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segunda-feira, 11 de maio de 2026

Duas (ou mais) músicas em uma

Sabe aquela música você está lá ouvindo-a numa boa, até que, de repente, tudo muda? O que era um rock agitado vira uma balada romântica. O que começa como um folk-rock se transforma num break dançante. O que parecia ser só uma melodia inocente passa, de uma hora para outra, a ser uma canção folclórica latina.

É meio raro de acontecer e não é fácil de dar certo, mas todos esses exemplos realmente existem. Algumas joias tanto da discografia rock quanto da MPB, principalmente, seguem essa métrica diferente. Diria até surpreendente de incorporar duas músicas em uma.

E não estamos falando aqui daquelas que só têm um finalzinho diferente, criativo. Isso é bem mais comum e não nos vem ao caso agora. Poderíamos talvez até falar de “Cry Baby Cry”, dos Beatles, que, após uma balada romântica de Lennon, tem McCartney encerrando-a cantando lindamente outra melodia, a de "Can You Take Me Back". Mas é tão curtinha! Apenas 28 seg, o que não dá para chamar de “virada”. Outra que até poderia é “Mask”, da Bauhaus, que se estabelece como uma marcha soturna quando, encaminhando-se para o fim, entra um solo de violão que altera totalmente a atmosfera, tornando-a algo ritualística. A base, contudo, mantém-se, então, também não conta. Muito menos aquelas que vão se transformando em si próprias, minissinfonias, tal "Menina Goiaba" (Gilberto Gil), "Happiness Is a Warm Gun", (Beatles) ou várias coisas dos progressivos.

Falamos aqui, sim, de belas músicas que já eram boas de um jeito, mas que, repentina e deliberadamente, viram outra coisa. E tão legal quanto, como se fossem duas obras em uma só.

Como toda lista, obviamente, a intenção não é dar conta de todos os casos com esse perfil. Longe disso. Como estes, certamente existe uma infinidade de registros, que não lembramos ou, muito mais numerosas, que nem conhecemos.


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Feedback Song for a Dying Friend – Legião Urbana (1989)


A Legião Urbana era dotada de muita inventividade. Se faltava apuro técnico aos seus integrantes como instrumentistas após a saída do excelente baixista Renato Rocha, sobrava criatividade e referências culturais inteligentes a Dado Villa-Lobos, Marcelo Bonfá e 
Renato Russo, principalmente. Nessa linha, "Feedback...", do disco “As Quatro Estações”, de 1989 (o primeiro do grupo como trio), é exemplar. Um hard rock cantado em inglês, no melhor estilo Led Zeppelin, que, lá pelo seu final, a aproximadamente 3 min20’ e depois de uma parada dramática, a música se transforma numa deslumbrante dança da Grécia Antiga. E mais legal: a letra segue, com Renato cantando ainda mais lindos versos até finalizá-la epicamente.

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Layla – Derek & The Dominos (1970)

Quem gosta de cinema e de rock jamais conseguirá dissociar esse clássico do rock do filme “Os Bons Companheiros”. A sequência com a câmera em travelling encontrando os corpos de assassinados congelados dentro do caminhão refrigerado é, além de uma das mais memoráveis da filmografia de Martin Scorsese, aquela que tem a canção da Derek and the Dominos (leia-se Eric Clapton). Mas Scorsese, grande amante de rock e de música, soube exatamente que trecho de “Layla” extrair para montar a sua cena: a segunda parte desse blues eletrificado, justo quando o piano de Jim Gordon (não à toa, coautor da música) é quem dá as cartas com uma balada lírica. 

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Televison Man – Talking Heads (1985)

David Byrne e sua trupe sempre foram muito criativos e já haviam ensaiado viradas que surpreendem em outras músicas. Porém, nada como esse pop rock empolgante que é “Television Man”. Penúltima faixa de um disco tão pop quanto perfeito da Talking Heads, o "Little Creatures", “Television...” se desenvolve melodicamente de forma muito agradável e contagiante, até, por volta de 2min30' (ou seja, menos da metade da duração dela, de 6min10'), toma um rumo que a potencializa. É quando entram as percussões brasileiríssimas de Steve Scales, Byrne puxa um coro feminino para repetir com ele: “Na-na-na-na-na-na”, além de metais, linha de teclados que se cruzam e guitarras percussivas. Um êxtase.

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Novacane – Beck (1996)

Beck estava afiadíssimo quando lançou seu terceiro álbum, o clássico “Odelay”. Com o apoio luxuoso dos Dust Brothers (John King e Mike Simpson), que cuidavam de cada detalhe do arranjo e da produção, o músico norte-americano teve campo livro para compor certamente a sua melhor obra, cheia de músicas com reviravoltas, mudanças e variações das mais diversas. A que mais surpreende neste sentido, contudo, é “Novacane”. O que começa e se desenrola como um hard-funk, por volta 3 min 20', vai para outra direção completamente diferente em ritmo e textura, quando uma espécie de break eletro-retro toma conta até encerrar a faixa. Essas coisas inclassificáveis, que só Beck & Dust Bros. produziram e viraram de ponta-cabeça o rock alternativo dos anos 90.

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Pablo – Milton Nascimento (1973)

Com a ditadura a mil pelo Brasil no início dos anos 70, sobrou também para Milton Nascimento. Seu disco “Milagre dos Peixes” foi sumariamente picotado pela censura, que proibiu quase todas as letras. Solução? Fazer um disco caprichado no instrumental, arranjos e composições, que resultou num dos melhores da carreira do gênio de Três Pontas. “Pablo”, faixa que encerra o álbum, uma aparentemente inocente canção infanto-juvenil, saiu ilesa, e deu a oportunidade ao jovem Nico Borges, irmão caçula dos Borges então com 12 anos, cantar os belos versos escritos por Ronaldo Bastos. Porém, no minuto final, o instrumental de “Cadê”, uma das prejudicadas pela censura, surge em fade-in para encerrar esta obra-prima em ritmo andino. Milton marcando posição e fazendo milagre.

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Variações sobre um Mesmo Tema – Engenheiros do Hawaii (1988) 

O que esperar de uma música cujo título é “Variações sobre um Mesmo Tema”? Numa fase encantada, a Engenheiros do Hawaii de Humberto Gassinger, Augusto Licks e Carlos Maltz entrega mais do que uma letra justificadora, e, sim, uma música que aplica essa variação também na melodia. E promovem não apenas uma variação, mas duas! Os versos invariavelmente brilhantes de Gassinger à época compõem o que eles classificam de Parte 1, que se desenrola sobre um ritmo marcado em três tempos. Depois, uma queda brusca para uma atmosfera etérea, quando a voz de Licks praticamente declama alguns dos mais belos versos do cancioneiro da banda. Então, para fechar mesmo (e encerrar o disco “Ouça o que Eu Digo, Não Ouça Ninguém”), um hard rock instrumental possante, algo fusion e progressivo. 

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Miserable Lie – The Smiths (1984) 

The Smiths é aquilo, né: o mais alto grau de criatividade de toda a geração do britpop anos 80. “Misarable Lie” é uma das provas de que eles não deixariam de apresentar essa métrica diferentona de música "2 em 1". Johnny Marr e sua guitarra genial exercita um rock cadenciado na primeira e um punk rock na segunda. Tudo isso, sem precisar usar pedal de distorção! É guitarra purinha! A bateria de Mike Joyce – como em “London”, outra punk da banda – engendra uma cadência sincopada. Andy Rourke, baita baixista, segura todas na “cozinha”. E Morrissey... Ah! Moz destrói tudo na primeira e na segunda seção! A última, aliás, em que ele faz os seus peculiares “falsetes sopranos”.

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I’m the Ressurrection – The Stone Roses (1989)

Outra dessas melodias de moldagem plástica e que servem para encerrar um álbum, assim como “Variações sobre um Mesmo Tema”, da Engenheiros, e “Pablo”, de Milton. Ou seja: tem um papel fundamental dentro da narrativa da obra que integra. No caso, o histórico debut da The Stone Roses. E para uma música chamada “Eu Sou a Ressurreição”, haja reviravoltas! Em seus pouco mais de 8min, faz jus ao título: é uma coisa até 3 min40’, uma segunda até uns 6min20’ e ainda um terceiro formato para encerrar. Muitos reencarnes.

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The Murder Mystery – The Velvet Underground (1969)

O disco homônimo da Velvet Underground de 1969 já não contava mais com John Cale na formação, dando, assim, total liberdade à mente criativa de Lou Reed. “The Murder...” é quase um parque de diversões compositivo: conjuga duas melodias intercaladas, uma espécie de habanera e um rock intenso e de estrutura circular, tudo com variados vocais: os de Doug Yule, Sterling Morrison, Maureen Tucker e os dele mesmo, Lou. Só que, a aproximadamente 6 min 30', como se não bastasse, vai surgindo ainda uma outra música, totalmente díspar da(s) anterior(es): uma quase "bagatelle” com base de piano e uma letra quase falada por este criador de obras-primas como “Heroin”, “Pale Blue Eyes”... e “The Murder Mystery”.

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Eve White/Eve Black – Siouxsie & The Banshees (1980)

Outra banda altamente criativa, a Siouxsie & The Banshees é também capaz de imaginar melodias tão elásticas formalmente. “The Rapture”, que dá nome ao disco deles de 1992, é uma minissinfonia pós-punk, que se bifurca para três lados. Mas eles já haviam se aventurado por esses limites melódicos no início dos anos 80, mais precisamente no compacto de “Christine”, com “Eve White/Eve Black”. De novo, uma dentro da outra: começando só com uma base de guitarra e voz e terminando transtornada. No caso, as faces “branca” e “negra” da mesma Eve. E se a gravação original já passa bem o espírito dual, a versão ao vivo do clássico álbum “Nocturne”, de 1983, é de arrepiar, principalmente no instante da mudança de uma parte para outra, quando Siouxsie solta um dos gritos mais assustadores da história do rock. Garanto que ate Ozzy Osbourne ficou com medo.

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Daniel Rodrigues
com colaboração de Cly Reis

quinta-feira, 7 de agosto de 2025

Exposição “Andy Warhol: Pop Art!”, de Andy Warhol - Museu de Arte Brasileira – MAB FAAP - São Paulo/SP

 


"Não importa quantas vezes a gente se encontre na pista, ele [Halston] me agarra e me abraça e me beija e diz, 'É muito bom ver você, mr. Warhol'".
Andy Warhol, em "Diários de 
Andy Warhol - vol. 1 (1976-1981)"

Não é errado dizer que o motivo que nos levou a esta curta mas proveitosa temporada em São Paulo foi ver Andy Warhol. A vontade de visitar a cidade já nos era acalentada há anos, mas sempre impossibilitada por uma série de fatores que não vêm ao caso enumerar. Porém, a presença de Warhol através da exposição temática a ele “Andy Warhol: Pop Art!”, no Museu de Arte Brasileira – MAB FAAP, era forte o suficiente para considerarmos a possibilidade, o que se concretizou em junho, pouco antes da mesma ser prorrogada até final de agosto.

Artista referencial em nossas formações tanto culturais e filosóficas como acadêmicas, Andy é daquelas admirações de anos. Aliás, para possivelmente qualquer ser humano que viveu os últimos 80 anos, visto que suas criações, tão emblemáticas quanto icônicas, são parte da vida social do mundo moderno. Já havíamos visto algumas obras dele em parceria com Jean-Michel Basquiat no CCBB de Belo Horizonte, em 2014, e na mostra individual de Basquiat no CCBB do Rio de Janeiro, em 2018, e já tínhamos nos embasbacado. Imagina agora, nesta exposição, que reúne mais de 600 peças do “pai da pop-art”!?

Como fãs e conhecedores de sua trajetória, não deixamos de sentir algumas ausências na seleção das obras. É o caso das belíssimas capas para LP’s de jazz do início da carreira, anos 50, ou mesmo os quadros coassinados com Basquiat, da segunda metade dos anos 80, de um Warhol já adoecido e “passando o bastão” ao pupilo. Porém, nada que desmereça a excelente curadoria, que dá, sim, a dimensão da magnitude de sua obra. Estão lá as bottle-lines da revista Glamour no começo da carreira; os anúncios para calçados e artigos de luxo dos anos 50; a arte kitsch dos anos 70; a Factory; o Studio 54; o lado designer; o publisher, a ligação com a música pop; os quadros clássicos (Marylin, Liz Taylor, Elvis, Pelé, Liza); o pioneirismo como “influencer”; a moda; o ativista político; o visionário do audiovisual e quantos Andy Warhol se queira imaginar.

Com textos muito bem escritos e informativos, ressaltando o que merece, a exposição recapitula os principais momentos históricos de sua carreira nas artes, sejam elas visuais, da música, da moda, do cinema, da televisão ou da fotografia. De um senso estético-visual impressionante, o qual ele ajudou a redefinir no cenário da arte contemporânea, Warhol tinha também domínio do desenho – como, aliás, todo grande artista visual que se preze, tal Picasso, Dali ou Pollock. Por trás das fotos manipuladas e das serigrafias havia sempre um traço apurado, como fica evidente seja nas naturezas mortas, dos anos 50, ou nas serigrafias e tinta acrílica sobre linho das figuras de Miguel Bose (1983) ou de Albert Einstein (1980), que lembram o traço leve e contínuo de Jean Cocteau.

Quadro de Miguel Bose: serigrafia que não esconde
o lindo traço a la Cocteau

É muita coisa legal que Warhol produziu, e impressiona bastante ver isso tudo reunido. As séries com rostos de artistas, como as de Silvester Stallone, Debbie Harry, Alfred Hitchcock e Clint Eastwood é de cair o queixo. Igualmente, as centenas de polaroides das mais variadas pessoas, de Yoko Ono a Truman Capote, de Dennis Hooper a Mick Jagger, de Jane Fonda a Valentino. As fotografias das funções na Factory, os filmes experimentais (“Eat”, “Kiss” e “Velvet Underground”), as embalagens de Campbell’s e Mott’s, as capas de discos...

Famosos ou não, ninguém em NY
escapava de sua Polaroid
Nada escapava a essa figura aglutinadora e em constante processo, uma força da natureza multimídia. Embora vivesse rodeado de famosos iguais a ele, Warhol nunca deixou que isso se sobrepusesse ao seu trabalho e relegasse a segundo plano sua arte. Pelo contrário: quanto mais se enfurnava nesses universos, mais tirava combustível para produzir. Warhol não se perde nessa fogueira de vaidades justamente porque ele sabia ser ferramenta para a materialização - e crítica - do que hoje é conhecido como showbiz. Ele era figura central e catalizadora de todos esses estímulos que o rondavam: Hollywood, universo queer, noite nova-iorquina, publicidade, moda, música pop, televisão. Dos famosos aos anônimos, todos deveriam ter pelo menos 15 minutos de fama, entendia ele. Warhol teve muitos 15 minutos multiplicados até os dias de hoje e assim certamente continuará.

No Jornalismo, reza que se deve evitar usar o termo "gênio" para qualquer pessoa com o perigo de vulgarizar o termo. Se for aplicar genialidade para qualquer um, o que dizer, então, de Mozart, Da Vinci ou Shakespeare? Embora não leve tanto assim a sério a regra, visto que me empolgo com "genialidades" alheias, hei de concordar, sim, que muitas vezes se vulgariza o termo. Mas com Andy Warhol não há esse receio. Warhol é gênio, sim, tanto quanto estes citados. Um Mozart, um Da Vinci, um Shakespeare de nossos tempos.

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As flores dos primeiros desenhos, anos 50

Rosas feitas em nanquim e corante de anilina sobre papel

"Cabeça de menino", de 1950, bonito traço feito a nanquim e grafite

Borboletas, do mesmo ano (grafite sobre papel)

"Lenço de seda" em grafite e têmpera
 
O universo da moda entra na sua vida em 1955

Como ilustrador exclusivo da marca de calçados I. Miller Shoes
Company, faz anúncios para o New York Times

Anúncio para perfume Bottle, de 1953

"Pássaros e abelhas voando" (s/d): ideias de pop art

Dos anos 60, abstratos

Mais borboletas, espalhadas pelos anos 50 e 60

Brilhante anúncio para a Dior, já com cara do que Basquiat faria

Ainda a moda: torso de Paola Dominguim, de 1983. Moderníssimo

O estilista Halston ganharia alguns posters em 1982 para sua linha de casacos

"Abra este lado": a fantástica série baseadas em etiquetas
de transporte e manuseio, de 1962. Muito pop

Vestido "Frágil" composto só de etiquetas "descartáveis"

As clássicas embalagens de Campbell's: arte como produto


Brillo, Mott's, Heiz, Del Monte, Campbell's: 
o design industrial ganha status de arte


Embalagem de Campbell's virou um ícone

Elvis duplo: um clássico do mundo moderno

Por falar em clássico, o que dizer desta
serigrafia de 1964, a obra mais cara do mundo?

Victor Hugo, amigo e modelo para diversos quadros, aqui
neste díptico de tinta acrílica e serigrafia sobre linho de 1978

Mais um clássico: Elizabeth Taylor, de 1964

Liz Taylor num dos mais emblemáticos trabalhos de Warhol

A série feita para Jackie O. em 1964, logo após o assassinato de John Kennedy

As borboletas, as flores e as imagens 
repetidas estampadas nos lenços

A criatividade das artes e capas da revista Interview

Mais da Interview: arte visual e gráfica

Como layoutar uma revista com criatividade

As estamparias de camisetas. O amigo Keith Hering está numa delas

Warhol nos domínios do seu estúdio Factory

Cenas das festas nova-iorquinas dos anos 70/80

A agitação cultural da Factory em fotos

Um jovem Sting fotografado por Warhol

Série "Ladies and Gentlemen", de 1975, sobre a cena queer de NY

Mais do tributo vibrante à comunidade trans e drag da Big Apple

Warhol faz seu próprio "Rorscharch", gigante acrílico sobre linho de 1984

"Estátua da Liberdade Fabis", de 1986, último ano de vida do artista

Da série Skulls, de 1976: crítica à tradição cristã, pegada punk e
o desencanto do fim de século com a AIDS e a Guerra Fria

"Tunafish Disaster": o atum em lata que matou pessoas em 1963
virou crítica ao consumismo

Genial obra feita da oxidação provocada pela urina sobre metal

A impactante - e grandiosa - "A Última Ceia", de 1986


"A Última Ceia", dos trabalhos finais de Warhol

Fantásticas serigrafias para criticar a cadeira elétrica
da série "Death and Disaster", de 1963

Série de Mao Tsé Tung, de 1972

Mais Mao

Lindas pinceladas sobre o desenho numa das 199 serigrafias de Mao feitas por Warhol


Filme "Kiss", de 1963

As lindas capas de discos e filmes. Pena que se expuseram poucas


Velvet Underground & Nico: projeto musical experimental 
que mudou a história da música moderna

As incríveis polaroids, que invariavelmente viravam base para outra obra,
como as de Mick Jagger e Pelé

Deuses dos esporte viraram também pop na série Atletas, de 1977

O gênio da bola pelo gênio da arte popular

Judeus célebres retratados: Einstein...

... e Freud. Anos 80

Beethoven num quádruplo originalíssimo

Joan Collins em acrílica e serigrafia sobre linho, de 1985

Neil Armstrong fincando a bandeira na Lua pop

Miss Aretha Franklin em díptico magnífico

E o que dizer desse poster de Liza para o show dela de 1981?

Michael e o estilo de Warhol combinam muito

Outra série espetacular, a de retratos. Aqui, mestre Clint Eastwood

Stallone em retratos de 1980 e 1981

Diane Keaton em acrílica e serigrafia sobre linho (1984)

Bill Murray também ganhou seu retrato

Mestre do suspense em arte do mestre da pop art

E nós escolhemos miss Debbie Harry para compartilhar nosso registro

Ah! E também viramos pop art a la Warhol, nossos 15 minutos de fama


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exposição "Andy Warhol: Pop Art!”
Obras de Andy Warhol
local: Museu de Arte Brasileira – MAB FAAP
endereço: Rua Alagoas, 903 - Higienópolis - São Paulo/SP
visitação: de terça-feira a domingo, das 9h às 20h (último horário de entrada às 19h)
período: até 31/08/2025
entradagratuita



texto: Daniel Rodrigues
fotos e vídeos: Leocádia Costa e Daniel Rodrigues