 1984
144. Ramones "I Wanna Be Sedated" 1978
145. Sly and the Family Stone "Every Day People" 1968
146. B-52's "Rock Lobster" 1979
147. Iggy Pop "Lust for Life" 1977
148. Janis Joplin "Me and Bobby McGee" 1971
149. Everly Brothers "Cathy's Clown" 1960
150. Byrds "Eight Miles High" 1966
151. Penguins "Earth Angel (Will You Be Mine)" 1954
152. Jimi Hendrix "Foxy Lady" 1967
153. Beatles "A Hard Day's Night" 1965
154. Buddy Holly and the Crickets "Rave On" 1958
155. Creedence Clearwater Revival "Proud Mary" 1964
156. Simon and Garfunkel "The Sounds Of Silence" 1968
157. Flamingos "I Only Have Eyes For You" 1959
158. Bill Haley and His Comets "(We're Gonna) Rock Around The Clock" 1954
159. Velvet Underground "I'm Waiting For My Man" 1967
160. Public Enemy "Bring the Noise" 1988
161. Ray Charles "I Can't Stop Loving You" 1962
162. Sinead O'Connor "Nothing Compares 2 U" 1990
163. Queen "Bohemian Rhapsody" 1975
164. Johnny Cash "Folsom Prison Blues" 1956
165. Tracy Chapman "Fast Car" 1988
166. Eminem "Lose Yourself" 2002
167. Marvin Gaye "Let's Get it On" 1973
168. Temptations "Papa Was A Rollin' Stone" 1972
169. R.E.M. "Losing My Religion" 1991
170. Joni Mitchell "Both Sides Now" 1969
171. Abba "Dancing Queen" 1977
172. Aerosmith "Dream On" 1975
173. Sex Pistols "God Save the Queen" 1977
174. Rolling Stones "Paint it Black" 1966
175. Bobby Fuller Four "I Fought The Law" 1966
176. Beach Boys "Don't Worry Baby" 1964
177. Tom Petty "Free Fallin'" 1989
178. Big Star "September Gurls" 1974
179. Joy Division "Love Will Tear Us Apart" 1980
180. Outkast "Hey Ya!" 2003
181. Booker T and the MG's "Green Onions" 1969
182. The Drifters "Save the Last Dance for Me" 1960
183. BB King "The Thrill Is Gone" 1969
184. Beatles "Please Please Me" 1964
185. Bob Dylan "Desolation Row" 1965
186. Aretha Franklin "I Never Loved A Man (the Way I Love You)" 1965
187. AC/DC "Back In Black" 1980
188. Creedence Clearwater Revival "Who'll Stop the Rain" 1970
189. Bee Gees "Stayin' Alive" 1977
190. Bob Dylan "Knocking on Heaven's Door" 1973
191. Lynyrd Skynyrd "Free Bird" 1974
192. Glen Campbell "Wichita Lineman" 1968
193. The Drifters "There Goes My Baby" 1959
194. Buddy Holly and the Crickets "Peggy Sue" 1957
195. Chantels "Maybe" 1958
196. Guns N Roses "Sweet Child O Mine" 1987
197. Elvis Presley "Don't Be Cruel" 1956
198. Jimi Hendrix "Hey Joe" 1967
199. Parliament "Flash Light" 1978
200. Beck "Loser" 1994

quinta-feira, 16 de julho de 2009

OS 100 MELHORES DISCOS DE TODOS OS TEMPOS

Coloquei no blog o primeiro da minha lista do melhores álbuns de todos os tempos e então agora resolvi listar o resto.
Sei que é das tarefas mais difíceis e sempre um tanto polêmica, mas resolvi arriscar.
Até o 10, não digo que seja fácil, mas a concepção já está mais ou menos pronta na cabeça. Depois disso é que a gente fica meio assim de colocar este à frente daquele, tem aquele não pode ficar de fora, o que eu gosto mais mas o outro é mais importante e tudo mais.
Mas na minha cabeça, já ta tudo mais ou menos montado.
Com vocês a minha lista dos 100 melhores discos de toda a história:



1.The Jesus and Mary Chain “Psychocandy”
2.Rolling Stones “Let it Bleed”
3.Prince "Sign’O the Times”
4.The Velvet Underground and Nico
5.The Glove “Blue Sunshine”
6.Pink Floyd “The Darkside of the Moon”
7.PIL “Metalbox”
8.Talking Heads “Fear of Music”
9.Nirvana “Nevermind”
10.Sex Pistols “Nevermind the Bollocks"

11.Rolling Stones “Exile on Main Street”
12.The Who “Live at Leeds”
13.Primal Scream “Screamadelica”
14.Led Zeppellin “Led Zeppellin IV
15.Television “Marquee Moon”
16.Deep Purple “Machine Head”
17.Black Sabbath “Paranoid”
18.Bob Dylan “Bringing it All Back Home”
19.Bob Dylan “Highway 61 Revisited”
20.The Beatles “Revolver”
21.Kraftwerk “Radioactivity”
22.Dead Kennedy’s “Freshfruit for Rotting Vegettables”
23.The Smiths “The Smiths”
24.The Stooges “The Stooges”
25.Joy Division “Unknown Pleasures”
26.Led Zeppellin “Physical Graffitti
27.Jimmy Hendrix “Are You Experienced”
28.Lou Reed “Berlin”
29.Gang of Four “Entertainment!”
30.U2 “The Joshua Tree”
31.David Bowie “The Rise and the Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars”
32.David Bowie “Low”
33.My Bloody Valentine “Loveless”
34.The Stone Roses “The Stone Roses”
35.Iggy Pop “The Idiot”
36.The Young Gods “L’Eau Rouge”
37.The 13th. Floor Elevators “The Psychedelic Sounds of The 13th. Floor Elevators”
38.The Sonics “Psychosonic”
39.Ramones “Rocket to Russia”
40.The Beatles “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band”
41.PIL “Album”
42.REM “Reckoning”
43.Love “Forever Changes”
44.Madonna “Erotica”
45.Grace Jones “Nightclubbing”
46.Pixies “Surfer Rosa”
47.Pixies “Doolitle”
48.Rolling Stones “Some Girls”
49.Michael Jackson “Off the Wall”
50.Michael Jackson “Thriller”
51.Beck “Odelay”
52.Nine Inch Nails “Broken”
53.The Fall “Bend Sinister”
54.REM “Green”
55.Neil Young and the Crazy Horse “Everybody Knows This is Nowhere”
56.Kraftwerk “Trans-Europe Expreess”
57.The Smiths “The Queen is Dead”
58.New Order “Brotherhood”
59.Echo and The Bunnymen” Crocodiles”
60.Prince “1999”
61.Morrissey “Viva Hate”
62Iggy Pop “Lust for Life”
63.Pixies “Bossanova”
64.Chemical Brothers “Dig Your Own Hole”
65.Prodigy “Music For Jilted Generation”
66.Van Morrisson “Astral Weeks”
67.Pink Floyd “Wish You Were Here”
68.Muddy Waters “Electric Mud”
69.Sonic Youth “Dirty”
70.Sonic Youth “Daydream Nation”
71.Nirvana “In Utero”
72.Björk “Debut”
73.Nirvana “Unplugged in New York”
74.Björk “Post”
75.Jorge Ben “A Tábua de Esmeraldas”
76.Metallica ‘Metallica”
77.The Cure "Disintegration"
78.The Police ‘Reggatta de Blanc”
79.Siouxsie and the Banshees “Nocturne”
80.Depeche Mode “Music for the Masses”
81.New Order “Technique”
82.Ministry “Psalm 69”
83.The Cream “Disraeli Gears”
84.Depeche Mode Violator”
85.Talking Heads “More Songs About Building and Food”
86.The Stranglers “Black and White”
87.U2 “Zooropa”
88.Body Count “Body Count”
89.Massive Attack “Blue Lines”
90.Lou Reed “Transformer”
91.Sepultura “Roots”
92.John Lee Hooker “Hooker’n Heat”
93.The Cult “Love”
94.Dr. Feelgood “Malpractice”
95.Red Hot Chilli Peperrs “BloodSugarSexMagik”
96.Guns’n Roses “Appettite for Destruction”
97.The Zombies “Odessey Oracle”
98.Johnny Cash “At Folson Prison”
99.Joy Division “Closer”
100.Cocteau Twins “Treasure”

sábado, 4 de maio de 2024

Madonna - "Like a Prayer" (1989)

 



“O tema ‘catolicismo’ corre desenfreado pelo meu disco.
“Aqui sou eu lutando com o mistério e a magia que o cerca.
Meu próprio catolicismo, aliás, está em constante convulsão.
Quando saí de casa aos 17 anos e fui para Nova York
– a cidade com mais pecadores –
renunciei ao significado tradicional do catolicismo
em termos de como viveria minha vida.
Mas nunca deixei de sentir a culpa e a vergonha que estão arraigadas em você,
se você foi criado como católico”
Madonna, na época do lançamento de "Like a Prayer"


Depois do desabrochar definitivo da maturidade musical e artística em "True Blue", Madonna estava pronta para coisas maiores. As expectativas em torno do que viria depois de um álbum bem concebido e repleto de hits eram grandes e não foram frustradas. "Like a Prayer", de 1989 era um trabalho ainda mais consistente no qual Madonna confirmava sua relevância e valor como artista pop. Ousada, criativa, atrevida, questionadora, incisiva, emotiva, Madonna apresentava um disco daqueles, definitivamente, de marcar época. Exagero? Quem não  lembra da provocativa faixa título que com seu apelo religioso-sexual, alavancado por um videoclipe escandaloso que trazia um santo negro que tomava vida, chorava e beijava Madonna, morena e super-sexy, em uma pequena capela interiorana? E as cruzes em chamas? E a propaganda da Pepsi? E o cancelamento da campanha publicitária? E a proibição do clipe em diversos países? Pronto. Na primeira música, o primeiro single, Madonna, literalmente, botou fogo na coisa toda. Mas era só o 'barulho', só o alvoroço que causou por causa de um videoclipe, uma bela campanha de marketing? Não! "Like a Prayer" era uma baita de uma música. Uma das melhores canções pop produzidas até hoje. Uma joia repleta de influências de música negra das ruas e das igrejas, com corais gospel guitarras e uma letra repleta de possíveis interpretações.

Madonna - "Like a Prayer"

vídeo oficial


"Express Yourself" que vem na sequência no álbum, e também o segundo single lançado, é outra que tem um lugar na história da música pop. Soul pop sofisticada, dançante, envolvente e cativante sobre empoderamento, com aquele tipo de chamada às armas que só Madonna sabe fazer.

Também com um pézinho no funk, na soul, na disco dos anos 70, a embalada "Keep It Together" foi mais uma a fazer sucesso e cair nas graças dos fãs. A adorável "Dear Jessie", gostosinha e quase infantil, e a comovente "Oh, Father", na minha opinião uma canção subestimada numa das melhores interpretações de Madonna, também frequentaram as paradas de sucesso, porém sem muita projeção. Já a graciosa "Cherish", de uma inocência romântica apaixonante, tocou bastante nas rádios e na MTV e foi bastante apreciada pelos fãs, tendo inclusive recebido uma homenagem de um ilustre fã brasileiro, Renato Russo, que viria a regravar a canção anos depois. 

Mas nem só de hits vive "Like a Prayer" e perdura como grande álbum. "Till Death Do Us apart" contrapõe a Madonna dos primórdios, com um pop eletrônico new wave bem primário, característico dos primeiros álbuns, com uma mulher madura pronta para romper definitivamente as amarras de um casamento fracassado (entenda-se Sean Penn); a parceria com Prince, "Love Song" é pouco lembrada e valorizada mas, em audições posteriores e apreciada com a devida atenção, pode-se notar que constitui-se num dos grandes momentos do disco, numa daquelas peças musicais que Prince sabia fazer como ninguém. Na belíssima "Spanish Eyes", Madonna retoma a latinidade de "La Isla Bonita", desta vez com numa canção romântica, intensa e apaixonada, na minha opinião uma das melhores baladas da cantora até hoje. "Promise to Try", embora interessante é, para falar a verdade, a mais fraca e dispensável do disco, mas "Act of Contriction", um trabalho bem experimental de estúdio, repleto de colagens, samples e mixagens enlouquecidas, retoma brilhantemente "Like a Prayer" para fechar a obra, "Pois é teu o Reino o Poder e a Glória..."

Não sei se digo que é blasfemo ou se é divino... Enfim: Amém, Madonna!


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FAIXAS:

1. Like A Prayer
2. Express Yourself
3. Love Song
4. Till Death Do Us Part
5. Promise To Try
6. Cherish
7. Dear Jessie
8. Oh Father
9. Keep It Together
10. (Pray for) Spanish Eyes
11. Act Of Contrition


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Ouça:
Madonna - Like A Prayer


por Cly Reis


quinta-feira, 12 de março de 2015

John McLaughlin & The One Truth Band - “Electric Dreams” (1979)



John McLaughlin,
este é único, é um matador.”
Miles Davis



Pessoal que acompanha meus textos andava reclamando que eu só falava de discos de música pop e deixava o jazz – em tese, minha especialidade – de lado. Hoje, resolvi resgatar um disco dos meus 19 tenros anos. Mas, pra começar, uma historinha. A década de 70 no jazz foi pródiga em manifestações das mais variadas. O selo ECM surgiu e floresceu, o jazz alemão se desenvolveu e o fusion tomou conta das paradas e das mentes do novo público que veio do rock querendo algo mais do que três acordes. A culpa toda é de Miles Davis que, em 1969, lançou os discos "In a Silent Way" e o seminal “Bitches Brew”. Em suas bandas, circulavam nomes que iriam montar seus próprios trabalhos durante a década. Entre eles, Chick Corea, com seu “Return to Forever”, Joe Zawinul e Wayne Shorter, com o Weather Report, e o guitarrista inglês John McLaughlin com a Mahavishnu Orchestra. À exceção de Zawinul, que fez dos teclados e do som elétrico a base de seus trabalhos, todos os outros mesclaram as sonoridades acústicas com as elétricas em suas criações.

No final dos anos 70, McLaughlin montou mais um de seus grupos, a One Truth Band, trazendo o violinista L.Shankar da Índia, o percussionista brasileiro Alyrio Lima e mais os americanos Stu Goldberg nos teclados, Fernando Saunders no baixo elétrico e Tony Smith na bateria. Com esta turma, gravou o disco “Electric Dreams”, com o qual excursionou pelo mundo e, por incrível que pareça aos mais jovens, esteve em Porto Alegre, no Gigantinho, dividindo o palco com Egberto Gismonti & Academia de Danças. Nesta ocasião, eu estava mergulhado totalmente no fusion e não perdi a oportunidade de ver este espetáculo. Além de mim, cinco mil testemunhas adoraram o que viram. Numa nota pessoal, em 2010, estive em Bremen, na Alemanha, para ver um festival de jazz, a convite do Instituto Goethe, e a abertura era feita por McLaughlin e seu grupo. No final, fui conversar com ele no backstage e o guitarrista acabou me confessando que foi “o pior som que jamais teve em um palco”. Que currículo, hein? Mas o que interessa é o disco “Electric Dreams”, de John McLaughlin & The One Truth Band.

A viagem inicia com “Guardian Angel”, praticamente uma vinheta de McLaughin no violão, Goldberg ao piano e Shankar no violino. Tão breve que dá vontade de ouvir novamente. Depois, vem “Miles Davis”, a homenagem de McLaughlin ao trompetista que havia lhe dado de presente uma das músicas de “Bitches Brew”. Uma faixa balançada com os teclados de Goldberg, a bateria de Smith e a percussão de Alyrio fazendo o pano de fundo para os arroubos virtuosísticos de Saunders e da guitarra de McLaughlin. Depois de uma improvisação coletiva ao estilo dos discos elétricos de MD, a música vira uma funkeira no clima dos trabalhos posteriores do trompetista. Isso que estávamos em 1979. McLaughlin já esteve prevendo o que viria na volta de Miles aos gramados.

“Electric Dreams, Electric Sighs” começa com a guitarra improvisando sob uma cama de teclados. O clima de balada se instala com o tema da canção, sob o qual Shankar faz seu solo, o tecladista usa o Fender Rhodes para as harmonias e o mini-moog para o solo e o guitarrista larga seu instrumento e faz uma tentativa no banjo, muito bem sucedida, aliás. Pena que ele não seguiu em frente com seus experimentos “banjísticos”. Depois, ele retoma a guitarra para encerrar a música.

A faixa que fecha o lado 1 do LP é a preferida da casa: “Desire and the Conforter”, que inicia com o triângulo de Alyrio junto ao Rhodes de Goldberg, aos quais se juntam os pratos de Smith e o solo de baixo elétrico fretless de Saunders. Aos quase dois minutos, a música dá uma guinada e a guitarra de McLaughlin e o violino de Shankar introduzem uma batida funkeada que dá segmento a um rodízio de solos do mini-moog de Goldberg, da guitarra do líder e do violino de Shankar. E quando todo mundo achava que a composição terminaria aí, uma levada jazzística de Smith surge quase do nada para carregar mais um solo de Mac com Alyrio pontuando com seus caxixis, chocalhos, guiros e outros bichos mais. Até a funkeira recomeçar para o final da música no qual o percussionista brasileiro vai regulando dizendo: “segura, rapaziada, segura, não deixa cair...”.

O Lado 2 abre com “Love and Understanding”, uma viagem mística de McLaughlin com o violão fazendo uma base para um lindo solo de violino. Aos poucos, os teclados tomam conta, juntamente com a guitarra. E aí, a surpresa: o baterista Tony Smith começa a cantar: “Love and Understanding / Understanding love”, seguido pelo baixista Saunders entoando: “Love is hard to stand it... You can hear the secret sound / to be found / so let’s see, let’s see, let’s see..”. Pura doideira cósmica, recheada com solos em uníssono de McLaughlin e Shankar. Até o clima místico voltar. E Smith e Saunders continuarem cantando que “o amor é compreensão”. Nem todo mundo concorda...

“Singing Earth” é mais uma vinheta, agora a cargo dos teclados de Goldberg. Quando prestamos a atenção, ela terminou. Mas a pauleira jazz-rock vem com força total com “The Dark Prince”, faixa que poderia estar nos dois primeiros discos da Mahavishnu Orchestra, “The Inner Mounting Flame” ou “Birds of Fire”, sem dúvida alguma. Depois da apresentação do tema, os solos tomam conta, com McLaughlin mostrando aquelas notas rapidíssimas, bem ao seu estilo. Na sequência, Stu Goldberg faz um solo de Fender Rhodes e depois de mini-moog. Quebradeira fusion pra ninguém botar defeito.

Pra fechar o disco, uma balada com andamento de valsa chamada “The Unknown Dissident”, que começa com os policiais do governo circulando e procurando o dissidente desconhecido. Logo, McLaughlin mostra a melodia na guitarra, seguido pelo convidado David Sanborn no sax alto, que passa a solar. Quando o guitarrista voltar a tocar, faz uma variação do tema principal. Assim como Sanborn, que reaparece dividindo o espaço dos solos com o líder. No final, os dois apresentam o tema. E os efeitos especiais retornam com uma porta sendo aberta, o dissidente sendo levado pelos guardas, ouvindo-se os passos até o tiro final.

Qualquer um que vier contestar, dizendo que este não é dos melhores discos de John McLaughlin, vou devolver a contestação. Esse é um dos meus discos favoritos, ponto final. Ninguém tem de gostar. Só eu. E eu gosto muito. Você também pode gostar.

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Uma nota da época: Alyrio, entendiado no quarto de hotel, foi dar um passeio no centro de Porto Alegre. Ao chegar na atual Esquina Democrática, deparou-se com a loja Scarpini, “o joalheiro da metrópole”, como dizia a propaganda. Não teve dúvidas: entrou e pediu para ver os diamantes. Os atendentes ficaram cabreiros e botaram o olho no rapaz. Este não pensou duas vezes e engoliu um dos diamantes. Vigiado, Alyrio foi denunciado e a polícia foi chamada para resolver o caso. Que teve sua solução na delegacia com um laxante... Para quem não acredita, a saudosa Folha da Tarde publicou esta história inclusive com foto do malfadado percussionista.
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FAIXAS:
1. Guardian Angels – 0:51
2. Miles Davis – 4:54
3. Electric Dreams, Electric Sighs – 6:57
4. Desire and the Comforter – 7:34
5. Love and Understanding – 6:36
6. Singing Earth (Stu Goldberg) – 0:37
7. The Dark Prince – 5:15
8. The Unknown Dissident – 6:16
Todas as composições de McLaughlin, exceto indicada

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OUÇA O DISCO:





quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

Dossiê ÁLBUNS FUNDAMENTAIS 2020

 


Corre pro abraçaço, Caetano!
Você tá na liderança.

Como de costume, todo início de ano, organizamos os dados, ordenamos as informações e conferimos como vai indo a contagem dos nossos  ÁLBUNS FUNDAMENTAIS, quem tem mais discos indicados, que país se destaca e tudo mais. Se 2020 não foi lá um grande ano, nós do Clyblog não podemos reclamar no que diz repsito a grandes discos que apareceram por aqui, ótimos textos e colaborações importantes. O mês do nosso aniversário por exemplo, agosto, teve um convidado para cada semana, destacando um disco diferente, fechando as comemorações com a primeira participação internacional no nosso blog, da escritora angolana Marta Santos, que nos apresentou o excelente disco de Elias Dya Kymuezu, "Elia", de 1969
A propósito de país estreante nos ÁLBUNS FUNDAMENTAIS, no ano que passou tivemos também a inclusão de belgas (Front 242) e russos (Sergei Prokofiev) na nossa seleta lista que, por sinal, continua com a inabalável liderança dos norte-americanos, seguidos por brasileiros e ingleses. 
Também não há mudanças nas décadas, em que os anos 70 continuam mandando no pedaço; nem no que diz respeito aos anos, onde o de 1986 continua na frente mesmo sem ter marcado nenhum disco nessa última temporada, embora haja alguma movimentação na segunda colocação.
A principal modificação que se dá é na ponta da lista de discos nacionais, onde, pela primeira vez em muito tempo, Jorge Ben é desbancado da primeira posição por Caetano Veloso. Jorge até tem o mesmo número de álbuns que o baiano, mas leva a desvantagem de um deles ser em parceria com Gil e todos os de Caetano, serem "solo". Sinto, muito, Babulina. São as regras.
Na lista internacional, a liderança continua nas mãos dos Beatles, mas temos novidade na vice-liderança onde Pink Floyd se junta a David Bowie, Kraftwerk e Rolling Stones no segundo degrau do pódio. Mas é bom a galera da frente começar a ficar esperta porque Wayne Shorter vem correndo por fora e se aproxima perigosamente.
Destaques, de um modo geral, para Milton Nascimento que, até este ano não tinha nenhum disco na nossa lista e que, de uma hora para outra já tem dois, embora ambos sejam de parcerias, e falando em parcerias, destaque também para John Cale, que com dois solos, uma parceria aqui, outra ali, também já chega a quatro discos indicados nos nossos ÁLBUNS FUNDAMENTAIS.

Dá uma olhada , então, na nossa atualização de discos pra fechar o ano de 2020:



PLACAR POR ARTISTA INTERNACIONAL (GERAL)

  • The Beatles: 6 álbuns
  • David Bowie, Kraftwerk, Rolling Sones e Pink Floyd: 5 álbuns cada
  • Miles Davis, Talking Heads, The Who, Smiths, Led Zeppelin, Wayne Shorter e John Cale*  **: 4 álbuns cada
  • Stevie Wonder, Cure, John Coltrane, Van Morrison, Sonic Youth, Kinks, Iron Maiden, Bob Dylan e Lou Reed**: 3 álbuns cada
  • Björk, The Beach Boys, Cocteau Twins, Cream, Deep Purple, The Doors, Echo and The Bunnymen, Elvis Presley, Elton John, Queen, Creedence Clarwater Revival, Herbie Hancock, Janis Joplin, Johnny Cash, Joy Division, Lee Morgan, Madonna, Massive Attack, Morrissey, Muddy Waters, Neil Young and The Crazy Horse, New Order, Nivana, Nine Inch Nails, PIL, Prince, Prodigy, Public Enemy, R.E.M., Ramones, Siouxsie and The Banshees, The Stooges, U2, Pixies, Dead Kennedy's, Velvet Underground, Metallica, Grant Green e Brian Eno* : todos com 2 álbuns
*contando com o álbum  Brian Eno e John Cale , ¨Wrong Way Out"
**contando com o álbum Lou Reed e John Cale,  "Songs for Drella"



PLACAR POR ARTISTA (NACIONAL)

  • Caetano Veloso: 5 álbuns
  • Jorge Ben: 5 álbuns *
  • Gilberto Gil*, Tim Maia e Chico Buarque: 4 álbuns
  • Gal Costa, Legião Urbana, Titãs e Engenheiros do Hawaii: 3 álbuns cada
  • Baden Powell**,, João Bosco, João Gilberto***, Lobão, Novos Baianos, Paralamas do Sucesso, Paulinho da Viola, Ratos de Porão, Sepultura e Milton Nascimento**** : todos com 2 álbuns 
*contando o álbum Gilberto Gil e Jorge Ben, "Gil e Jorge"
** contando o álbum Baden Powell e Vinícius de Moraes, "Afro-sambas"
*** contando o álbum Stan Getz e João Gilberto, "Getz/Gilberto" ****
contando com os álbuns Milton Nascimento e Criolo, "Existe Amor" e Milton Nascimento e Lô Borges, "Clube da Esquina"



PLACAR POR DÉCADA

  • anos 20: 2
  • anos 30: 3
  • anos 40: -
  • anos 50: 15
  • anos 60: 90
  • anos 70: 132
  • anos 80: 110
  • anos 90: 86
  • anos 2000: 13
  • anos 2010: 13
  • anos 2020: 1


*séc. XIX: 2
*séc. XVIII: 1


PLACAR POR ANO

  • 1986: 21 álbuns
  • 1985, 1969 e 1977: 17 álbuns
  • 1967, 1973 e 1976: 16 álbuns cada
  • 1968 e 1972: 15 álbuns cada
  • 1970, 1971, 1979 e 1991: 14 álbuns
  • 1975, e 1980: 13 álbuns
  • 1965 e 1992: 12 álbuns cada
  • 1964, 1987,1989 e 1994: 11 álbuns cada
  • 1966, 1978 e 1990: 10 álbuns cada



PLACAR POR NACIONALIDADE*

  • Estados Unidos: 171 obras de artistas*
  • Brasil: 131 obras
  • Inglaterra: 114 obras
  • Alemanha: 9 obras
  • Irlanda: 6 obras
  • Canadá: 4 obras
  • Escócia: 4 obras
  • México, Austrália, Jamaica, Islândia, País de Gales: 2 cada
  • País de Gales, Itália, Hungria, Suíça, França, Bélgica, Rússia, Angola e São Cristóvão e Névis: 1 cada

*artista oriundo daquele país
(em caso de parcerias de artistas de páises diferentes, conta um para cada)

quarta-feira, 3 de janeiro de 2024

Dossiê ÁLBUNS FUNDAMENTAIS 2023

 



Rita e Sakamoto nos deixaram esse ano
mas seus ÁLBUNS permanecem e serão sempre
FUNDAMENTAIS
Chegou a hora da nossa recapitulação anual dos discos que integram nossa ilustríssima lista de ÁLBUNS FUNDAMENTAIS e dos que chegaram, este ano, para se juntar a eles.

Foi o ano em que nosso blog soprou 15 velinhas e por isso, tivemos uma série de participações especiais que abrilhantaram ainda mais nossa seção e trouxeram algumas novidades para nossa lista de honra, como o ingresso do primeiro argentino na nossa seleção, Charly Garcia, lembrado na resenha do convidado Roberto Sulzbach. Já o convidado João Marcelo Heinz, não quis nem saber e, por conta dos 15 anos, tascou logo 15 álbuns de uma vez só, no Super-ÁLBUNS FUNDAMENTAIS de aniversário. Mas como cereja do bolo dos nossos 15 anos, tivemos a participação especialíssima do incrível André Abujamra, músico, ator, produtor, multi-instrumentista, que nos deu a honra de uma resenha sua sobre um álbum não menos especial, "Simple Pleasures", de Bobby McFerrin.

Esse aniversário foi demais, hein!

Na nossa contagem, entre os países, os Estados Unidos continuam folgados à frente, enquanto na segunda posição, os brasileiros mantém boa distância dos ingleses; entre os artistas, a ordem das coisas se reestabelece e os dois nomes mais influentes da música mundial voltam a ocupar as primeiras posições: Beatles e Kraftwerk, lá na frente, respectivamente. Enquanto isso, no Brasil, os baianos Caetano e Gil, seguem firmes na primeira e segunda colocação, mesmo com Chico tendo marcado mais um numa tabelinha mística com o grande Edu Lobo. Entre os anos que mais nos proporcionaram grandes obras, o ano de 1986 continua à frente, embora os anos 70 permaneçam inabaláveis em sua liderança entre as décadas.

No ano em que perdemos o Ryuichi Sakamoto e Rita Lee, não podiam faltar mais discos deles na nossa lista e a rainha do rock brasuca, não deixou por menos e mandou logo dois. Se temos perdas, por outro lado, celebramos a vida e a genialidade de grandes nomes como Jards Macalé que completou 80 anos e, por sinal, colocou mais um disco entre os nossos grandes. E falando em datas, se "Let's Get It On", de Marvin Gaye entra na nossa listagem ostentando seus marcantes 50 anos de lançamento, o estreante Xande de Pilares, coloca um disco entre os fundamentais logo no seu ano de lançamento. Pode isso? Claro que pode! Discos não tem data, música não tem idade, artistas não morrem... É por isso que nos entregam álbuns que são verdadeiramente fundamentais.
Vamos ver, então, como foram as coisas, em números, em 2023, o ano dos 15 anos do clyblog:


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PLACAR POR ARTISTA (INTERNACIONAL)

  • The Beatles: 7 álbuns
  • Kraftwerk: 6 álbuns
  • David Bowie, Rolling Sones, Pink Floyd, Miles Davis, John Coltrane, John Cale*  **, e Wayne Shorter***: 5 álbuns cada
  • Talking Heads, The Who, Smiths, Led Zeppelin, Bob Dylan e Lee Morgan: 4 álbuns cada
  • Stevie Wonder, Cure, Van Morrison, R.E.M., Sonic Youth, Kinks, Iron Maiden , U2, Philip Glass, Lou Reed**, e Herbie Hancock***: 3 álbuns cada
  • Björk, Beach Boys, Cocteau Twins, Cream, Deep Purple, The Doors, Echo and The Bunnymen, Elvis Presley, Elton John, Queen, Creedence Clarwater Revival, Janis Joplin, Johnny Cash, Joy Division, Madonna, Massive Attack, Morrissey, Muddy Waters, Neil Young and The Crazy Horse, New Order, Nivana, Nine Inch Nails, PIL, Prince, Prodigy, Public Enemy, Ramones, Siouxsie and The Banshees, The Stooges, Pixies, Dead Kennedy's, Velvet Underground, Metallica, Dexter Gordon, Philip Glass, PJ Harvey, Rage Against Machine, Body Count, Suzanne Vega, Beastie Boys, Ride, Faith No More, McCoy Tyner, Vince Guaraldi, Grant Green, Santana, Ryuichi Sakamoto, Marvin Gaye e Brian Eno* : todos com 2 álbuns
*contando com o álbum  Brian Eno e John Cale , ¨Wrong Way Out"

**contando com o álbum Lou Reed e John Cale,  "Songs for Drella"

*** contando o álbum "Five Star', do V.S.O.P.



PLACAR POR ARTISTA (NACIONAL)

  • Caetano Veloso: 7 álbuns*
  • Gilberto Gil: * **: 6 álbuns
  • Jorge Ben e Chico Buarque ++: 5 álbuns **
  • Tim Maia, Rita Lee, Legião Urbana, Chico Buarque,  e João Gilberto*  ****, e Milton Nascimento*****: 4 álbuns
  • Gal Costa, Titãs, Paulinho da Viola, Engenheiros do Hawaii e Tom Jobim +: 3 álbuns cada
  • João Bosco, Lobão, João Donato, Emílio Santiago, Jards Macalé, Elis Regina, Edu Lobo+, Novos Baianos, Paralamas do Sucesso, Ratos de Porão, Roberto Carlos, Sepultura e Baden Powell*** : todos com 2 álbuns 


*contando com o álbum "Brasil", com João Gilberto, Maria Bethânia e Gilberto Gil

**contando o álbum Gilberto Gil e Jorge Ben, "Gil e Jorge"

*** contando o álbum Baden Powell e Vinícius de Moraes, "Afro-sambas"

**** contando o álbum Stan Getz e João Gilberto, "Getz/Gilberto"

***** contando com os álbuns Milton Nascimento e Criolo, "Existe Amor" e Milton Nascimento e Lô Borges, "Clube da Esquina"

+ contando com o álbum "Edu & Tom/ Tom & Edu"

++ contando com o álbum "O Grande Circo Místico"



PLACAR POR DÉCADA

  • anos 20: 2
  • anos 30: 3
  • anos 40: -
  • anos 50: 121
  • anos 60: 100
  • anos 70: 160
  • anos 80: 139
  • anos 90: 102
  • anos 2000: 18
  • anos 2010: 16
  • anos 2020: 3


*séc. XIX: 2
*séc. XVIII: 1


PLACAR POR ANO

  • 1986: 24 álbuns
  • 1977 e 1972: 20 álbuns
  • 1969 e 1976: 19 álbuns
  • 1970: 18 álbuns
  • 1968, 1971, 1973, 1979, 1985 e 1992: 17 álbuns
  • 1967, 1971 e 1975: 16 álbuns cada
  • 1980, 1983 e 1991: 15 álbuns cada
  • 1965 e 1988: 14 álbuns
  • 1987, 1989 e 1994: 13 álbuns
  • 1990: 12 álbuns
  • 1964, 1966, 1978: 11 álbuns cada



PLACAR POR NACIONALIDADE*

  • Estados Unidos: 211 obras de artistas*
  • Brasil: 159 obras
  • Inglaterra: 126 obras
  • Alemanha: 11 obras
  • Irlanda: 7 obras
  • Canadá: 5 obras
  • Escócia: 4 obras
  • Islândia, País de Gales, Jamaica, México: 3 obras
  • Austrália e Japão: 2 cada
  • Itália, Hungria, Suíça, França, Bélgica, Rússia, Angola, Nigéria, Argentina e São Cristóvão e Névis: 1 cada

*artista oriundo daquele país
(em caso de parcerias de artistas de países diferentes, conta um para cada)