Curta no Facebook

Mostrando postagens classificadas por data para a consulta christian ordoque. Ordenar por relevância Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens classificadas por data para a consulta christian ordoque. Ordenar por relevância Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Exposição “Tramas do Inventário”, de Íris Borges e Letícia de Cássia - Projeto Lãs do RS - Casa de Cultura Mário Quintana - Porto Alegre/RS


Não é de hoje que acompanho os trabalhos fotográficos de minha amiga Íris Borges. Aliás, lembro de quando ela começou nessa trilha da fotografia, há uns bons anos. Porém, como se vão 30 anos de amizade, deu tempo de vê-la aperfeiçoar-se nessa arte e colocar pra fora esse talento, seja em projetos solo, seja nos registros de eventos como a Feira do Livro de Porto Alegre. Em 2014, inclusive, tive a felicidade de visitar e, mais do que isso, escrever o texto de apresentação de sua exposição “Aparício”, no antigo Paris Cinema Café, dedicada ao saudoso gatinho dela e de seu parceiro, meu também amigo “trintão’ Christian Ordoque.

Pois, já sabendo do talento de Íris com as lentes, fomos Leocádia e eu visitar antes que encerrasse a exposição “Tramas do Inventário”, com fotos dela e de Letícia de Cássia, também curadora, no espaço Vitrine Lãs do RS: Fio da Meada, na Casa de Cultura Mário Quintana. A mostra, que busca fazer um inventário dos saberes e fazeres da lã do Rio Grande do Sul, integra o projeto de inovação social e cultural Lãs do RS, que apoia dezenas de artesãs a partir das ações ligadas à cadeia produtiva e artesanal da lã no Estado. 

Tiradas principalmente por Íris e destacando o papel das mulheres neste contexto, há fotos de vários municípios do interior gaúcho onde a cultura da lã é presente, como Caçapava do Sul, Mostardas, Lavras do Sul, Rosário do Sul, Santana do Livramento e São Gabriel. Nelas, nota-se um olhar sensível e detalhista, que trazem cores, vivências e emoções só possíveis de serem captadas por quem, como Íris, estava atenta ao momento (e ao ângulo) certo. Tanto os retratos de pessoas quanto as fotografias de paisagens ou de objetos transmitem esse apuro, que alia instantaneidade e observação. Tudo sem uso de grandes recursos de edição posterior, ou seja, são fotos em que prevalece a luz original e o enquadramento da hora. 

Pena que a exposição se encerrou, mas é bem possível que seja levada a algum outro espaço juntamente com as peças exclusivas das lãs feitas com uso de fibras naturais, couro e resíduos de plantas, através de técnicas tradicionais e de referência cultural. Se pousar noutro pago, possivelmente estaremos lá de novo. Por ora, confiram algumas das belas peças expostas em “Tramas do Inventário”:

🐑🐑🐑🐑🐑🐑🐑🐑🐑

Foto geral da parede com as fotos


A fofa ovelha, geradora da matéria-prima


Retrato diante de um dos principais cartões-postais do RS:
as ruínas das Missões, em São Gabriel


Fotaça mostrando manual a lavagem da lã


Novelos pendurados em diversos tons de cor


Diversidade de ângulos e olhares


Artesã captada pela lente de Letícia


A cadelinha atenta à lida com as ovelhas


Vê se essa nuvem não parece feita de lã?


Linda foto de Letícia do entardecer no campo 


Outro ângulo geral com as peles naturais logo abaixo


Detalhe das tramas da lã que foi parar no pôster da exposição


Leocádia e eu com a amiga e autora Íris


🐑🐑🐑🐑🐑🐑🐑🐑🐑


texto e fotos: Daniel Rodrigues

domingo, 19 de julho de 2026

Copa do Mundo Joy Division - GRANDE FINAL

 




DISORDER VS TRANSMISSION


Disorder e Transmission, as duas grandes finalistas da Copa do Mundo Joy Division, entram no gramado.

Perfilam-se ao redor do grande círculo de acordo com o novo cerimonial da FIFA e ouvem a execução de "Atmosphere", que foi eliminada mas continua sendo o hino da banda. Escolhem os lados, a saída de bola, prestam um minuto de silêncio a Ian Curtis que teria completado 70 anos nesta última quarta-feira, e estão prontas pro jogo.

Contagem regressiva: 3,5, 0, 1, 2, 5..... Go!!!

E começa o jogo!

Agora é com nossos especialistas. Como será que cada um dos nossos mestres joydivisianos irá definir a parada?

⚽⚽⚽⚽⚽⚽⚽⚽⚽⚽⚽⚽


CLY REIS:

Dois times com estilos parecidos, jogo acelerado, velocidade, duas baterias brilhantes, linhas de baixo marcantes e interpretações inspiradas. Jogo lá e cá, trocação pura.

Transmission é um clássico, tem um dos refrões mais conhecidos do grupo, mas poucos álbuns na história tem uma abertura como Disorder. O que se sente ao começar um disco ouvindo aquela introdução pela primeira vez é algo único.

Disorder pode ter perdido o sentimento mas tem o espírito, e na base da garra se impõe e vence o jogo.

DISORDER 1 X TRANSMISSION 0

**********

LUNA GENTILE:

O clássico começou eletrizante: Disorder abriu o placar com sua urgência característica, impulsionada pelo baixo pulsante de Peter Hook e pela bateria impecável de Stephen Morris. Mas Transmission respondeu rapidamente, encaixando uma jogada coletiva construída por sua batida hipnótica e pelo refrão explosivo, empatando a partida antes do intervalo.

No segundo tempo, o jogo ficou aberto. Disorder voltou a pressionar com guitarras afiadas, mudanças de ritmo e a interpretação intensa de Ian, recuperando a vantagem fazendo 2x1. Porém, Transmission mostrou mais eficiência: controlou a posse, acelerou as transições e aproveitou duas falhas da defesa para marcar os gols da virada. A torcida entrou no clima e o estádio inteiro parecia obedecer ao comando de "dance to the radio".

Nos minutos finais, Disorder lançou o time todo ao ataque, acertou uma bola na trave e obrigou o goleiro a fazer uma grande defesa, mas o placar permaneceu em 3 x 2. E Transmission é a grande campeã, uma das faixas mais fluentes na história do pós-punk.

DISORDER 2 X TRANSMISSION 3

***********

ROBERTO SULZBACH:

De um lado, Transmission, que carrega em si tudo que a banda tinha de mais visceral e urgente. Do outro, Disorder, o portal para a realidade manchesteriana de Joy Division e para a mente do genial Ian Curtis.

Os dois times jogam de maneira intensa, entrosada. Transmission vai para cima de cara, ao ritmo dançante de sua batida. Disorder inicia mais retraída, cansada dos últimos grandes confrontos que encarou. Sendo assim, Transmission abre o placar: 1 a 0, querendo ainda mais.

Mas futebol é detalhe: uma jogada construída na base da insistência, erro da defesa, e a bola entra. Foi para 1 a 1, à base da raça de Disorder, com o estádio inteiro percebendo que a decisão vai ser no detalhe.

Perto dos minutos finais, Disorder encontra a fresta que precisava. Foi o lance de quem quer mais. A bola sobra na entrada da área depois de uma bola dividida, e o time que abriu o portal, que deu o pontapé inicial nessa história, marca o gol que sonhava desde o início.

DISORDER 2 X TRANSMISSION 1

*********

DANIEL RODRIGUES:

Pode-se dizer uma final surpreendente, de dois times não necessariamente favoritos, mas que fizeram por onde para chegar onde chegaram. Direta ou indiretamente, Disorder e Transmission derrubaram clássicos consagrados, como Decades, She's Lost Control, Love Will Tear Us Apart e Atmosphere. Ou seja: estão longe de serem azarões. Uma, Com essa confiança toda, eles entram em campo para a grande final. Como todo jogo importante, muito estudo de cada lado. Jogo bom, mas estratégico, sem dar margem para erro. Disorder, mais atrevida e ligeira (afinal, é talvez a única da Joy composta em nota Sol, o que a torna a mais "alegre" da banda), assusta, mas desperdiça as oportunidades que cria. E diante de um forte adversário, não dá pra ratear.

Até que, na construção, no volume, na categoria, Transmission - que também sabe ser agressiva - aproveita a momentânea "desordem" da defesa adversária e faz o seu. É o gol da vitória. É o gol do título! E que privilégio: não precisa nem adotar música de outra banda pra cantar com a galera. Vai de Transmission mesmo!

DISORDER 0 X TRANSMISSION 1


************

PLACARES SOMADOS

DISORDER 5 X TRANSMISSION 5


* O regulamento da International Blog, em seu artigo 3,5,0,1,2, 5, Go!, Exercise One, estabelece que em caso de empate entre os votantes, o resultado será decidido no saldo de gols. Persistindo o empate, o resultado final será decidido por um convidado, também especialista na obra da banda.


PRORROGAÇÃO


*convidado desempate

CHRISTIAN ORDOQUE:

Caraio!!!

Transmission! 

DISORDER 5 X TRANSMISSION 6



Pode comemorar!
Com dancinha, com dancinha...

🎵🎶🎵Dance, dance, dance, dance to the radio!🎵🎶🎵


quinta-feira, 9 de janeiro de 2025

A arte do MDC em 2024

Mais um ano de Música da Cabeça, queridos radioelétricos! Porém, não apenas um simples ano, mas sim um desafiador 2024. A catástrofe natural das enchentes de maio que afetaram o Rio Grande do Sul, de onde mandamos o programa para o mundo, afetou também a Rádio Elétrica e a nossa produção, e tivemos mais de dois meses parados em razão disso. 

Contudo, música boa nunca morre. E como nos alimentamos disso, também aproveitamos esse poder de Fênix para exibirmos 41 programas, a grande maioria inéditos, entre janeiro e dezembro, mesmo com a devida parada forçada entre maio e julho e a boa atrapalhada que isso gerou para o restante dos meses. Igualmente às música que preenchem o programa, os temas que os motivam também tiveram aquelas artes que anunciam cada programa semanalmente. Baseadas em temas do cotidiano, fatos do Brasil ou do mundo, curiosidades ou até mesmo uma imagem interessante, essas artes formam uma espécie de vitrine cronológica do MDC ao longo do período. Reuni-las, assim, em retrospectiva, dá essa dimensão de crônica visual daquilo que formos expressando no ano.

Como já dito nos últimos anos desde que começamos a fazer esse resgate tal qual o blog já propunha há mais tempo com, essas sim, consideráveis artes de A Arte do Clyblog (feitas com a devida habilidade por meu irmão e coeditor Cly Reis), as produções artísticas do MDC não são lá essas coisas tecnicamente. Mas se se peca por perícia, compensa-se com criatividade e olhar, digamos, jornalístico para a escolha dos temas. Aí, sim, o MDC se acha. E rolou bastante coisa pra gente se inspirar em 2024! Teve de show da Madonna em Copacabana a prenúncio apocalíptico de Baby do Brasil, passando ainda por cadeirada do Datena, tiro na orelha do Trump, reverência a Rebeca Andrade nas Olimpíadas e Cate Blanchet confessando seu amor por Clarisse Lispector... e pelo MDC!

Fiquem com a seleção de algumas dessas artes em imagem e vídeo. Não deu pra ser tão rico como 2022 e 2023, certamente. Perdoem-nos. Mas não invalida nossa retrospectiva, que se saiu bem com o que foi possível fazer. Confiram.

*****************

Lá do início de 2024, o segundo MDC do ano e há exatos 365 dias dos atos golpistas de 2023. Sem anistia!


O começo do ano também teve coisa boa, como os 80 anos de
Angela Davis, celebrado no programa 355, de 31 de janeiro


E o Carnaval? Ah, a festa do Momo sempre nos guarda momentos insuspeitos, como este envolvendo
Ivete Sangalo e Baby do Brasil em Salvador. Não podíamos deixar de aproveitar essa deixa


2024 teve ano bissexto em fevereiro. Então, aproveitamos para trazer esse mapa astral - que, na verdade, não quer dizer nada, apenas um subterfúgio pra inventarmos a arte da edição 359, que reprisou a de nº 350


Na edição fechada de 360, demos, literalmente, um 360 graus em quadrinhos, cinema, história e muito
mais na entrevista especial com o amigo Christian Ordoque. Foi muito legal.



Ninguém gosta de perder um amigo, que foi o que sentimos quando Ziraldo
nos deixou e lhe fizemos a devida homenagem na edição de 10 de abril


Deu tempo de tirar um sarro da Madonna às vésperas dela fazer seu show histórico em Copacabana.
Mal sabíamos que este seria o último programa antes da parada por causa das enchentes no RS...


Mas se voltamos, voltamos com munição! Calhou do retorno ser na semana do atentado contra Donald Trump
no comício na Pensilvânia. Com a criatividade represada há mais de 2 meses, esta arte ficou legal


E, em junho, chegaram as Olimpíadas de Paris! Não tinha como não fazer meme com essa
cara de inveja da Simone Billes vendo a Rebeca Andrade se apresentar


Na semana seguinte, deu elas de novo: Simone, junto com Jordan Chiles, e Rebeca de protagonista sendo reverenciada como uma santa vitoriosa. Arte pura, que merecia estar no Louvre. A gente providenciou para a ed. 371 do MDC

    

O MDC ganhou o primeiro vídeo do ano somente em outubro, na ed. 378 Também pudera com essa memorável cadeirada do Datena no Marçal, né?



Cate: nós também amamos Clarice. Em retrospectiva, hoje se vê que ela já prenunciava o prestígio que o Brasil
passaria a ter no cenário artístico mundial com "Ainda Estou Aqui". Arte da ed. 379, do final setembro



O MDC especial 380 contou com vídeo de chamada e um inédito superquadro Cabeça dos Outros, com as participações dos brothers radioelétricos Rodrigo Dutra, Cláudio Mattos, Clayton Reis e Marcos dos Santos


O polêmico e necessário tema da escala 6x1 veio à tona e motivou nosso MDC 386, de 13 de novembro,
que contou com essa sagaz arte da amiga designer Mariluce Veiga


Na edição 388, mais uma vez inspirados pela arte, mas desta pela falta de criatividade
do italiano Maurizio Cattelan. Só achando graça mesmo - e viva Andy Warhol!


Ludmila inventou de usar o boi folclórico sem permissão e se deu mal.
Nossa arte - que ficou joinha - em cima deste fato ocorrido na semana de 23 de outubro


Só se falava em Vini Jr. pelas ruas e redes sociais. Claro, a gente falou também do
melhor do mundo, inegavelmente. Edição de 30 de outubro


Queda de ditador? Tivemos também em 2024. Bashar Al-Assad caiu, e o MDC tascou lá em uma
de suas últimas edições do ano, já em dezembro, para o programa especial de 390


Não só na Síria: aqui mesmo no Brasil os intocáveis começaram a cair também. Que confortante
(e pedagógico) ver Braga Neto, um general, recebendo voz de prisão. 2025 promete...


E Papai "Luloel" fechou nosso ano difícil, mas sempre com bom humor
- e, claro, sempre vale lembrar: é sem anistia, porraaaaa!



Daniel Rodrigues


quarta-feira, 14 de agosto de 2024

Música da Cabeça - Programa #373

 

Não é só porque eles devem ficar presos no espaço, mas eu também ficaria assim, de cabelo em pé, se soubesse do MDC de hoje. Afinal, não é todo dia que a gente reprisa uma edição tão legal como a de nº 360, quando tivemos entrevista com o historiador e professor Christian Ordoque. Em órbita e louco pra voltar pra Terra, o programa vai ao ar hoje na espacial Rádio Elétrica. Produção, apresentação e gravidade zero: Daniel Rodrigues 


(www.radioeletrica.com)

quarta-feira, 10 de abril de 2024

Música da Cabeça - Programa #365

Na semana em que Krenak virou imortal e Ziraldo se imortalizou, a gente faz uma homenagem ao genial cartunista reprisando nosso episódio 360, que fala especialmente de quadrinhos (y otras cositas más) na entrevista com o historiador e colecionador Christian Ordoque. Mais vivo do que nunca, o MDC vai ao ar na maluquinha Rádio Elétrica. Produção, apresentação e fardão: Daniel Rodrigues


www.radioeletrica.com

quinta-feira, 21 de abril de 2022

60 Anos de 007: Os melhores na escolha dos bondfãs

 

Seja nas salas de cinema, pela Sessão da Tarde ou Corujão da Globo, pelos VHS ou DVDs alugados, pela TV fechada ou streaming. Filmes mais antigos ou mais novos. Com este ou aquele ator de protagonista. Independentemente destas variáveis – todas cabíveis neste caso – os filmes da série 007 encantam fãs de diversas gerações. Desde os que pegaram o nascer de James Bond, há 60 anos quando do lançamento de “007 Contra o Satânico dr. No”, primeiro da celebrada franquia inspirada no romance de Ian Fleming, até as superproduções recentes, o famoso agente da MI-6, invariavelmente a serviço secreto da Coroa britânica, tornou-se um dos mais queridos – e longevos – personagens da história do cinema. Um ícone que excede os limites da tela.

Assim como super-heróis dos quadrinhos, figuras fictícias, mas de tamanha realidade em sua existência que se tornam mais críveis que muita gente de carne e osso, JB vive graças ao imaginário do público. Tal Batman, Super-Homem ou Homem-Aranha, cujas características físicas, psicológicas e visuais vão sendo manipuladas ao longo do tempo pelas mãos de diversos autores tendo como base um conceito, este fenômeno acontece com 007 tendo ainda como atenuante um fator: o de ele não ser um desenho, mas uma pessoa “de verdade”. Quem ousa dizer que Pierce Brosnan ou Daniel Craig são menos James Bond do que Sean Connery ou Roger Moore?

Connery, Lazemby, Moore, Dalton, Brosnan e Craig:
qual o melhor James Bond?

Mas a idolatria a Bond e à série não se resume somente ao ator que o interpreta - embora este fator seja de suma importância. A produção caprichada e milionária, os efeitos especiais, a construção narrativa, os lançamentos de moda e design, a trama aventuresca: tudo foi ganhando, à medida que a série ia tendo continuidade, um alto poder midiático. As produções de 007 passaram a ser uma vitrine que dita moda, tendências, comportamentos e parâmetros, inclusive na indústria do cinema, uma vez que os filmes de espionagem nunca mais foram os mesmos depois que este personagem foi parar nas telas. De certa forma, 007 acompanhou e desenvolveu muitas das invenções que o cinema de ação presenciou ao longo deste tempo, funcionando como criador e criatura. Isso tudo sem falar nos detalhes fundamentais: o charme canastrão de Bond, os vilões maníacos, a beleza das bond girls, o tema original e as trilhas sonoras, as invenções estapafúrdias de Q, as paisagens incríveis pelas quais se passeia (não raro, a quilômetros por hora)...

Quem tem autoridade para dizer se tudo isso confere ou não são, claro, os fãs. Por isso, convidamos 8 desses aficionados por James Bond para nos dizerem três coisas: qual o seu ator preferido entre os que encarnaram o espião ao longo destas seis décadas, qual a sua melhor trilha e, principalmente, quais os seus 5 títulos preferidos da franquia. Todos eles conhecem muito bem as artimanhas, os clichês, os truques, as piadinhas, as gags e as viradas narrativas a ponto de antecipá-las mentalmente enquanto assistem algum filme da série. Há longas melhores que outros? Qual o James Bond preferido da galera? E das músicas-tema, muitas vezes oscarizadas, qual a mais “mais”? Para isso, esse time de bondfãs foi chamado. Numa coisa, contudo, todos concordam: é sempre uma emoção ver aquelas aberturas com efeitos especiais conceituais, prólogo e, principalmente, aquela figura elegante surgindo de dentro do círculo branco para virar-se na direção do espectador e atirar enquanto a toca a trilha clássica de Monty Norman e John Barry. É a certeza de que, a partir dali, vem mais uma grande aventura de Bond, James Bond.


 

*********

Rodrigo Dutra

formado em Letras e editor do Rodriflix
(Porto Alegre/RS)
"Contra o Foguete da Morte":
"
Tá, filme ruim, mas o

 cara tá no bondinho do
Pão de Açúcar...
já vale
🤣🤣🤣"


Melhor James Bond:
Roger Moore

Filmes preferidos:
1. "007: O Espião que me Amava" (Lewis Gilbert, 1977)
2. "007 Contra Goldfinger" (Guy Hamilton, 1965)
3. "007 Contra o Satânico Dr. No" (Terence Young, 1962)
4. "007 Contra GoldenEye" (Martin Campbell, 1995)
5. "007 Contra o Foguete da Morte" (Lewis Gilbert, 1979)

Trilha preferida:
"Live and Let Die", Paul McCartney (filme: "Com 007 Viva e Deixe Morrer")

Christian Ordoque

historiador
(Porto Alegre/RS)


Melhor James Bond:
Connery como JB mais velho jogando 
charme para Kim Basinger
em "Nunca Mais..."
Roger Moore

Filmes preferidos:
1. "007 Contra Goldfinger"
2. "007 Contra o Foguete da Morte"
3. "007: A Serviço Secreto de Sua Majestade" (Peter R. Hunt, 1970)
4. "007: Nunca Mais Outra Vez" (Irvin Kershner, 1983)
5. "007 Contra Spectre" (Sam Mendes, 2015)

Trilhas preferidas:
"All the Time in the World" - Louis Armstrong (filme ""007: A Serviço Secreto de Sua Majestade")
"You Only Live Twice" - Nancy Sinatra (filme "Com 007 Só Se Vive Duas Vezes")
"Goldfinger" - Shirley Bassey (filme "007 Contra Goldfinger")


Luna Gentile Rodrigues

estudante
(Rio de Janeiro/RJ)

As várias versões do poster de
"Sem Tempo...", último filme da série,
um dos escolhidos de Luna

Melhor James Bond:
Roger Moore

Filmes preferidos:
1. "Com 007 Viva e Deixe Morrer" (Hamilton, 1973)
2. "007 Na Mira dos Assassinos" (John Glen, 1985)
3. "007: O Mundo Não é o Bastante" (Michael Apted, 1999)
4. "007: Operação Skyfall" (Mendes, 2012)
5. "007: Sem Tempo Para Morrer" (Cary Fukunaga, 2021)

Trilhas preferidas:
"Skyfall" - Adelle (filme "007: Operação Skyfall")
"Goldfinger" - Shirley Bassey 
"GoldenEye" -Tina Turner (filme "007 Contra GoldenEye")
"Diamond Are Forever" - Shirley Bassey (filme "007: Os Diamantes São Eternos", 1971)
"On her Majesty's Secret Service" - John Barry (filme "007: A Serviço Secreto de Sua Majestade")


Vagner Rt

professor e blogueiro
(Porto Alegre/RS)


Melhor James Bond:
1. Daniel Craig - "Ele bate sem cerimonia, foge do que esperamos do 007, por isso adoro ele."
2. Sean Connery - "Clássico e único, até hoje." 
3. Pierce Brosnan - "Meu 007 da infância, de jogar do Nintendo 64." 

Filmes preferidos:
1. "007: Quantum of Solace" (Marc Forster, 2008)
2. "007 Contra GoldenEye"
3. "007: Operação Skyfall"
4. "007: O Amanhã Nunca Morre" (Roger Spottiswoode, 1998)
5. "007 Contar Goldfinger" "simplesmente clássico"

"007: O Amanhã Nunca Morre":
"Minha mãe era fã desses filmes então eles tem espaço no meu 
coração, sem falar que foi o 007 da minha época"



Trilhas preferidas:
"Writing's On The Wall" - Sam Smith (filme "007 Contra Spectre")
"Skyfall" - Adelle
"Goldfinger" - Shirley Bassey 


Leocádia Costa

publicitária e produtora cultural
(Porto Alegre/RS)


Craig: melhor JB na
opinião de Leocádia
Melhor James Bond:
Daniel Craig
Sean Connery

Filmes preferidos:
1. "007 Contra Spectre" 
2. "007 Contra GoldenEye"
3. "007: Um Novo Dia para Morrer" (Lee Tamahori, 2002)
4. "Moscou Contra 007" (Young, 1964)
5. "Com 007 Viva e Deixe Morrer"

Trilhas preferidas:
"James Bond Theme" - John Barry (filme ""007 Contra o Satânico dr. No")
"Goldfinger" - Shirley Bassey
"GoldenEye" -Tina Turner 
"Die Another Day" - Madonna (filme "007: Um Novo Dia para Morrer")




Clayton Reis

arquiteto, cartunista e blogueiro
(Rio de Janeiro/RJ)

Melhor James Bond:
Roger Moore

Filmes preferidos:
1. "007: O Amanhã Nunca Morre"
2. "Com 007 Viva e Deixe Morrer"
3. "007: Operação Skyfall"
4. "007: O Espião que me Amava"
5. "007 Contra o Homem com a Pistola de Ouro" (Hamilton, 1974)

Trilhas preferidas:
"Diamonds are Forever" - Shirley Bassey 
"Tomorrow Never Knows" - Sheryll Crow (filme: "007: O Amanhã Nunca Morre")
"GoldenEye" - Tina Turner
"The World is so Enough" - Garbage (filme: "007: O Mundo Não É o Bastante")
"Live and Let Die" - Paul McCartney

A Garbage está entre as trilhas preferidas



Paulo Altmann

publicitário e blogueiro
(Campinas/SP)

"Goldfinger", listado pela maioria
e preferido de Altmann

Melhor James Bond:
Sean Connery

Filmes preferidos:
1. "007 Contra Goldfinger"
2. "007 Contra a Chantagem Atômica" (Terence Young, 1966)
3. "007 Contra o Satânico Dr. No"
4. "007: Operação Skyfall"
5. "Com 007 Viva e Deixe Morrer"

Trilhas preferidas:
"You Only Live Twice" - Nancy Sinatra



Daniel Rodrigues

jornalista, escritor e blogueiro
(Porto Alegre/RS)

Moore: 0 James Bond mais querido pelos bondfãs

Melhor James Bond:
Roger Moore

Filmes preferidos:
1. "Com 007 Viva e Deixe Morrer"
2. "007: O Espião que me Amava"
3. "007 Contra Goldfinger" 
3. "007: O Amanhã Nunca Morrer"
4. "007: A Serviço Secreto de Sua Majestade" 
5. "007: Operação Skyfall"

Trilhas preferidas:
"Live and Let Die" - Paul McCartney
"GoldenEye" - Tina Turner


*********

Resultado final:
Melhor James Bond:
Roger Moore - 5 votos
Sean Connery - 2 votos
Pierce Brosnan e Daniel Craing - 1 voto
George Lazemby e Timothy Dalton - o votos

Filmes preferidos:
6 votos
"007 Contra Goldfinger"

5 votos
"007: Operação Skyfall" e "Com 007 Viva e Deixe Morrer"


3 votos
"007: O Espião que me Amava", "007 Contra GoldenEye" e "007: O Amanhã Nunca Morre" 

2 votos
"007 Contra o Satânico Dr. No", "007 Contra GoldenEye", "007 Contra Spectre", "007 Contra o Foguete da Morte" e "007: A Serviço Secreto de Sua Majestade"

1 voto
"007 Contra a Chantagem Atômica", "007: Cassino Royale", "007 Contra o Foguete da Morte""007 Na Mira dos Assassinos", "007: O Mundo Não é o Bastante", "007: Sem Tempo Para Morrer", "007: Quantum of Solace", "007 Contra o Homem com a Pistola de Ouro" , "007: Nunca Mais Outra Vez", "007: Um Novo Dia para Morrer" e "Moscou Contra 007"

Trilhas preferidas:
4
"GoldenEye" - Tina Turner
"Goldfinger" - Shirley Bassey 

3 votos
"Live and Let Die" - Paul McCartney

2 votos
"Diamonds are Forever" - Shirley Bassey 
"Skyfall" - Adelle
"You Only Live Twice" - Nancy Sinatra

1 voto
"On her Majesty's Secret Service" - John Barry
"James Bond Theme" - John Barry
"Writing's On The Wall" - Sam Smith
"Tomorrow Never Knows" - Sheryll Crow
"The World is so Enough" - Garbage
"All the Time in the World" - Louis Armstrong 
"Die Another Day" - Madonna


Daniel Rodrigues