O dia 3 de fevereiro é mesmo um dia marcante para quem ama a arte da música e do futebol, principalmente quando se trata de um roqueiro e colorado. Neste dia, em 1959, o rock perdia Buddy Holly, Ritchie Valens e Big Bopper, vítimas de um trágico acidente aéreo. Agora, o dia 3 de fevereiro também será lembrado pelos pelo adeus de Andrés D’Alessandro ao Sport Club Internacional.
O ídolo e capitão colorado se despediu do seu povo. O torcedor colorado o abraçou desde a sua chegada. Eles que nunca se esquecerão dos seus feitos e conquistas. As vitórias diante do maior rival sempre serão lembradas. A sua magia e a sua garra exibida dentro das quatro linhas sempre serão citadas como exemplo aos mais novos.
D’Alessandro: foram 7 anos e meio de muitas alegrias. O maior estrangeiro que defendeu o Sport Club Internacional. Ele vestiu o manto vermelho com tamanha paixão que conquistou colorados e admiradores do futebol mundo afora. E por que não, o maior capitão colorado?
Os últimos anos não foram tão exitosos como outros tempos. O tempo começava a cobrar o seu preço e o corpo vitorioso começa a pedir descanso. Mas sua presença em campo era um bom motivo para sonhar com um resultado favorável para o Clube do Povo.
D’Alessandro era um jogador vestido de torcedor. Ele desfilava maestria e liderança. Técnica e habilidade. Ninguém esquecerá de la boba. Este gringo era a indignação de um pênalti não marcado, a alegria de um Beira Rio lotado, o sorriso de uma vitória do colorado.
D’Alessandro não saiu pela porta dos fundos ou por cifras chinesas absurdas. Ele sai de cena para voltar ao clube que o criou e que o lançou para o futebol: o River Plate, da Argentina. Lá, ele também é amado e lembrado pela sua magia. Adios El Cabezon. Adeus Dale. Você estará para sempre na memória de nós Colorados. Obrigado por nos tornar ainda mais Gigantes.
por Sandro Gonçalves
SANDRO GONÇALVES é natural de Montenegro (RS). Colorado, formado em Gestão Financeira pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS), é apreciador da boa música e de filmes épicos, e, claro, aficionado pelo futebol do Internacional.
Não é por ter o meu Inter no coração que me emociono sempre com o texto escrito pelo prof. Luis Augusto Fischer e dito pela voz de Fernandão ao final do documentário “Gigante”, sobre o título Mundial de 2006. Mas, sim, porque faz muito sentido a um colorado apaixonado como eu – e a qualquer ser disponível à sensibilidade. Em resumo, o texto fala da saga do clube através dos personagens que a construíram. Ídolos que surgem de tempos em tempos, como Carlitos, Larry, Minelli, Valdomiro, Figueroa, Ênio, Falcão, Dunga, Taffarel, Gamarra se juntam a ele, Fernandão, e contemporâneos multicampeões (Iarley, Índio, Sóbis, Tinga, Clemer). Todos essenciais para escrever a nossa “senda de vitórias”. Eles são a representação da história, da torcida. São o Sport Club Internacional. Passado e presente.
É estranho o sentimento de quando um mito sai de cena. É quase uma sensação de morte. Na verdade, é um pouco isso. Quando Fernandão morreu, naquele trágico acidente em 2014, o primeiro sentimento a que meu coração sofrido recorreu foi o de dizer a mim mesmo: “Pelo menos, ainda temos o D’Ale”. Sei que muito colorado pensou o mesmo. Àquelas alturas, o gringo já era um ídolo bicampeão da América, mas o que talvez a minha dor não tenha conseguido captar com a devida quietação daquela hora de perda foi que, justamente, esse é o ciclo da vida. Que abarca também a morte, e que o caminho só existe porque há os atores desta transformação, que seguem-lhe dando continuidade. Presente e passado.
A história escrita jamais se apaga. O que quer dizer, infelizmente, que apenas uma parte disso temos oportunidade de presenciar. Não vi, por óbvio, Larry fazer quatro gols num Gre-Nal de inauguração do Estádio Olímpico, em 1954, nem mesmo meu tio Adãozinho no Rolinho dos anos 50. Não vi a construção do Beira-Rio, edificado tijolo a tijolo pelos próprios torcedores como meu pai nos anos 60. Não vi o octa gaúcho, não vi o supertime de 1979, que ganhava aquele Brasileirão invicto um ano depois de meu nascimento. Não vi o Inter anular Maradona na Juan Gamper de 1982, não vi Geraldão meter três no arquirrival naquele mesmo ano após prometê-los e cumpri-los um a um.
D’Alessandro, porém, eu vi. Desde a sua primeira partida no Inter, num Gre-Nal de empate com sabor de vitória, em 13 de agosto de 2008, até a última vez que pisou no gramado sagrado do Beira-Rio, a 19 de dezembro deste 2020, mesmo com as atribulações do dia a dia, praticamente não perdi essa trajetória de 12 anos, 13 títulos, 93 gols e mais de 500 jogos pelo Inter, seja assistindo, seja apenas ouvindo. E o fiz tanto no conforto do lar quanto em situações não tão convidativas, como empolados congressos médicos ou cerimônias de formatura. Todos atent os ao evento e eu com meu fonezinho no ouvido quase tendo um treco.
E D’Ale, imprescindível, estava lá quase invariavelmente. Posso dizer que ele é um dos grandes responsáveis por algumas das maiores alegrias e tristezas da minha vida – e não me refiro somente a títulos ou decisões, mas a qualquer simples rodada de meio ou de fim de semana.
Vão-se, contudo, os gols de encher os olhos. Vão-se as jogadas de habilidade. Vão-se as faltas precisas. Vão-se as aporrinhações no ouvido do juiz. Vão-se as cobranças de escanteio decisivas. Vão-se as arrumações na braçadeira de capitão durante o jogo. Vão-se as previsíveis mas infalíveis "la bobas". Vão-se as assistências geniais. Vão-se as resenhas que irritam os adversários. Vai-se a liderança, o boleiro, o cidadão, o peladeiro, a referência. Presente que se confunde com passado.
A palavra "dale", que a torcida largamente usa ao reverenciá-lo, traduzida quer dizer "continue". E não é bem isso que D'Ale fez com nosso "passado alvirrubro"? O nosso presente diz tudo. Prefiro, no entanto, esquecer a tradução e dizer mesmo em castelhano. Fora a combinação linguística, soa mais como exaltação e menos como um pedido. Disfarça melhor.
A gratidão a D'Ale é igual a agradecer aos ídolos do passado pela história deste Inter que construíram desde os primeiros treinos na Ilhota, passando pela Chácara dos Eucaliptos e chegando ao templo antigo e do novo do Gigante. Eles, como os torcedores, são a mesma coisa. São o Inter. Corre-lhes às veias o mesmo sangue, vermelho como a cor da nossa camisa. Vermelho como o sangue que faz pulsar nosso coração, aquele que bate bem onde está nosso emblema.
Gratidão, D’Ale. Continuarás para sempre. Se hoje teu presente já é passado, teu passado sempre será presente. E diz tudo.
Tive a satisfação, hoje de assistir, à tarde um grandioso clássico: Milan x Internazionale. Um dos maiores clássicos do mundo. Um jogaço, com todos os ingredientes que um jogo deste porte deve ter. Jogadas de categoria, de raça, confusão, expulsão, gol e tudo mais.
Há outros, há rivalidades fantásticas, mas, particularmente no Brasil não considero nenhum maior, mais disputado ou mais aguerrido. Respeito muito o clássico argentino, o qual é chamado nada mais nada menos que SUPERCLÁSSICO. É isso, não o chamam pelas sílabas de cada nome dos clubes como Fla-Flu, com algum nome engraçadinho como Vovô, Sansão, não chamam de derby... Não. É o Superclássico.
Mais tarde no início da noite assisti ao clássico da minha terra, com uma arrasadora vitória sobre o inimigo, e OUÇO, após o jogo, um grande jogador, de seleção argentina, campeão olímpico, que já jogou no River Plate, Andrés D'Alessandro declarar que o clássico graNal é maior que um River e Boca. Já tinha ouvido Muricy Ramalho, atualmente, técnico do São Paulo declarar que no Brasil não conhecia rivalidade maior, já tinha ouvido de Abel Braga, que já dirigiu Fla-Flu e Clássico dos Milhões, mas essa do D'Alessandro dá uma dimensão maior do que eu mesmo imaginava.
Olha, esse cara é argentino. A gente sabe o quanto as barras castellanas são vibrantes, o quanto o jogo é pegado e ainda ssim ele se impressiona com uma rivalidade como esta. Nos enche de orgulho por ter no Rio Grande do Sul um clássico com tamanha tradição e que neste confronto o Internacional tenha vantagem em número de vitórias, títulos no próprio Estado, confrontos internacionais e em eliminatórias nacionais.
greNAL é o maior clássico do país e um dos maiores clássicos do mundo!
Aquelas coisas que não se explicam: precisou que minha sobrinha Luna viesse a Porto Alegre para que eu pisasse, pela primeira vez, no Museu do Sport Club Internacional. Mesmo morando há anos perto da casa colorada, o Estádio Beira-Rio, nunca havia me programando para fazer essa visita ao memorial do meu time do coração. Aliás: NOSSO time de coração, visto que Luna, mesmo carioca da gema, é colorada convicta, muito mais que muito gaúcho. Aproveitando um dia ensolarado e agradável de uma semana de tempo instável, então, Luna e eu fomos ao Beira-Rio para fazermos a visita guiada ao estádio, a qual começa e termina no museu.
Parece não ter mudado muito daquilo que meu irmão registrou anos atrás quando fez também sua primeira visita, mas o museu é muito bem montado, com espaços de interatividade e integrando plataformas diferentes, como fotos, vídeos, estátuas, objetos e, claro, fardamentos e os diversos troféus conquistados pelo time ao longo dos anos. Não tinha como ser diferente, aliás, tendo em vista que a história gloriosa de quase 110 anos do Inter tem muito conteúdo para um espaço museológico como este. Poucos clubes no Brasil têm tantas glórias e momentos tão marcantes. Estão lá os registros da antiga Chácara e do Estádio dos Eucaliptos, primeira casa do Inter que viu, além dos nossos primeiros títulos citadinos e estaduais, jogos da Copa do Mundo de 1950.
Fotos da história gloriosa da fase dos Eucaliptos, nossa primeira casa
Por falar na primeira Copa sediada no Brasil, um personagem que estava na competição também faz parte importante da história do Inter: nosso tio-avô Adão, o Adãozinho. Craque do Rolo Compressor, time do Inter que conquistou os ainda inalcançáveis 8 títulos estaduais nos anos 40, Adãozinho foi dos primeiros atletas gaúchos a disputar uma Copa pela Seleção Brasileira. E ele está lá no museu no painel de fotos dos craques históricos do Inter ao lado de outras lendas como Falcão, D'Alessandro, Figueroa, Rafael Sóbis, Taffarel, Carlitos e Fernandão.
São muitas coisas bonitas de se ver no museu, e não só para colorados com nós, mas também para torcedores de outros clubes e de outros estados, haja visto que tinha gente de Minas Gerais, Paraná (e Rio, claro) entre os visitantes. Os troféus das Libertadores e do Mundial; as chuteiras usadas pelo saudoso Fernandão no histórico jogo contra o Barcelona em 2006; a história de comunhão da torcida para construir o Beira-Rio; a lembrança do Tri-Campeonato Brasileiro...
Estátua suspensa de Manga
Luna felizona posando com os troféus da Liberta e de outros títulos internacionais do Inter
Uma felicidade imensa de ter visitado este espaço na companhia de Luna e um orgulho imenso do time de nosso coração. Pena ser justo numa temporada em que as coisas não vão nada bem pro Inter. Mas, como dizemos em nosso canto: "Inter, nada vai nos separar". Serás sempre motivo de festa em nossos corações.
Falando sobre o nosso templo, o Beira-Rio
Luna bem atenta à história do Inter
Fotos antigas dos primeiros tempos do clube
A vitrine dedicada ao Rolo Compressor
Figueroa e a sua cabeceada iluminada, que nos deu o primeiro Brasileiro, em 1975
Troféus internacionais, dentre eles, Joan Gamper, nosso ensaio de Mundial, em 1982
O título da Copa do Brasil de 92. Esse eu vi!
Várias flâmulas de times trocadas pelas do Inter de todo o mundo
A camisa 3 do ídolo Figueroa
Mais troféus
Por falar em troféus, Luna nessa vitrine de grandes conquistas
Esta dupla de colorados terminando a visita ao Beira-Rio
Visitando o site do meu clube do coração, esta semana, encontrei lá destacado um texto do jornalista Mauro Beting homenagenado o clube que completará 100 anos de fundação no próximo sábado.
Na condição de colorado fanático não posso deixar de ficar emocionado com textos como este e de exibí-lo aqui.
INTERNACIONAL, 100
Naquela noite de 1969, nos Eucaliptos, Tesourinha e Carlitos viram as luzes se apagando no estádio. Foram até as goleiras, retiraram as redes do velho campo colorado, e deixaram nuas as traves naquelas trevas. Era a última cerimônica antes da inauguração do Beira-Rio. Onde iniciaria o ciclo vitorioso e virtuoso que começou com um Falcão imperial nos anos 70 e acabou num Gabiru iluminado na noite japonesa e mundial, em 2006. Ficou tudo escuro nos Eucaliptos no último ato da velha cancha naquele entrevado ano brasileiro de 1969. Em 14 de dezembro de 1975, a tarde de Porto Alegre estava cinza. Até um raio de sol iluminar a grande área onde o ainda maior Figueroa subiu para anotar o gol do primeiro dos três Brasileiros da glória do desporto nacional naqueles anos 70. O maior time do país em uma das nossas melhores décadas. O melhor campeão brasileiro por aproveitamento, no bicampeonato, em 1976. O único campeão invicto nacional, em 1979. 0 Internacional centenário. O clube da família italiana Poppe que deixou São Paulo para fazer a vida em Porto Alegre, em 1909. Tentaram jogar bola no clube alemão – não deixaram. Tentaram jogar tênis, remar, dar tiro – não deixaram. Então, juntaram um time de estudantes e comerciários para fazer um clube que deixasse entrar gente de todas as cores e credos. Dois negros assinaram a ata. O primeiro “colored” da Liga da Canela Preta (Dirceu Alves) atuou pelo clube em 1925, enquanto o rival só foi aceitar um negro em 1952 – justamente o Tesourinha, glória gaudéria nos anos 40, na década do Rolo Compressor que durou 11 anos, e dez títulos estaduais. Inter que ergueu estádios com o torcedor que vestiu a camisa, arregaçou as mangas, e construiu arquibancadas de cimento armado e amado. Inter que apagou as luzes dos Eucaliptos para acender um gigante no Beira-Rio e ascender aos maiores lugares de pódios brasileiros, sul-americanos e mundiais. Superando potências e preconceitos, fincando a bandeira colorada da terra gaúcha no gramado do outro lado da Terra, vencendo um gaúcho genial como Ronaldinho e um Barcelona invencível aos olhos da bola. Mas quem ousa duvidar da pelota que peleia? Dizem que o futebol gaúcho só é duro, só é viril. Diz quem não viu o Inter de Minelli, fortaleza técnica, tática e física. O Rolo inovador no preparo atlético e no apetite por gols. O futebol que ganhou o mundo em 2006 marcando como gaúcho, e contra-atacando como o alagoano Gabiru. Campeão com gringos como Figueroa, Villalba, Benítez, Ruben Páz, Gamarra, Guiñazú e D’Alessandro, com forasteiros como Fernandão, Valdomiro, Manga, Falcão, Bodinho, Dario, Larry, Lúcio, Nilmar, Mário Sérgio, gaúchos como Tesourinha, Carlitos, Oreco, Nena, Taffarel, Carpegiani, Chinesinho, Batista, Mauro Galvão, Dunga, Flávio, Paulinho, Claudiomiro, Jair. Tantos de todos. Nada mais internacional. Poucos como o Internacional centenário. Aquele time de excluídos que, em 100 anos, hoje tem o sétimo maior número de sócios do planeta. São mais de 83 mil que têm mais que uma carteirinha. Eles têm um clube para amar que não depende de documento. Números e nomes não sabem contar o que uma bandeira vermelha pode fazer à sombra de um eucalipto. Uma bandeira vermelha pode ensolarar um estádio apagado, uma tarde cinzenta, e o mundo na terra do Sol Nascente. Aquele que iluminou Figueroa, aquele que inspirou Gabiru, aquele que neste 4 de abril vai nascer mais vermelho.
Na Argentina, a exemplo do Brasil, também se respira futebol. Ainda mais em ano de Copa. Assim como aqui, as ruas está tomadas de camisetas da seleção, outdoors com as caras dos craques e a TV passando incessantes propagandas, promoções e programas sobre as Copas. Televisão que incrivelmente consegue ter mais futebol ao vivo do que a brasileira. Quase que incessantemente em dia de jogo: tem o jogo das 14h, o das 16h, o das 18h e o das 20h, e, depois de tudo isso ainda tem as resenhas esportivas e as mesas redondas. Puxa! Nos venceram!
Na bola, normalmente não nos vencem mas têm aquela mania de superioridade em relação ao futebol brasileiro, mas também tenho que admitir que, de um modo geral, com as pessoas que falei, guardam um grande respeito e não ignoram quem tem cinco estrelinhas na camisa.
Conversando com um motorista de táxi sobre futebol, que aliás é uma coisa indispensável e divertida, ele me revelava sua grande admiração pelo futebol brasileiro, pelo escrete de 70 (para ele inigualável ) e por Ronaldinho Gaúcho que considera um exemplo de futebol arte. E não só por isso: nas ruas tem outdoors com a foto do Kaká e a TV passa documentários do Brasil penta com reverências aos grandes selecionados e seus craques. Eles são pretensiosos, ambiciosos mas não tão burros. Reconhecem a qualidade.
Ao lado, os bonecos de Maradona, Evita e Gardel, no bairro da Boca.
Agora, que lá Maradona é Deus, isso é mesmo. Tem Maradona em tudo quanto é lugar. As lojas de souvenirs tem camisetas com a cara do Dieguito e com frases polêmicas dele; miniaturas do cara em lojas de bibelôs; lojas de artigos esportivos dividem a 10 entre o atual, Messi e o eterno, Maradona; nas ruas há grafites com o rosto de Dom Diego e principalmente no bairro da Boca, há bonecos dele nas calçadas, nas varandas, nos restaurantes. Podem até admirar o futebol brasileiro, mas para eles, Deus só tem um e não está no céu. Está, atualmente dirigindo a seleção argentina.
Fiquei também positivamente surpreso com o cartaz e prestígio que o meu time, o Internacional, voltou a ter no exterior, no outro país de maior expressividade futebolística do continente. Lá, todos lembram do Inter principalmente por causa dos portenhos que atualmente vestem a camisa colorada, como Abbondanzieri e D’Alessandro, mas não apenas por isso; há um respeito em relação à grandeza e dificuldade que é jogar contra o Colorado gaúcho. Falando com alguns argentinos, referiram o Beira-Rio como um lugar dificílimo de jogar, onde o Banfield (que nos vencera na partida de ida da L.A.) não agüentaria a pressão no jogo de volta. Um deles, torcedor do Boca, disse mesmo ver na casa colorada tanta pressão quanto a Bombonera e que lá não teríamos dificuldade de derrotar um time pequeno como o Banfield. O próprio site do jornal Olé, a mais prestigiada pubicação esportiva daquele país, já havia se manifestado quanto a isso quando da vitória do Internacional sobre o Emelec, dizendo que lá é “um lugar tão difícil de jogar quanto a Bombonera”. Por acaso, comprovando mais ainda este respeito-temor-restrição, visitando o mítico estádio do Boca Juniors, no início do percurso quando a guia perguntava os times dos brasileiros que ali conheciam o estádio, todos se manifestaram com os seus: três rubro-negros daqui, um atleticano ali, um pontepretano e eu, de camisa vermelha me apresentei “Internacional”, ao que a guia do estádio respondeu brincando “Não, não. não são bem-vindos.” Fui depois, em uma área menos tumultuada, perguntar, ainda que já imaginasse a reposta, o porquê da repulsa e ela me disse que não tinha boas lembranças e que não queria nem lembrar da Sul-Americana. Gostei daquilo. É a retomada de um nome internacional que meu clube havia deixado se perder nos anos 80 e 90 e que com as conquistas e bravos enfrentamentos continentais, acabou recuperando.
Assistindo ao jogo do Inter na Libertadores no bar Loucos por Futebol.
Só espero que tudo isso se confirme nesta quinta-feira quando precisaremos vencer os argentinos do Banfield por 2x0. Que o Banfiled se assuste com a pressão, que o clube confirme toda esta grandeza, que o Beira-Rio grite alto e que mostre ser tão terrível quanto a Bombonera.
(vendo o jogo do Inter na Libertadores no Bar Loucos por Fútbol)
LA BOMBONERA
Por falar neste legendário estádio, este era um passeio que queria muito fazer em Buenos Aires e felizmente realizei. Conheci o tão temido estádio do Boca Juniors onde torcidas adversárias ficam espremidas e times adversários temem pela pressão.
O estádio é velho, comum se não fosse por sua mística. Escadarias e corredores estreitos, sala de imprensa pequena, vestiário modesto, mas com uma certa imponência por conta de suas arquibancadas altas.
Logo na entrada tem um museu muito legal com monitores passando imagens dos títulos do clube, telão de 360°, as camisetas históricas, o hall da fama com todos os jogadores que já vestiram a camiseta xenaize e, lógico os troféus das glórias dos "azul y oro".
Ainda sobre o estádio, não deve ser pra menos que os visitantes tremam lá: a torcida fica muito perto! Deve ser mesmo um terror jogar ali. Do lado das tribunas então, é praticamente vertical sobre o campo. E atrás dos gols onde ficam as barras bravas, então? Nossa! E deve ser atordoante e ameaçador passar pelos corredores que levam aos vestiários com a torcida gritando ali em cima!!! E olha só (ao lado) a distância que fica o torcedor de quem vai cobrar um escanteio. Imagina você ali e o cara te xingando a cada escanteio que você for cobrar e jurando "tu vas a morir, tu vas a morir". Não dá pra jogar tranquilo!
Confira aí outros cliques da Bombonera:
a fachada externa do estádio
o acesso aos vestiários
O museu do Boca Jrs. Acima, os monitores com imagens dos títulos e a sala de troféus e abaixo, o hall da fama com destaque para Maradona que jogou no clube em 1980.
e as grandes glórias do clube: 6 Libertadores e 3 Mundiais
É, nós do clyblog também gostamos de futebol!
Siiiim!!! Tanto que volta e meia fazemos alguma referência a algum evento importante do esporte (Copa do mundo, Libertadores, finais de torneios, etc.) ; habitualmente registramos presença nos estádios por onde passamos; muitos dos Causo de Dois Morro são sobre futebol, tirinhas do blog também fazem referência ao mundo da bola como as do Peymar ou a caríssima contração do time da horta; isso sem falar que, não raro, nas COTIDIANAS costuma aparecer algum conto ou crônica sobre futebol, tanto que uma delas até foi selecionada e publicada numa coletânea homenageando meu time do coração, o Internacional.
E dessa vez o clyblog5+ é mais ou menos sobre isso: os 5 maiores que já vestiram a camisa do time do coração de 5 convidados. Sei que no Brasil teríamos pelo menos 12 ou 15 times que valeriam a pena serem destacados, outra dezena que valeriam pela curiosidade, outros tantos pelo inusitado, mas dentro da nossa geografia de amigos, procuramos fazer o mais variado possível, sem sermos óbvios demais, mas de modo que ficasse minimamente interessante. Meus amigos flamenguistas,vascaínos, corintianos, botafoguenses, santistas, atleticanos, e tantos outros vão me perdoar, mas só tinha lugar pra 5 neste especial de 5 anos.
Assim, com vocês, clyblog5+ craques do seu time do coração:
1 Samir Al Jaber funcionário público torcedor do São Paulo Futebol Clube (São Paulo /SP)
"Fala aí, brother! É bem diferente de fazer lista de discos, né?
Até porque disco é uma coisa que dá pra ouvir e analisar
e tem muito jogador que o que sei é de relatos, leitura e DVD's históricos.
Bom, no fim, minha lista ficou até meio clichê."
Rogério Ceni
1. Rogério Ceni
2. Leônidas da Silva
3. Raí
4. Careca
5. Pedro Rocha
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2 Mateus Bianchim ator
torcedor da Sociedade Esportiva Palmeiras (São Paulo/SP)
1. Marcos
2. Evair
3. César Maluco
4. Ademir da Guia
O "Divino" é destaque
na lista do palmeirense
Mateus Bianchim
5. Obina
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3 Tiago Ritter jornalista
torcedor do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense (Porto Alegre /RS)
"Vou falar dos que vi e dos poucos que tive boas referências."
Renato
1. Renato Portaluppi
2. Danrlei
3. Dinho
4. Luís Carlos Goiano
5. Aírton 'Pavilhão'
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4 Liliane Reis Freitas
operadora de CFTV
torcedora do Sport Club Internacional (Sapucaia do Sul /RS)