Curta no Facebook

Mostrando postagens classificadas por relevância para a consulta Eddie Vedder. Ordenar por data Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens classificadas por relevância para a consulta Eddie Vedder. Ordenar por data Mostrar todas as postagens

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Pearl Jam - Estádio do Maracanã - Rio de Janeiro (22/11/2015)



Já com as luzes acesas durante "Rockin' inthe Free World"
Não sei mas, tenho a impressão que só eu não fiquei empolgado com o show do Pearl Jam.
Show normal, normalzinho.
Tinha grande expectativa por conta da apresentação que havia presenciado deles em Porto Alegre em 2005 e por todos os comentários que vinham sendo feitos em relação aos outros pontos da turnê mas no fim das contas foi um show morno.
"Oceans" como escolha para a abertura já me pareceu uma opção pouco feliz, a não ser que fosse seguida por um dos mega-hits ou por uma paulada, o que não foi o caso. "Present Tense" do álbum "No Code" a seguiu e assim, já a partir daí, a primeira parte se arrastou num ritmo não lento, mas sem pegada. É verdade que a moderação era quebrada de vez em quando por algo mais agressivo como "Even Flow", a boa "Mind Your Manners", uma das melhores do novo álbum "Lighting Bolt" e a excelente "Do The Evolution", talvez a mais empolgante do primeiro segmento, mas não era o suficiente para engrenar de vez.
Considerei o planejamento do repertório um tanto equivocado no seu conceito, no seu ritmo, na sua sequência, mas não dá pra negar também que parte da sensação pouco satisfatória do início do show pode ser um atribuída ao som do estádio que prejudicava muito a qualidade de cada música e por vezes fazia com que estas soassem como uma massa sonora única.
Eddie Vedder vestindo a sunga vermelha com a qual
foi 'presenteado' por um fã da plateia.
Terminada a primeira parte, no primeiro bis, depois de algumas acústicas, Eddie Vedder camou o público ainda mais para junto da si com uma interpretação de "Imagine" de John Lennon, em homenagem a um fã morto num dos atentados de Paris com o público proporcionando um belo espetáculo visual com seu celulares acesos. Mas a balada de Lennon já trouxe no rastro a intensa "Jeremy" e a boa "Why Go" para quebrar a sequência morosa e fechando o segundo trecho com uma inusitada mas interessante participação de um fã aniversariante que pedira para cantar e que surpreendentemente mandou muito bem puxando a introdução de "Porch".
Com um Eddie Vedder simpático, falante e bem-humorado, o último bis compensou a desnecessária cover da infame banda que estava no Bataclan em Paris e da chata "Last Kiss" de Wayne Cochram (mas que, devo fazer justiça, todos cantaram juntos acompanhando com palmas) com as ótimas versões para os clássicos "Comfortably Num" do Pink Floyd e da já tradicional "Rockin' in the Free World" de Neil Young, talvez o melhor momento do show com as luzes do estádio já acesas, encaminhando o final e a galera se acabando no rock'n roll. Esta última parte também apresentou os clássicos "Black" e "Alive" que não poderiam faltar, até porque, no fim das contas, a maioria esmagadora das pessoas que estava no estádio estavam interessadas em ouvir as músicas do álbum "Ten" e na reta final foram recompensadas com o que esperavam. Aliás, ambas duas tiveram execuções e performances à altura de suas grandezas com a devida entusiasmada reação do público que as cantou em côro de forma emocionante.
Para ser justo, com o final se aproximando, com as covers, com os clássicos da banda e o clima descontraído, chegando ao ponto do vocalista vestir por cima da bermuda uma sunga jogada pelos fãs, dá pra dizer que a tepidez que dominava o espetáculo na maior parte do seu tempo deu lugar a um show, no fim das contas, interessante. Antológico? Incrível? Maravilhoso? Não, não. Um bom show. Bom. Só isso.


SET LIST - "Pearl Jam - Maracanã
Oceans 
Present Tense
Corduroy
Hail Hail
Mind Your Manners
Do the Evolution
Amongst the Waves
Save You
Even Flow
Who You Are
Setting Forth, da carreira solo de Eddie Vedder)
Not for You
Sirens
Given to Fly
I Want You So Hard (Boy’s Bad News), do Eagles of Death Metal
Comatose
Lukin
Rearviewmirror


Bis 1:
Yellow Moon (acústica)
Elderly Woman Behind the Counter in a Small Town (acústica)
Just Breathe (acústica)
Imagine, de John Lennon (acústica)
Jeremy
Why Go
The Fixer
Porch

Bis 2:
Last Kiss, de Wayne Cochran
Comfortably Numb, do Pink Floyd
Spin the Black Circle
Black
Better Man
Alive
Rockin’ in the Free World, de Neil Young
Yellow Ledbetter

Só pelo registro, com imagem distante mas com som bastante razoável, segue o vídeo da execução de 
"Alive" - Maracanã (22/11/2015)




por Cly Reis

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Pearl Jam - "Ten" (1991)

“Eu tenho problemas com as coisas boas que escrevem sobre o Pearl Jam. Aliás, eu tenho problemas com tudo... Gostaria de nunca ter aparecido na MTV, cara. Me sinto um bobo tendo de falar sobre a banda o tempo todo.
Eddie Vedder


Discaço, frequentemente envolvido em uma desnecessária disputa com o "Nevermind" do Nirvana, que além de não levar a nada, invariavelmente tende a fazer-se tentar depreciar um em nome do outro. Particularmente prefiro o "Nevermind" por considerá-lo fundamental num contexto muito mais abrangente, mas o que não invalida em nada minha grande admiração por este disco que é, inegavelmente, junto com a obra-prima de Kurt, o grande expoente da geração Seattle além de um dos mais importantes dos anos 90 e desde seu lançamento, já um dos importantes da história do rock.
"Ten" , disco de estreia do Pearl Jam, apresentava-nos uma banda forte, com ímpeto, peso, energia, e  agressividade, porém ao mesmo tempo melódica e sensível, com composições bem constituídas e interpretações poderosas e envolventes de Eddie Vedder, seu vocalista e letrista, um tipo extremamente carismático e cativante, apesar de sua personalidade difícil e instável.
No disco, após a breve prelúdio quase instrumental (pois tem algum murmúrios ao fundo) uma linha de baixo bem grave e sinuosa introduz à violenta "Once" que com sua letra forte e vocal furioso começa a dizer a que veio o álbum. "Even Flow" que a segue, é outra pedrada com sua levada pesada e poderosa; "Alive" o grande sucesso da banda, traz um riff inicial envolvente e melodioso, um refrão marcante interpretado de maneira extraordinária por Vedder e um empolgante solo final . "Black", de início lento, de um desenvolvimento crescente, é outra em que Vedder usa todo seu talento vocal e acaba por trazer-nos outra interpretação memorável culminando num final emocionante. Outra das boas do disco, "Jeremy" , é mais uma paulada, igualmente impactante tanto em música quanto em letra, totalmente oportuna nos dias de hoje quando se fala tanto em bullying.
A balada "Oceans" alivia sonoramente e apresenta uma canção lenta de característica quase acústica; "Deep" é fodona; a boa "Garden" também é um destaque e a longa "Release" com seu andar arrastado e denso encerra a obra trazendo no rastro a repetição da vinheta inicial, "Master/Slave", que fecha o disco da mesma forma que abriu: lenta e sombriamente.
Uma vez vi o Pearl Jam ao vivo só porque não tinha nada melhor para fazer. Porto Alegre tinha naquele momento um vazio de shows bons e quando pintou o Pearl Jam por lá achei que seia um bom programa. Na época nem curtia muito o som dos caras, conhecia "Alive" e "Even Flow" acahva legal mas... era isso. Mas depois daquela apresentação inesquecível passei a respeitar muito mais a banda e admirar o som dos caras. Grande banda e um dos maiores shows de rock que já fui na vida.

**********************

FAIXAS:
1. "Once" 3:51
2. "Even Flow" 4:53
3. "Alive" 5:40
4. "Why Go" 3:19
5. "Black" 5:44
6. "Jeremy" 5:18
7. "Oceans" 2:41
8. "Porch" 3:30
9. "Garden" 4:59
10. "Deep" 4:18
11. "Release" 9:05

***********************
Ouça:
Pearl Jam Ten


Cly Reis

sábado, 21 de novembro de 2015

Pearl Jam no Rio



Eddie Vedder com Marky Ramone ao fundo.

Nem era grande fã do Pearl Jam mas, em 2005, na falta de grandes shows aterrissando naquele momento lá pelas bandas de Porto Alegre, onde morava na época, resolvi dar aquela conferida no show dos caras. Não podia ter tomado decisão mais correta! A apresentação da banda de Seattle na capital gaúcha foi simplesmente catártica com direito a canja de Marky Ramone na batera para que Eddie Vedder interpretasse visceralmente o clássico dos Ramones, "I Believe in Miracles". Ainda agora, aqui escrevendo, me arrepio só de lembrar.
Mas eis que terei a oportunidade de rever esta banda que me impressionou tanto no palco e que depois daquilo só cresceu no meu conceito, desta vez aqui no Rio de Janeiro, no estádio do Maracanã, no próximo domingo, 22 de novembro. Diante das notícias dos shows realizados até então em Porto Alegre, São Paulo, Brasília e BH nesta presente turnê, tenho a impressão que a minha sensação de êxtase se renovará com esta nova apresentação.
Bom, então é aguardar com grande expectativa e com certeza o clyblog trará detalhes, opiniões, sensações, fotos e o que mais for possível depois do show.
Por enquanto fiquem aí com um gostinho provando o quanto os caras mandam bem ao vivo, exatamente com "I Believe in Miracles", na turnê de 2005, só que da apresentação de São Paulo.



vídeo Pearl Jam - "I Believe in Miracles" - São Paulo (2005)



Cly Reis

segunda-feira, 13 de abril de 2015

"Livre", de Jean Marc Valeé (2014)


Sou fascinado pela história de Christopher McCandless (ou Alexander Supertramp). Em 1992, aos 24 anos, o "jovem-vida-perfeita" botou uma mochila nas costas e se bandeou estrada afora, sem um tostão no bolso, rumo ao isolamento na carcaça de um ônibus abandonado em Fairbanks, no Alaska. Uma jornada de autoconhecimento, de desapego transcendental, de alguém completamente fora dos padrões do quadradismo mundano. A história, trágica, ficou famosa depois de uma reportagem publicada em 1993 na revista The New Yorker. O autor, John Krakauer, acabaria transformando a história em livro: "Na Natureza Selvagem", de 1996. Em 2007, Sean Penn dirigiu Emile Hirsh como McCandless e trilhou a obra-prima ao som de Eddie Vedder. O filme é genial. Tudo nele é genial; de uma ponta a outra.
Agora, finalmente matei a curiosidade de ver algo que se lançou (pelo menos foi a primeira impressão que tive) como a versão feminina dessa história. De fato, "Livre" lembra "Na Natureza Selvagem": uma jovem, vinte e poucos, resolve fazer, sozinha, uma trilha de 1,8 mil km tentando superar uma sequência de traumas. Em meio a isso, pitadas de literatura (ainda que mais acanhadamente). A história também é real, porém mais agridoce. Muita gente teima em lembrar de Reese Whiterspoon por "Legalmente Loira", mas prefiro a referência de "Johnny & June". Ela vai bem em "Livre", dirigido por Jean Marc Valeé (o mesmo de "Clube de Compras Dallas"). Pontos positivos, ainda, para a fotografia; o roteiro fragmentado e muito bem construído por Nick Hornby; e a trilha, que leva desde o El Condor Pasa inigualável de Simon &; Garfunkel até uma ceninha com banda cover de Greateful Dead. Não é "Na Natureza Selvagem", mas é justo e tão verídico quanto.


segunda-feira, 20 de abril de 2026

Elvis Presley - "Elvis Presley" ou "Rock 'N' Roll" (1956)



“As pessoas de cor vêm cantando e tocando desse jeito por tanto tempo que nem mesmo sei. Eles tocam assim nos cortiços e ouvem essa música na jukebox. Ninguém deu a mínima até que comecei a cantar esse estilo. 
Aprendi com eles”.
Elvis Presley

"Houve muitos caras durões. Já houve impostores. E houve concorrentes. Mas só há um Rei". 
Bruce Springsteen

Foi em 26 de março de 1956. Esta é a data simbólica do nascimento de algo que revolucionaria a sociedade da idade contemporânea: o surgimento do rock 'n roll. Neste dia, após três anos de carreia musical, Elvis Aaron Presley, então com apenas 21 anos, lançava seu clássico e homônimo primeiro disco, não à toa também intitulado com aquilo que ousa inventar: “Rock ‘N’ Roll”. Muito já se falou sobre este álbum, e muito teria ainda a se falar hoje, 70 anos após sua chegada às lojas, aos ouvidos e aos corações de gerações de fãs. Mas como pede a cartilha de um bom rock, o legal mesmo é falar pouco e curtir, mas curtir muito!

Do primeiro crepitar da agulha no vinil ao último, são só músicas icônicas da cultura mundial, como poucos produtos culturais conseguem oferecer. É impaciente até hoje, e seguirá sendo, aquele início com "Blues Suede Shoes": "Well, it's one for the money" (dois acordes do violão e da bateria), "Two for the show" (mais dois acordes), "Three to get ready”, (bateria antecipando) “Now go, cat, go/ But don't you step on my blue suede shoes”. A partir daí, é a cargo de Elvis ao violão e do incendiário trio: Scotty Moore, guitarra; Bill Black, baixo; e D.J. Fontana, bateria; além de Gordon Stoke, ao piano; e os The Jordanaires, nos vocais de apoio. São os primeiros acordes do começo de um novo mundo. É a liberdade soando pelos ouvidos! 

A atitude, a assimetria, a rebeldia, a imperfeição, a perfeição, a luxúria, a carne, a carne. A música nunca mais foi a mesma depois daqueles 2 minutos chegarem ao fim. Os jornais da época chamariam de “primitivo”, “delinquente”, “vulgar”, “animalesco”, e “que suas performances deveriam ser restritas ao cais do porto e a bordéis, não à televisão nacional”. É tudo isso, sim, meus senhores. Era algo realmente delinquente, primitivo, assustador. E irrefreável. E divino.

Num disco cuja primeira faixa simboliza uma das maiores transformações comportamentais, mercadológicas e artísticas do século 20, ainda havia mais. Já existia "Hound Dog", single daquele mesmo ano com que Elvis pusera o mundo de cabeça para baixo. Bruce Springsteen, fã ardoroso do King, disse por toda uma geração do impacto que a icônica faixa teve para ele na primeira vez que a ouviu: "Ela simplesmente atravessou meu cérebro". Mas o álbum ia além disso, pois materializava em uma obra completa essa revolução. Elvis canta a “Tutti-Frutti” do negro gay e desafiador Little Richards empostando a voz blueser e dando uma outra roupagem a esse marco do rock. Afinal, Elvis mostrava, ainda muito embrionariamente, que rock, esse insubordinado filho direto do blues, se desmembraria em centenas e centenas de outros subgêneros. “Rock and roll can never die”, diria Neil Young em sua canção.

E tem também o country rock "Just Because", uma versão folk para o Standart “Blue Moon” e as baladas indefectíveis "I'll Never Let You Go (Lil' Darlin')" e "I Love You Because", gravações que Elvis registrara em seu período de Sun Records, entre 1953 e 1954, e cujos takes tornaram-se lendários como precursores do rock. E Elvis também canta o gênio Ray Charles ("I Got A Woman"), dos primeiros a fazer generosa ponte entre a música do Oeste com o R&B do Sul; "One-Sided Love Affair", que contém todos os predicados de um rock embalado; e "Trying to Get to You", exemplar country rock, com um show de vocal de Elvis.

E o que dizer de “Money Honey”, outro ícone da cultura contemporânea, muito bem escolhida pelo produtor da RCA, Steve Sholes, para encerrar o disco? Estão ali os maneirismos, a potência vocal, a reverência à tão massacrada cultura afro-americana daquela época. Elvis, alheio a qualquer preconceito de raça, disse: “Lá em Tupelo, Mississippi, eu ouvia o velho Arthur Crudup mandando bala e pensei que se eu conseguisse passar esse mesmo sentimento, minha música não teria igual”. No alvo, mr. Presley. 

A própria capa, centenas de vezes imitada e referenciada com suas letras em rosa na vertical no canto à esquerda e em verde na horizontal, abaixo, é pura ousadia: visceral, potente e até erótica para a época. Mesmo sem ser enquadrada, é possível enxergar, só de ver a expressão de seu rosto, os quadris e as pernas remexendo freneticamente e enlouquecendo de tesão a plateia, tal como a febre Elvis provocaria por anos.

O jovem caipira do Mississipi, nascido numa sociedade racista e colonialista, conviveu e absorveu do povo negro as suas principais referências. Soube ele misturar a enraizada cultura folk, a sonoridade melancólica do country e a visceralidade da tradição negra - o blues, o gospel, o R&B e, claro, o nascente rock ‘n’ roll, que já havia sido criado por mãos negras de Sister Rosetta Tharpe. Elvis juntou os branquelos feiosos Carl Perkins, Bill Halley e Jerry Lee Lewis aos roqueiros negros Little Richards, Chuck Berry e Bo Diddle, mais uma pitada do modern country de Ramblin' Jack Elliott e Woody Guthrie à sua imagem jovial e estonteante e seu carisma e, pronto: estava feita a química para o maior ícone pop de todos os tempos.

Nunca mais se repetirá essa combinação.

Mick Jagger, John Lennon, Madonna, Lou Reed, Elton John, Springsteen, Renato Russo, Lana Del Rey, Paul McCartney, Freddie Mercury, Eddie Vedder, Joan Jett, Bob Dylan, todos, sem exceção, devem ao Rei do Rock.

Elvis Presley, o disco, é muito mais do que um disco. É o raiar de uma era. É a criação da cultura pop. É a invenção de uma nova linguagem. É o florescer de uma revolução comportamental. É o nascer para valer da indústria fonográfica. É a entrada da juventude no mercado consumidor. É a instituição da cultura jovem. É a concretização do fenômeno de massas. É a simbolização da "vitória" dos Estados Unidos na Segunda Guerra, mesmo com a polarização da Guerra Fria (afinal, do outro lado da Cortina de Ferro não havia nada parecido com ele). Elvis, o disco, que alça o artista ao estrelato, é o primeiro efeito multimídia, que vazaria para o cinema, a TV e milhares de produtos do “Américan way of life”. Primeiro disco de rock ‘n’ roll a liderar as paradas, primeiro a passar dez semanas no topo da Billboard Top Pop Albuns. O primeiro do gênero a vender mais de um milhão de cópias. 

Há quem acredite que Elvis, Rei do Rock, foi a encarnação de Jesus Cristo, Rei dos Reis. Embora sua também breve existência, assim como a do filho de Deus, e o forte impacto de sua passagem entre os mortais, mobilizando multidões por onde passsava, não há como comparar. Cheio de defeitos, Elvis foi se mostrando cada vez mais machista, mesquinho e mimado, Elvis foi a representação perfeita não da Redenção, mas, sim, do messiânico rock ‘n’ roll, aquela música que veio à Terra, há exatos 70 anos, para salvar a humanidade. Da caretice do mundo.

🎸🎸🎸🎸🎸🎸🎸🎸🎸

FAIXAS:
1. “Blue Suede Shoes” (Carl Perkins) - 1:58
2. “I'm Counting On You” (Don Robertson) - 2:21
3. “I Got A Woman (Ray Charles) - 2:22
4. “One-Sided Love Affair” (Bill Campbell) - 2:10
5. “I Love You Because” (Leon Payne) - 2:39
6. “Just Because” (Bob Shelton, Joe Shelton, Sid Robin) - 2:32
7. “Tutti Frutti” (Dorothy La Bostrie, Richard Penniman) - 1:57
8. “Tryin' To Get To You” (Singleton, McCoy) - 2:31
9. ”I'm Gonna Sit Right Down And Cry (Over You)” (Biggs, Thomas) - 2:01
10. “I'll Never Let You Go” (Jimmy Wakely) - 2:21
11. “Blue Moon” (Rodgers & Hart) - 2:39
12. “Money Honey” (Jesse Stone) – 2:33

**********
OUÇA:

🎸🎸🎸🎸🎸🎸🎸🎸🎸


Daniel Rodrigues