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domingo, 19 de julho de 2026

"Todos Já Sabem", de Asghar Farhadi (2018)


Talvez nem todos saibam, mas o filme “Todos Já Sabem” já foi motivo de resenha no Clyblog, em 2019, pelas mãos do nosso colaborador Vagner Rodrigues. Na ocasião, Vagner apontou as qualidades desse trhiller misterioso, cuja composição é distinta e certeira: o talento do elenco (os espanhóis Penélope Cruz e Javier Bardem mais o argentino Ricardo Darín), a competência do diretor (o iraniano Asghar Farhadi) e a história envolvente. Mas é exatamente essa junção exitosa que nos motiva a, novamente, falarmos do filme no blog. Afinal, hoje tem final da Copa do Mundo inédita entre Espanha e Argentina, e um filme que reúne “em campo” justamente esses dois países – e de forma tão certeira – merece, sim, ser revisitado diante da atual ocasião.

O roteiro do filme, se não todos, muitos já sabem, haja vista que a produção é de 8 anos atrás. Por isso, relembremos: “Todos...” conta a história de Laura (Penélope), que retorna à Espanha natal para acompanhar a cerimônia de casamento de sua irmã. Por motivos de trabalho, o marido argentino (Darín) não pode ir com ela. Chegando no local, Laura reencontra o ex-namorado, Paco (Bardem), que não via há muitos anos. Durante a festa, uma tragédia acontece. Toda a família precisa se unir diante de um possível crime de grandes proporções, enquanto se questionam se o culpado não está entre eles. Na busca por uma solução, segredos e mentiras são revelados sobre o passado de cada um.

Afora trazer na mesma produção Argentina e Espanha, “Todos...” nos apresenta semelhanças cinematográficas que também unem esses dois países. A história faz bem lembrar a ótima fase recente do cinema argentino, que produziu vários thrillers empolgantes como “O Segredo dos Seus Olhos”, “Vermelho Sol” e "Kóblic", além de jogar luzes sobre Darín, um dos melhores atores deste século. Igualmente, o filme faz remontar o clássico cinema espanhol, como o fantástico de Victor Erice e as tramas de suspense psicológico de obras como “Dispara!” e “O Sétimo Dia”, estes dois últimos do saudoso Carlos Saura - que, aliás, já havia feito a ponte entre seu país natal e o sul-americano nos documentários "Tango", de 1998, e "Argentina", de 2015. Colabora para este resultado a direção de Farhadi, representante de uma escola cinematográfica tão importante do novo cinema mundial como a do Irã. 

Espanha e Argentina em campo, só que no cinema, por meio dos astros
Penélope Cruz, Ricardo Darín e Javier Bardem

Igualmente, “Todos...” também aproxima os países finalistas da Copa por um motivo até então inédito na competição: será apenas a segunda vez em quase 100 anos que os dois principais times falam o mesmo idioma! Já teve de tudo em termos idiomáticos em Copas: português com italiano, espanhol com holandês, francês com croata, alemão com húngaro, italiano com checo... mas espanhol com espanhol só lá na primeira edição, em 1930, quando Argentina e Uruguai se enfrentaram. Geopoliticamente falando, é a primeira vez que, a rigor, um país colonizador enfrenta um colonizado por ele mesmo, relação esta que remonta a mais de 500 anos!

História à parte, será um grande jogo e que reescreverá, sim, um novo capítulo histórico, Em campo, o próprio estilo de jogo de cada equipe é parecido, valorizando a bola e contando com a força do coletivo. No cinema, arte essencialmente coletiva, essa química entre espanhóis e argentinos já deu muito certo, a se ver por outros títulos hispano-argentinos como o já citado "O Segredo...", "Um Conto Chinês" e “Truman”, todos, aliás, também com Darín. O suspense de Farhadi mostra bem isso, pois cada um dos países, Espanha e Argentina, são escolas craques nas quatro linhas que formam a câmera. Isso “todos los saben”, Agora, falta saber qual escola, mas a do futebol, se saíra melhor nas quatro linhas do gramado.

trailer de "Todos Já Sabem"


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"Todos Já Sabem"
Título Original: "Todos lo Saben"
Direção: Asghar Farhadi
Gênero: Thriller, Suspense
Elenco: Penélope Cruz, Javier Bardem, Ricardo Darín
Duração: 2h13min
Ano: 2018
País: Espanha, França, Itália, Argentina
Onde assistir: Prime Vídeo, Apple TV, Google Play Filmes

⚽⚽⚽⚽⚽⚽⚽⚽⚽


Daniel Rodrigues

sábado, 9 de agosto de 2025

"F1, O Filme", de Joseph Kosinski (2025)

INDICAÇÕES
MELHOR FILME
MELHOR DESENHO DE SOM
MELHOR EDIÇÃO
MELHOR EFEITOS VISUAIS
 

Vejo Fórmula 1 desde 1981, desde o primeiro título de Nelson Piquet. Fiquei fã do esporte, vibrei com os brasileiros, com o bi de Piquet, a maestria de Senna, reconheci a grandeza de rivais como Prost, Lauda, Mansell, admirei Schumacher e segui interessado até o início dos anos 2000. Me afastei na primeira década do século XXI por conta do nascimento da minha filha que fez com que eu tivesse que dedicar as atenções do domingo de manhã ao carrinho de bebê e não a carrinhos correndo na TV, mas muito também pela monotonia que a disparidade que equipes dominantes determinavam às demais naquele momento. Curiosamente, as duas razões que me afastaram da Fórmula 1, acabaram me reaproximando dela: minha filha, agora crescida, assim que se fez gente se interessou pelo esporte fazendo com que eu voltasse a acompanhar com ela, e a FIA, percebendo que cada vez mais perdia público e interesse geral, tomou suas providências de modo a aumentar a competitividade, reconquistar a audiência e atrair novamente a atenção mundial.
Dentro das pistas, providências técnicas, recursos para gerar mais disputas e ultrapassagens, pilotos jovens, regras de conduta mais rígidas, mais segurança, fora dela uma identificação maior com a nova geração, interação nas redes sociais, visual videogame nas transmissões de TV, gráficos variados na tela, câmeras on-board, abertura de novos mercados e ampliação do número de provas... A Fórmula 1 conseguira ficar legal de novo.
Novas frentes como a Internet estavam sendo bem explorados com hashtags, interatividade, publicidade, mas ainda havia horizontes a desbravar e o cinema era um deles. Em uma época de efeitos visuais avançados, recursos sonoros impressionantes, por que não produzir um filme e levar toda a emoção e velocidade para as telonas? Foi o que a organização da liga de automobilismo, alguns líderes de equipes e alguns pilotos com visão de investidor fizeram: botaram uma grana, juntaram patrocinadores, chamaram um bom time técnico pra executar o projeto e botaram um grande astro como protagonista. E eis que temos "F1, O Filme"!
Clima quente dentro dos boxes.
Clichê, a velha receita de bolo de Hollywood, nada muito for do convencional, mas MUITO LEGAL! As cenas de corrida são emocionantes, eletrizantes, apoteóticas. A boa condução de uma trama simples faz com que a gente se envolva e acabe torcendo como se estivesse assistindo a corridas de verdade. E, além disso, o fato de transpor para a tela o verdadeiro universo da categoria, com os circuitos onde realmente ocorrem as provas como Spa, Silverstone, Monza, as equipes que conhecemos (Ferrari, Mercedes, Red Bull) e a inserção dos próprios pilotos de verdade na história, inclusive com a participação de alguns deles como Verstappen e Hamilton contracenando com os atores, cria toda uma identificação com o filme e torna a experiência muito mais envolvente.
Muito bem realizado tecnicamente, "F1" traz o universo da grana, interesses, contratos, os bastidores, a tecnologia, a 'dança das cadeiras' de pilotos, o paddock, numa história onde um piloto aposentado, Sonny Hayes, é chamado de volta à ativa por um antigo colega de pista, Ruben Cervantes (Javier Barden), agora executivo de uma equipe, para tentar atingir metas contratuais e fazer ao menos alguns pontinhos com um carro bastante limitado de modo a garantir sua manutenção acionária. O veterano, Sonny, interpretado por Brad Pitt, se depara na equipe com um novato talentoso, Noha Pierce, que bate de frente com ele por conta de sua vaidade e imaturidade. Conflitos e insucessos se tornam inevitáveis dentro da escudeira enquanto a engenheira Kate tenta desenvolver o carro ao longo das provas e o final da temporada se aproxima, com o tempo se escoando para que se atinja minimamente os objetivos dos donos da equipe.
O desenvolvimento do acerto do carro, os resultados obtidos pela equipe em pouco tempo, alguns procedimentos de corrida como decisões da direção de prova, e a redenção final (não estou dando spoiler), são alguns pontos um pouco contestáveis do filme no que toque à verossimilhança, mas ok..., é cinema, vamos relaxar um pouco, né? E, de mais a mais, quer esporte mais cinematográfico que esse? Carros batendo na última volta e a vitória ficando para outro, a glória de um veterano que nunca marcara um ponto subindo ao pódio pela primeira vez, acidentes espetaculares, piloto resgatado de um carro em chamas... Não, não estou falando do filme. Tudo isso já aconteceu de verdade. Pois é...
Fórmula 1 é ABSOLUTE CINEMA!


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"F1, O filme"
Título Original: "F1, The Movie"
Direção: Joseph Kosinski
Gênero: Ação/Drama/Esportes
Elenco: Brad Pitt, Damson Idris, Kerry Condom, Javier Bardem
Duração: 156 min
Ano: 2025
País: Estados Unidos
Onde assistir: Nos cinemas


🎬🎬🎬🎬🎬🎬🎬🎬🎬🎬🎬🎬🎬


por Cly Reis

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2022

Oscar 2022 - Os Indicados


"Ataque dos Cães" e "Duna" vislumbrando o Oscar no horizonte.

Depois de muita especulação acerca de quem já ganhara Globo de Ouro, BAFTA e outros prêmios indicativos, saiu a tão esperada lista do Oscar que, a bem da verdade, confirmou a maioria das expectativas. "Ataque dos Cães", de Jane Campion, como era esperado, por suas inúmeras qualidades, leva um monte de indicações, "Duna" se impõe nos prêmios técnicos, embora também figure em outras categorias, a encantadora animação da Disney, "Encanto" disputa o prêmio em sua categoria, tem tema de James Bond disputando para trilha original, e "Belfast" e "Amor Sublime Amor" pintam como aqueles que podem roubar a cena. 

No mais, uma certa surpresa pela não indicação de Lady Gaga a melhor atriz, da mesma forma que surpreende um pouco a indicação de Kirsten Stewart, ignorada em outras premiações. Havia uma expectativa sobre como a Academia lidaria com o badalado e discutido "Não Olhe Para Cima" e, felizmente ele não foi ignorado, sendo nomeado para quatro prêmios, inclusive o de melhor filme e também para aquele que é seu maior mérito, o roteiro. Destaque também para a animação dinamarquesa "Flee" que disputa em três categorias, sendo elas, curiosamente, animação, filme estrangeiro e documentário, coisas aparentemente um tanto distantes uma da outra.

Como hoje em dia, com o streaming e as coisas chegando muito mais rápido às nossas casa, está mais fácil de ver os concorrentes, o negócio agora é preparar a pipoca, zapear os canais de filmes e aplicativos e começar a maratona de filmes. 

O Oscar é logo ali. A cerimônia está marcada para o dia 27 de março.


Confira, abaixo, todos os indicados em todas as categorias:


  • Melhor filme

"Belfast"

"Não olhe para cima"

"Duna"

"Licorice pizza"

"Ataque dos cães"

"No ritmo do coração"

"Drive my car"

"King Richard: criando campeãs"

"O beco do pesadelo"

"Amor, sublime amor"


  • Melhor direção

Kenneth Branagh - "Belfast"

Ryusuke Hamaguchi - "Drive my car"

Jane Campion - "Ataque dos cães"

Steven Spielberg - "Amor, sublime amor"

Paul Thomas Anderson - "Licorice Pizza"


  • Melhor atriz

Jessica Chastain - "Os olhos de Tammy Faye"

Olivia Colman - "A filha perdida"

Penélope Cruz - "Mães paralelas"

Nicole Kidman - "Apresentando os Ricardos"

Kirsten Stewart - "Spencer"


  • Melhor ator

Javier Bardem - "Apresentando os Ricardos"

Benedict Cumberbatch - "Ataque dos cães"

Andrew Garfield - "Tick, tick... Boom!"

Will Smith - "King Richard: criando campeãs"

Denzel Washington - "A tragédia de Macbeth"


  • Melhor atriz coadjuvante

Jessie Buckley - "A filha perdida"

Ariana DeBose - "Amor, sublime amor"

Judi Dench - "Belfast"

Kirsten Dunst - "Ataque dos cães"

Aunjanue Ellis - "King Richard: criando campeãs"


  • Melhor ator coadjuvante

Ciarán Hinds - "Belfast"

Troy Kotsur - "No ritmo do coração"

Jesse Plemons - "Ataque dos cães"

J.K. Simmons - "Apresentando os Ricardos"

Kodi Smit-McPhee - "Ataque dos cães"


  • Melhor filme internacional

"Drive my car" - Japão

"Flee" - Dinamarca

"A Mão de Deus" - Itália

"A Felicidade das Pequenas Coisas" - Butão

"A Pior Pessoa do Mundo" - Noruega


  • Melhor roteiro adaptado

"No ritmo do coração"

"Drive my car"

"Duna"

"A filha perdida"

"Ataque dos cães"


  • Melhor roteiro original

"Belfast"

"Não olhe para cima"

"King Richard: criando campeãs"

"Licorice pizza"

"A pior pessoa do mundo"


  • Melhor figurino

"Cruella"

"Cyrano"

"Duna"

"O beco do pesadelo"

"Amor, sublime amor"


  • Melhor trilha sonora

"Não olhe para cima"

"Duna"

"Encanto"

"Mães paralelas"

"Ataque dos cães"


  • Melhor animação

"Encanto"

"Flee"

"Luca"

""A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas"

"Raya e o último dragão"


  • Melhor curta de animação

"Affairs of the art"

"Bestia"

"Boxballet"

"A Sabiá Sabiazinha"

"The windshield wiper"


  • Melhor curta-metragem em live action

"Ala kachuu - Take and run"

"The long goodbye"

"The dress"

"On my mind"

"Please hold"


  • Melhor documentário

"Acension"

"Attica"

"Flee"

""Summer of Soul (...ou Quando A Revolução Não Pôde Ser Televisionada)"

"Writing with fire"


  • Melhor documentário de curta-metragem

"Audible"

"The queen of basketball"

"Lead me home"

"Três canções para Benazir"

"When we were bullies"


  • Melhor som

"Belfast"

"Duna"

"Sem tempo para morrer"

"Ataque dos cães"

"Amor, sublime amor"


  • Melhor Canção original

"Be Alive" - "King Richard: criando campeãs"

"Dos Oruguitas" - "Encanto"

"Down To Joy" - "Belfast"

"No time to die" - "Sem tempo para morrer"

"Somehow you do" -"Four good days"


  • Melhor Maquiagem e cabelo

"Um Príncipe em Nova York 2"

"Cruella"

"Duna"

"Os olhos de Tammy Faye"

"Casa Gucci"


  • Melhores Efeitos visuais

"Duna"

"Free guy"

"Sem tempo para morrer"

"Shang-Chi e a lenda dos dez anéis"

"Homem-Aranha: Sem volta para casa"


  • Melhor fotografia

"Duna"

"Ataque dos cães"

"Beco do pesadelo"

"A tragédia de Macbeth"

"Amor, sublime amor"


  • Melhor edição

"Não olhe para cima"

"Duna

"King Richard: criando campeãs"

"Ataque dos cães"

"Tick, tick... boom!"


  • Melhor design de produção

"Duna"

"Ataque dos cães"

"O beco do pesadelo"

"A tragédia de Macbeth"

"Amor, sublime amor"


C.R.


segunda-feira, 10 de janeiro de 2022

Globo de Ouro 2022 - Os Vencedores


Saíram os vencedores do Globo de Ouro, um dos principais prêmios de cinema e televisão dos Estados Unidos, que sempre é um bom termômetro em relação aos possíveis indicados e favoritos para o Oscar, a principal premiação do cinema norte-americano e, possivelmente, a mais conhecida e conceituada no mundo, que acontecerá em março.

No Globo de Ouro que esse ano foi meio secreto, sem transmissão por TV, o grande destaque ficou por conta do bom "Ataque dos Cães", da diretora Jane Campion, que vem impressionando por onde passa, e que levou prêmios de direção, filme de drama, roteiro e ator coadjuvante, para o jovem Kodi Smit-McPhee. Já o badalado "Não Olhe Para Cima", que concorria em quatro categorias, não levou nenhum, perdendo, inclusive na de melhor filme de comédia, para o musical "Amor, Sublime Amor", de Steven Spielberg. Mas não é de se surpreender. Vamos ver se o filme, de necessária reflexão, terá melhor sorte no Oscar que, por seu turno, vem desenvolvendo conceitos um pouco mais abrangentes nos últimos anos.

Confira a baixo a lista dos vencedores:


Benedict Cumberbatch em "Ataque dos Cães".


CINEMA:

  • Melhor filme – drama

‘Belfast’

‘No Ritmo do Coração’

‘Duna’

‘King Richard: Criando Campeãs’

Ataque dos Cães’


  • Melhor diretor – Filme

Kenneth Branagh (‘Belfast’)

Jane Campion (‘Ataque dos Cães’)

Maggie Gyllenhaal (‘A Filha Perdida’)

Steven Spielberg (‘Amor, Sublime Amor’) 

Denis Villeneuve (‘Duna’) 


  • Melhor atriz em filme – drama

Jessica Chastain (‘The Eyes of Tammy Faye’)

Olivia Colman (‘A Filha Perdida’)

Nicole Kidman (‘Apresentando os Ricardos’)

Lady Gaga (‘Casa Gucci’)

Kristen Stewart (‘Spencer’)


  • Melhor ator em filme – drama

Mahershala Ali (‘Swan Song’)

Javier Bardem (‘Apresentando os Ricardos’)

Benedict Cumberbatch (‘Ataque dos Cães’)

Will Smith (‘King Richard: Criando Campeãs’)

Denzel Washington (‘The Tragedy of Macbeth’) 


  • Melhor filme – musical ou comédia

‘Cyrano’

‘Não Olhe Para Cima’

‘Licorice Pizza’

‘Tick, Tick … Boom!’

‘Amor, Sublime Amor’


  • Melhor atriz em filme – musical ou comédia

Marion Cotillard (‘Annette’)

Alana Haim (‘Licorice Pizza’)

Jennifer Lawrence (‘Não Olhe Para Cima’)

Emma Stone (‘Cruella’)

Rachel Zegler (‘Amor, Sublime Amor’) 


  • Melhor ator em filme – musical ou comédia

Leonardo DiCaprio (‘Não Olhe Para Cima’)

Peter Dinklage (‘Cyrano’)

Andrew Garfield (‘Tick, Tick … Boom!’)

Cooper Hoffman (‘Licorice Pizza’)

Anthony Ramos (‘Em um Bairro de Nova York’)


  • Melhor ator coadjuvante em qualquer gênero

Ben Affleck (‘Lar Doce Lar’)

Jamie Dornan (‘Belfast’)

Ciarán Hinds (‘Belfast’) 

Troy Kotsur (‘No Ritmo do Coração’)

Kodi Smit-McPhee (‘Ataque dos Cães’) 


  • Melhor atriz coadjuvante em qualquer gênero

Caitríona Balfe (‘Belfast’)

Ariana DeBose (‘Amor, Sublime Amor’)

Kirsten Dunst (‘Ataque dos Cães’)

Aunjanue Ellis (‘King Richard: Criando Campeãs’)

Ruth Negga (‘Identidade’)


  • Melhor roteiro – filme

‘Licorice Pizza’

‘Belfast’

‘Ataque dos Cães’

‘Não Olhe Para Cima’

‘Apresentando os Ricardos’


  • Melhor filme – animação

‘Encanto’

‘Flee’

‘Luca’

‘My Sunny Maad’

‘Raya e o Último Dragão’


  • Melhor trilha sonora original

‘A Crônica Francesa’

‘Encanto’

‘Ataque dos Cães’

‘Madres Paralelas’

‘Duna’


  • Melhor filme em língua estrangeira

‘Compartment No. 6’

‘Drive My Car’

‘A Mão de Deus’

‘A Hero’

‘Madres Paralelas’


  • Melhor canção original – Filme

‘Be Alive’ (‘King Richard: Criando Campeãs’)

‘Dos Orugitas’ (‘Encanto’)

‘Down to Joy’ (‘Belfast’)

‘Here I Am (Singing My Way Home)’ (‘Respect’)

‘No Time to Die’ (‘007: Sem Tempo para Morrer’)


TELEVISÃO:

  • Melhor série de comédia ou musical

‘The Great’

‘Hacks’

‘Only Murders in the Building’

‘Reservation Dogs’

‘Ted Lasso’


  • Melhor atriz em série de comédia ou musical

Hannah Einbinder (‘Hacks’)

Elle Fanning (‘The Great’)

Issa Rae (‘Insecure’)

Tracee Ellis Ross (‘Black-ish’)

Jean Smart (‘Hacks’)


  • Melhor ator em série de comédia ou musical

Anthony Anderson (‘Black-ish’)

Nicholas Hoult (‘The Great’)

Steve Martin (‘Only Murders in the Building’)

Martin Short (‘Only Murders in the Building’)

Jason Sudeikis (‘Ted Lasso’)


  • Melhor minissérie ou filme para TV

‘Dopesick’

‘Impeachment: American Crime Story’

‘Maid’

‘Mare of Easttown’

‘The Underground Railroad’


  • Melhor atriz em minissérie ou filme para TV

Jessica Chastain (‘Scenes From a Marriage’)

Cynthia Erivo (‘Genius: Aretha’)

Elizabeth Olsen (‘WandaVision’)

Margaret Qualley (‘Maid’)

Kate Winslet (‘Mare of Easttown’)


  • Melhor ator em minissérie ou filme para TV

Paul Bettany (‘WandaVision’)

Oscar Isaac (‘Scenes From a Marriage’)

Michael Keaton (‘Dopesick’)

Ewan McGregor (‘Halston’)

Tahar Rahim (‘The Serpent’)


  • Melhor atriz coadjuvante em série, minissérie ou filme

Jennifer Coolidge (‘White Lotus’)

Kaitlyn Dever (‘Dopesick’)

Andie MacDowell (‘Maid’)

Sarah Snook (‘Succession’)

Hannah Waddingham (‘Ted Lasso’)


  • Melhor ator coadjuvante em série, minissérie ou filme

Billy Crudup (‘The Morning Show’)

Kieran Culkin (‘Succession’)

Mark Duplass (‘The Morning Show’)

Brett Goldstein (‘Ted Lasso’)

Oh Yeong-su (‘Round 6’)


  • Melhor ator em série de drama

Brian Cox (‘Succession’)

Lee Jung-jae (‘Round 6’)

Billy Porter (‘Pose’)

Jeremy Strong (‘Succession’)

Omar Sy (‘Lupin’)


  • Melhor atriz em série de drama

Uzo Aduba (‘In Treatment’)

Jennifer Aniston (‘The Morning Show’)

Christine Baranski (‘The Good Fight’)

Elisabeth Moss (‘The Handmaid’s Tale’)

Mj Rodriguez (‘Pose’)


  • Melhor série de drama

‘Lupin’

‘The Morning Show’

‘Pose’

‘Round 6’

‘Succession’



C.R.

quarta-feira, 21 de agosto de 2019

"Todos Já Sabem", de Asghar Farhadi (2018)



O encontro de um ótimo diretor com um ótimo elenco só poderia render um espetacular filme, com uma história que nos prende até o último segundo, como uma festa que a gente não quer ir embora.
Quando sua irmã se casa, Laura (Penélope Cruz) retorna à Espanha natal para acompanhar a cerimônia mas por motivos de trabalho, o marido argentino (Ricardo Darín) não pode acompanhá-la. Chegando no local, Laura reencontra o ex-namorado, Paco (Javier Barden), que não via há muitos anos. Durante a festa de casamento, uma tragédia acontece. Toda a família precisa se unir diante de um possível crime de grandes proporções enquanto se questionam se o culpado não está entre eles. Na busca por uma solução, segredos e mentiras são revelados sobre o passado de cada um.
É um roteiro muito bem construído e amarrado. Alguns podem achar que ele enrole demais, perca um certo tempo, especialmente no segundo ato, nos momentos de dramas e inúmeras cenas de diálogos. mas acredito que essa paciência, essa ausência de pressa, tenha sido uma forma que o diretor encontrou para nos colocar mais próximos e íntimos dos personagens.
As atuações estão nos detalhes, no choro, numa troca de olhares, nos diálogos, em pequenas frases. Penélope Cruz, Ricardo Darín e Javier Bardem mantém seus níveis altos de atuação, contudo, o que brilha mesmo é o roteiro. O longa consegue ir de um início divertido, leve e alegre para um drama pesado, de fotografia escura, em um apagar e acender de luzes. O diretor Ashgar Fahradi soube com maestria criar um clima de suspense, tensão e mistério e um ótimo exemplo disso é o momento em que descobrimos o sequestro, no pagamento do resgate. Você sente que tudo pode acontecer.
 As vantagens de se viver numa cidadezinha tranquila já sabemos, mas e as desvantagens? As fofocas, a falta de privacidade, todo mundo sabendo a vida de todo mundo, a dificuldade de se guardar segredos são, assim como brigas por terras, fantasmas do passados, amores mal resolvidos, e patriarcalismo, são elementos presentes no instigante “Todos já sabem”. O filme consegue abraçar todos estes itens e ainda contar uma história intrigante, com uma narrativa fluida que, mesmo após seu término, nos deixa inquietos, pensado no que será daquela família e daquela cidade depois de toda essa história.
Do drama profundo, da dor...

...à festa e alegria, e mais festa.




por Vagner Rodrigues

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

"Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)", de Alejandro Ganzáles Iñárritu (2014)




Todos os filmes de Alejandro Gonzáles Iñárritu sempre foram perturbadores. De “Amores Brutos” (2000) até “Babel” (2006), ele fazia uma espécie de fé absoluta no hiper-realismo, no qual qualquer acontecimento fortuito no mundo pode trazer consequências imprevisíveis na vida do ser humano. Como o acidente de “Amores Brutos” ou o tiro de “Babel”, para Iñarritu, o simples voo de uma borboleta poderia causar um tsumani. A partir de “Biutiful” (2010), o sobrenatural começou a fazer parte do cinema do diretor mexicano. Nele, o personagem de Javier Bardem, Uxbal, consegue falar com os mortos. Após descobrir que está com câncer terminal, este contato passa a ser cada vez mais surreal. Mas “Biutiful” foi uma espécie de introdução a este mundo de fantasia. Seu filme mais recente, “Birdman” é o exemplo mais radical que Iñárritu conseguiu para este mergulho num mundo interior e de como ele se manifesta na vida real. Riggan Thomson (Michael Keaton, sensacional)é um ator atormentado (com o perdão do trocadilho) por um personagem das histórias-em-quadrinhos que interpretou em três filmes de sua carreira, o famoso Birdman.
Edward Norton e Naomi Watts, ambos em 
atuações destacadas
O filme começa com Riggan levitando em seu camarim antes de se envolver com toda a produção de uma peça de teatro na Broadway baseada nos contos do grande escritor minimalista americano Raymond Carver, “What We Talk About When We Talk About Love”.A partir daí, passamos 199 minutos oscilando entre o sonho, a realidade e a consciência de Riggan, manifestada na voz do seu personagem Birdman. Iñárritu nos leva nesta jornada por estes três estados da vida humana sem nos dar nenhuma folga ou pista de onde estamos. Com a câmera flutuante de Emmanuel Lubezki, o diretor brinca de “Pacto Sinistro”, de Alfred Hitchcock, nos dando a impressão de que estamos vendo um plano-sequência do começo ao fim. Nisso, a montagem de Stephem Mirrione e Douglas Crise é exemplar. Esta viagem pelo mundo de um astro decadente do cinema que tenta conseguir validação no mundo teatral é apenas um dos vários plots que Iñárritu cria em seu roteiro, dividido com outros três companheiros. A velha questão das diferenças de “cultura alta” e “cultura baixa” que Umberto Eco e Edgar Morin já analisaram lá nos anos 60 também está lá. Ele atualiza a discussão, usando o fascínio que Hollywood tem apresentado pelos super-heróis, o poder da crítica sobre o fato cultural, as relações de poder entre pai e filha e ator principal e coadjuvantes. Para tanto, ele conta com as atuações acima da média de Emma Stone, Edward Norton, Zack Gallifianakis, Naomi Watts e Andrea Riseborough. O grande destaque, porém, é mesmo Keaton, o ator perfeito para interpretar Riggan, especialmente depois de ter “desaparecido” dos blockbusters, após as experiências com os dois primeiros Batmans de Tim Burton. Muita gente tem reclamado do astral onírico de “Birdman”, pois não há diferenciação do que é real ou fantasia. O público médio parece ter a necessidade de que tudo seja muito bem explicadinho. Por isso, talvez, “Birdman” não tenha entrado numa espécie de inconsciente coletivo da mesma maneira que “Boyhood”, por exemplo, onde a realidade é mais do que explícita. É básica para a compreensão daquela história. Se você se permitir entrar na viagem visual de Iñárritu, tenho certeza de que não vai se arrepender. Quem não conseguir, sempre tem um filminho bonitinho e inofensivo como “A Família Bélier”em cartaz.


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por Cly Reis



Dia desses, na casa de serra do meu cunhado, meu sobrinho emprestado assitia a um filme que tinha gravado enquanto eu, na mesma sala, apenas brincava com a minha filha. Só que de repente, numa olhada que outra para a tela, aquele filme me começou a chamar a atenção. Porque não cortava. Não tinha cortes. Um plano sequência longo, longo, longo, com várias cenas e situações se desenvolvendo, câmera viajando, mudando de ambientes, personagens entrando e saindo de cena. O que era aquilo? Era "Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)" (2014), um dos concorrentes a melhor filme para o Oscar deste ano e por sinal, um dos filmes com maior número de indicações.
Me prendeu. Não parei mais de ver. Parei de brincar com a minha filha, passei a tarefa pra minha esposa pelas 2 horas seguintes e mergulhei na telinha. Como havia perdido o início, assim que acabou, voltei para ver desde o começo e quase acabo assistindo todo ele novamente.
Riggan perseguido pelo seu próprio personagem.
Estou (ainda) meio por fora dos concorrentes do Oscar deste ano, estava de férias quando saíram as indicações e não fixei bem os principais destaques, mas desde já, tendo visto apenas outros 2 concorrentes a melhor filme ("Boyhood" e "O Grande Hotel Budapeste"), entrego de cara os prêmios de direção, roteiro original para "Birdman", até deixo em aberto o prêmio de ator coadjuvante, mas considero a atuação de Edward Norton simplesmente extraordinária, isso sem falar na edição primorosa prêmio para o qual curiosamente o longa sequer foi indicado.
No que diz respeito a direção, só o fato de conduzir o filme praticamente todo em planos sequência (sutilmente interrompidos, é verdade), entrelaçando as situações de maneira tão hábil, fazendo de forma muito competente com que elementos da vida dos personagens confundam-se com o roteiro da peça encenada por eles dentro do filme, já são motivos muito fortes para que o bom, cada vez melhor, Alejandro Gonzáles Iñárritu, de "21 Gramas", "Babel" e "Biutiful", saia da cerimônia do próximo dia 22 de fevereiro com a sua estatueta na mão.
Por razões parecidas, por essa integração que ao mesmo tempo é um conflito do andamento da história com o da peça, com o desenvolvimento dos personagens, em especial com a vida do personagem Riggan Thomson, vivido por Michael Keaton, é que acho que, também, é impossível ignorar a qualidade de um roteiro assim, simplesmente brilhante e deixar de premiá-lo com o Oscar da categoria. E aí que me intriga que a edição não tenha sido indicada, uma vez que para fazer funcionar uma direção sem cortes e um roteiro tão bem concatenado, a montagem, preciosa e crucial para o filme, se destaca como ponto alto e inevitavelmente ligada às duas outras indicações que qualificam o filme.
Conflito de bastidores entre diretor e ator.
O bem desenvolvido roteiro, no caso, trata de um ator, famoso por um personagem de super-heroi no cinema, o Birdman, que tendo se negando a fazer mais uma sequência da franquia fica meio "escanteado" pelos grandes estúdios e pretendendo reerguer a carreira, ser levado a sério como ator e ter seu talento reconhecido não apenas como um personagem popularesco, resolve adaptar e dirigir uma peça para a Broadway. Entre temperamentos difíceis de atores, pressão de produtores, problemas pessoais, dificuldades de montagem, de roteiro, etc., os ensaios vão se desenvolvendo enquanto Riggan continua de certa forma convivendo com a sombra do personagem que o tornara grande.
O filme de Iñárritu é a mesmo tempo uma crítica e uma homenagem ao mainstream, à fama, à voracidade da indústria do entretenimento que é capaz de elevar alguém a uma condição de idolatria desmedida, quanto tem o poder de devorar esta mesma pessoa.
Inteligente, dinâmico, mordaz, engraçado, lúdico, poético, reflexivo, na minha opinião, "Birdman" só não leva o prêmio principal por aquelas coisas da Academia que a gente sabe como são. O tal "Doze Anos de Escravidão", um bom filme, porém bem comunzinho, levou o grande prêmio no ano passado, né? Pois é. Diretor estrangeiro, andamento atípico, humor negro... Fatores que podem contar a favor ou contra. Nunca se sabe quais os critérios que o pessoal de Holywood vai adotar.
Mas independente de premiações, fiquei muito satisfeito por, assim, quase sem querer, ter topado com um filme como esse. Daqueles que deixam quem gosta de cinema, em  todos os seus detalhes, plenamente satisfeito. Daqueles que enchem a alma de satisfação.




quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Meus 50 atores e Christhopher Walken



Christopeher Walken na marcante cena
da roleta russa em "O Franco Atirador"
Ainda hoje tenho certeza que foi o Christopher Walken que matou a atriz Natalie Wood em 1981. Na fatídica noite, estavam ela, seu marido, o ator Robert Wagner, e Walken, todos bebendo muito a bordo de um iate. Após uma discussão entre os dois "amigos", a atriz sumiu e só foi encontrada horas depois, morta afogada. Naquele ano o caso foi encerrado e a causa da morte foi diagnosticada como afogamento. Em 2011, os arquivos foram reabertos e com novas evidências, hematomas no corpo da atriz levaram a investigação para outros rumos que poderiam apontar um assassinato. Acusações à parte, o certo é que Walken sempre me assustou. Aquela sua cara de “American Psycho” poderia muito bem ter dito a Wagner; "Se você me dedurar, será o próximo, te acharei no inferno". Eu entenderia o aviso rapidinho.

Quatro anos antes ele ganhava o Oscar de melhor ator coadjuvante por "O Franco Atirador", do Michael Cimino, um filme totalmente ambientado em diversos contrapontos que vão da loucura, drogas, sexo etc. Pra ter uma noção do clima do filme, nas cenas de roleta russa, os atores Robert De Niro, Walken e John Cazale chegaram a usar balas de verdade para das mais veracidade. Cazale, que já estava com seus dias contados por um câncer terminal, dizia que nada tinha a perder. Na minha lista de 50 atores em grandes atuações, Walken está presente como um símbolo de visceralidade, loucura e medo em termos de atuação. O ator já fez mais de 100 filmes, clipes e peças. Na vida real, ele consegue ser um dos únicos seres na terra o qual eu temeria mesmo. Tenho um certo “amor e ódio” por sua figura. Mas desejo longa vida ao mr. Walken, e que não saia impune de seu(s) crime(es), se é que foi ele.

Abaixo, senhores, minha lista de melhores atores em suas grandes atuações. Completei com atores das listas que amigos compartilharam comigo e fiz uma única:



Marlon Brando - O Poderoso Chefão


- Robert De Niro - Touro Indomável
- Al Pacino - Scarface
- Malcom McDowell - Laranja Mecânica
- Dustin Hoffman - Midnight Cowboy
- Henry Fonda - Era uma Vez no Oeste
- Sean Connery - Os Intocáveis
- Jack Nicholson - O Iluminado
- Paul Newman - Butch Cassidy
- Robert Redford - Todos os Homens do Presidente
- Robert Duvall - Apocalypse Now
- Anthony Hopkins - Silêncio dos Inocentes
- Joe Pesci - Os Bons Companheiros
- Tom Berenger - Platoon
- Val Kilmer - The Doors
- River Phoenix - Conta Comigo
- Bruno Ganz - A Queda
- Jean Reno - O Profissional
- Cristian Bale – Psicopata Americano
- Gael Garcia Bernal - Amores Perros
- Heath Ledger – Batman - O Cavaleiro das Trevas
- Cristhoph Waltz - Bastardos Inglórios
- Wagner Moura - Tropa de Elite
- Ian McKellen - O Senhor dos Anéis
- Daniel Day-Lewis - Sangue Negro


- Kevin Costner - Dança com os Lobos
- Charlton Heston - Ben-Hur
- Leonardo DiCaprio – O Lobo de Wall Street
- Rutger Hauer - Blade Runner
- Javier Bardem - Onde os Fracos não Tem Vez
- Eli Wallach - O Bom, o Mau e o Feio
- Harrison Ford - Indiana Jones, Caçadores da Arca Perdida
- Russel Crowe - Gladiador
- Charlie Sheen - Platonn
- Ricardo Darin - O Segredo dos Seus Olhos
- Woody Harrelson - O Povo Contra Larry Flint
- Emile Hirsch - Na Natureza Selvagem
- Roberto Benigni - O Monstro
- Willian Holden - Meu Ódio será Sua Herança
- Morgan Freeman - Um Sonho de Liberdade
- John Cazale - O Poderoso Chefão II
- Warren Oates - Traga-me a Cabeça de Alfredo Garcia
- Matheus Nachtergaele – O auto da Compadecida
- César Troncoso – O Banheiro do Papa
- Juan Villegas - El Perro
- Mel Gibson - Gallipoli
- Michael Fassbender - 12 Anos de Escravidão
- Matthew McConaughey - Clube de Compras Dallas
- Sean Penn - O Pagamento Final
- Christopher Walken - O Franco Atirador





com a colaboração de:
Carlos França, Josi Rizzari, Daniel Cóssio Porto,
Daniel Russell Ribas, Fernando De Souza Médici,
Daniel RodriguesRicardo Lacerda e José Francisco Botelho.