"Em 'Don't Look Back' eu faço mais um dueto com Peter Tosh do que somente backing vocal. Eu me esforcei ao máximo."
Mick Jagger
Quem se fia somente nas infames listas de "melhores
álbuns" perde MUITA coisa, pois o que não nos falta, a essa altura do jogo
do tempo, são álbuns musicais lindos. Eles existem em número maior do que
podemos contar. Lançado em 1978 pelo selo dos Rolling Stones, "Bush Doctor", de Peter Tosh, é um álbum perfeito, que registra o lado mais melódico e acessível do reggae
sem deixar de mandar vários recados importantes pelas letras.
A figura e o
legado de Tosh foram eclipsados pelos de Bob Marley, mesmo que aquele
seja, assim como este, um dos Wailers originais. Tosh morreu cedo, mas depois
de Marley: este partiu em 1981, aquele foi assassinado por canalhas que
invadiram a casa dele atrás de dinheiro em 1987. Antes de morrer, Tosh foi
torturado pelos criminosos para revelar onde escondia seu dinheiro. Tosh disse
aos assaltantes que não tinha nenhuma grana à mão naquele momento. Impiedosos,
os criminosos deram dois tiros na cabeça de Tosh e mataram também alguns amigos
dele.
Tosh deixou discografia pequena como artista solo: sete LPs de estúdio e
um ao vivo foram editados enquanto ele estava vivo. Todos são excelentes e
merecem audições repetidas, especialmente no calor do verão, que parece pedir o
ritmo doce e dolente do reggae "roots". O destaque de "Bush
Doctor" é a versão de "Don't Look Back", clássico dos
Temptations, que conta com a participação de Mick Jagger, que rodou bastante em
rádio no Brasil à época.
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A reedição de "Bush Doctor" em CD, de 2002, traz 6 faixas extras: "Lesson In My Life (Outtake)", "Soon Come (Long Version)", "I'm The Toughest (Long Version)"Bush Doctor (Long Version)", "(You Gotta Walk) Don't Look Back (Version)" e "Tough Rock Soft Stones (Previously Unreleased)".
Tá certo que o Gavi já tinha se sagrado campeão com sua Espanha, mas que a situação dele não tá totalmente fácil aí, não tá. Assim é o MDC também: vencedor, mas matando um leão por dia. Agora que a Copa acabou, a gente segue nossa vida com o perrengue nosso de cada dia, mas sempre com música e, desta vez, na companhia de Stereolab, Jorge Benjor, Rolling Stones, Arthur Verocai, Prince e mais. No quatro, especial, um rescaldo da Copa em um Sete-List. Sem dedo na cara, o programa vai ao ar hoje às 21h na pacífica Rádio Elétrica. Produção, apresentação e esquece Copa, que agora tudo é Eleições: Daniel Rodrigues
"Tínhamos o Paul na banda e funcionou bem, mas depois não mais. Agora, ele está fazendo o próprio caminho e funciona bem com o Ross e eu como líderes do Morcheeba. Agora, estamos estabelecidos: temos o olhar e a combinação certos".
Skye Edwards
Somente grandes bandas resistem à perda de um integrante essencial. Os ingleses da Rolling Stones, quando da trágica morte de Brian Jones, em 1969, e a Pink Floyd, que perdia o genial mas perturbado Syd Barrett em 1968 para a doença mental, são dois exemplos clássicos de bandas que souberam se reinventar mesmo sem aqueles que as fundaram. Grupo símbolo do bom gosto no pop dos anos 90, a igualmente britânica Morcheeba também passou por essa prova. Conhecida por sua sofisticada mistura de trip hop, folk rock, R&B, eletropop e downtempo, o trio, formado pela cantora Skye Edwards e os irmãos Paul e Ross Godfrey, abriu sua trajetória, em 1996, com "Who Can You Trust?", e, dois anos depois, lançavam o essencial "Big Calm", top 10 da parada britânica. Mantiveram o êxito no sucessor "Fragments of Freedom", de 2000, que os alçou ao estrelato com o hit "Rome Wasn't Built in a Day".
Porém, em 2005, as relações internas começaram a se desestabilizar. Após o ótimo "Charango" e uma década juntos, Skye deixa a Morcheeba por um tempo, retornando dois álbuns depois, em 2013, para "Head Up High". Só que, agora, quem se despedia era Paul – e ele, pelo visto, em definitivo. E então: suas programações de ritmo, samples, percussões e scratches, tão essenciais para o estilo da banda, como ficariam? Não se valeriam mais desse tipo de expediente? A supressão dele iria mudar a proposta sonora da banda? A resposta veio após cinco anos no magnífico "Blaze Away". A agora dupla Skye e Ross não só manteve a qualidade que caracteriza a Morcheeba como, ainda, produz um dos melhores trabalhos da discografia da banda.
Com produção e sonoridade caprichadas de sempre, “Blaze Away” (que quer dizer algo como "chama acesa") abre com uma música de título também bastante simbólico para este novo momento: "Never Undo" ("Nunca desfaça"). Trip hop sentimental de letra apaixonada, talvez também deixe um "recado" aos que se foram: "Você foi uma história sombria/ Mas não deixe isso afundar/ Vamos apenas cantar". Na sequência, a faixa-título, um eletro-funk matador com a participação do rapper Roots Manuva cuja voz potente contrapõe o delicado timbre de Skye. Sonzasso.
"Love Dub", como o nome diz, traz o ritmo jamaicano com a invariavelmente ótima guitarra de Ross e um inspirado refrão, desses facilmente cantaroláveis, especialidade da Morcheeba: “Lead the healing/ Build the bridge/ Freedom feeling/ We begin there”. E por falar em melodia bonita em forma de música pop, “It's Summertime” é exemplar. Embalada pela guitarra de Ross sobre uma programação de ritmo e efeitos de teclados, é tão solar como o título sugere. E o que é Skye pronunciando a palavra “love”?! É de se apaixonar por esse verão.
Já a bela “Sweet L.A.”, mais cadenciada, é basicamente ao som do órgão e a doçura vocal de Skye. Pura delicadeza. Na sequência, talvez a melhor do disco e uma das grandes de todo o cancioneiro da Morcheeba: "Paris Sur Mer", que entra na interessante lista de canções cantadas em francês por artistas de outra nacionalidade como “Touche Pas à Mon Pote”, do brasileiro Gilberto Gil, e “Aéro Dynamik”, dos alemães Kraftwerk. Claro, aqui Skye e Ross são ajudados sobremaneira pela poderosa e sensual voz do cantor e ator francês Benjamin Biolay. Um ritmo funkeado sobre um riff de violão, que, na mesa de som, soa como se sampleado por eles próprios. Tem também o tradicional solo de Ross com pedal wah wah, marca dele em várias outras músicas da banda, como as antigas “The Sea” e "Shoulder Holster", de “Big Calm”, e “Cut to the Chase”, de “Blood Like Lemonade” (2010). Mas, além disso tudo, tem o charme do idioma de Proust sendo cantado em uníssono por essas duas lindas vozes masculina e feminina, ao estilo Gainsbourg-Birkin: “Paris-Sur-Mer/ Station de ski d'hiver/ Paris-Sur-Mer/ Se rêve en station balnéaire”.
Com o clima de folk downtempo (tal músicas como “Aqualung” e “Part of the Process”, de álbuns anteriores), "Find Another Way" vem em seguida. É outra dessas melodias graciosas que só a Morcheeba sabe compor, e sempre com o vocal cheio de sensualidade de Skye, suavemente rouco e de timbre levemente infantil. Sua voz carrega com elegância também o synth-funk "Set Your Sails", formando uma camada vocal em overdub e num fluxo temporal diferente da base eletrônica e dos outros instrumentos.
Encerrando “Blaze...”, a belíssima "Free of Debris", balada romântica ao estilo de outras da banda, tipo “Fear and Love”, “Undress Me Now” e “Col”, mas desta vez também com algo de ambient. Curta e poderosa, quase uma vinheta para o viajandão trip hop "Mezcal Dream", que finaliza o disco unindo as vozes de Skye e da francesa Amanda Zamolo. Cheia de efeitos, samples, programação de ritmo... pelo visto, Paul Godfrey não está fazendo tanta falta.
Dá para dizer que “Blaze...” é o “Exile on Main Street” ou o “Atom Heart Mother” da Morcheeba? Talvez seja uma comparação exagerada, mas não descabida. Skye e Ross, cientes de que agora o barco é só com eles, esmeraram-se e trouxeram um álbum que não apenas dignifica a história do grupo como, no mesmo peso, superam a ausência de um ex-integrante e mantêm, sim, a banda plenamente viva. Tal Rolling Stones e Pink Floyd fizeram um dia quando estiveram quase por acabar. Atitude de grandes bandas.
Clipe da faixa-título "Blaze Away"
🎸🎸🎸🎸🎸🎸🎸🎸🎸🎸🎸
FAIXAS:
1. "Never Undo"
2. "Blaze Away" - participação: Roots Manuva (Skye Edwards/ Ross Godfrey/ Alex Watson/ Rodney Smith)
Tem uma história envolvendo bateristas, que traduz a magia desse instrumento. Antes do histórico show da Rolling Stones em Porto Alegre, em 2016, os integrantes da banda Cachorro Grande, minutos antes de terem a honra de abrir a apresentação para os ídolos, interagiam no camarim com Mick Jaeger, Keith Richards, Ron Wood, banda e, claro, também com o saudoso baterista Charlie Watts.
Conversa vem, conversa vai, até que Charlie é apresentado a Gabriel Azambuja, baterista da Cachorro Grande. Imediatamente identificado com o colega brasileiro, o lendário baterista disse-lhe de forma deferente e do alto de sua experiência com seu elegante inglês: "Nunca se esqueça que você é o coração da banda".
É esse coração sonoro que se celebra hoje, dia 20 de setembro. O Dia do Baterista, data escolhida para homenagear os donos das baquetas, seja no rock, no jazz, no blues ou na música brasileira. Porque, sim, junto a grandes mestres do instrumento, temos também brasileiros, reconhecidos internacionalmente desde os anos 60. E tem elas também, as bateristas, menos lembradas, mas igualmente importantes, como Viola Smith, a mais rápida do mundo, Moe Tucker, a mais moderna, Cindy Santana, virtuosa e versátil, ou Karen Carpenter, fera também com as baquetas.
Como sabiamente sugeriu Charlie Watts, bateria não é apenas uma mera “cozinha” ou acompanhamento da guitarra. Nossos convidados – alguns bateristas, outros não, mas todos apreciadores da boa música e da contribuição dos donos do ritmo – foram convocados para listarem seus bateristas preferidos. Mas numa coisa todos são unânimes: eles sabem que bateria é mais do que bumbo, caixa, surdo, tom-tom e pratos.
Alguns nomes escolhidos são diretamente ligados a bandas/artistas, como Stewart Copeland e Jorginho Gomes; outros, ícones ou “free lancers”, o nome fala por si, como Steve Gadd e Max Roach. Mas todos craques na sua arte. E é por eles que a música pulsa.
Pintou do nada a oportunidade de assistir, no último domingo, a Orquestra Sinfônica Petrobras executando clássicos do rock brasileiro no Theatro Municipal do Rio, em comemoração pelos 20 anos da Band News FM. Um amigo me avisou que ia rolar, conseguiu os ingressos online, me repassou e já era. Apareci por lá!
Tive o prazer de ir com a minha filha que, apesar dos 13 aninhos de idade apenas, curte de montão o som dos anos 80 e adorou ouvir com aqueles arranjos orquestrais grandiosos com aqueles instrumentos diferenciados naquele espaço nobre e altamente adequado para uma audição de qualidade, muitas das músicas que ela escuta, gosta e tira pra tocar na guitarra.
Numa proposta de muito bom gosto, a Orquestra Petrobras preparou arranjos acessíveis, nada excessivamente pomposo e embalou o público totalmente identificado com a época das canções na noite carioca do domingo. Desde o início o maestro Felipe Prazeres deixou claro que aquilo não seria um concerto tradicional, seria um concerto de rock e portanto o público podia deixar de lado a formalidade daquele espaço que tradicionalmente exige uma postura mais sóbria, e podia se soltar e cantar junto.
E foi o que todo mundo fez! Cantou junto com a Petrobras Sinfônica hits que embalaram os anos 80 e 90, como "Era Um Garoto que Como eu Amava os Beatles e os Rolling Stones", dos Engenheiros do Hawaii, "Como Eu Quero", do Kid Abelha, "Música Urbana", do Capital Inicial, "Lanterna dos Afogados", dos Paralamas, a santa padroeira do rock brasileiro Rita Lee com "Desculpe o Auê", e, como não podia faltar aquele tradicional pedido de "toca Raul", fizeram aquele "Maluco Beleza" pra galera.
"Bete Balanço" do Barão Vermelho, muito saudada, "Sonífera Ilha" dos Titãs num ótimo arranjo surpreendentemente imponente, e "Será", da Legião Urbana, cantada em uníssono pelo público, na minha opinião foram os pontos altos do concerto. A Orquestra preparou a saída com a "Saideira" do Skank, voltou para fazer um verdadeiro baile no bis com "Whyski a Go-Go", do Roupa Nova, com as pessoas dançando entre as fileiras, e depois de outra saída do maestro, um derradeiro retorno para o número final com a popularíssima "Pelados Em Santos" dos infames Mamonas Assassinas que, particularmente não gosto, mas valeu pra fechar a noite em altíssimo astral.
Adorável noite de música, nostalgia e alegria num dos mais emblemáticos templos de espetáculos do Brasil, o sempre belíssimo Theatro Municipal do Rio de Janeiro.
Fique abaixo com alguns momentos da noite:
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O belíssimo saguão de entrada do Municipal.
A escultura em mármore, "A Verdade", no topo da escadaria central.
Espaço interno do teatro visto do balcão superior
A riquíssima ornamentação dos lustres de cristal no centro do salão principal
Orquestra já posicionada para o concerto
O maestro não regeu apenas sua orquestra. Regeu palmas e coros quase como o band-leader de uma banda de rock
"Bete Balanço", uma das melhores do show
"Será", da Legião Urbana, um das que teve maior participação do público
Este blogueiro na escadaria, ao final do espetáculo. Noite especial!
Se liga rapaziada de Liverpool que o tio Wayne tá chegando
A gente que gosta de falar sobre grandes discos, volta e meia quando descobre alguma coisa, reouve ou reavalia algum disco esquecido, pensa "Eu tenho que escrever sobre esse disco!". Mas aí, muitas vezes, a gente pondera, "Poxa, mas vai ser mais um álbum do Fulano nos ÁLBUNS FUNDAMENTAIS... Já tem tantos". É que tem uns que é inevitável que tenham mais de um. Dois, três..., um monte. Beatles, por exemplo, muitos defenderiam que toda a discografia estivesse destacada entre os melhores discos de todos os tempos (e não seria nenhum absurdo). Caetano Veloso, Stevie Wonder, Miles Davis, é impossível que em obras tão relevantes que influenciaram gerações, nos impressionemos e nos limitemos a destacar apenas um grande trabalho de cada um deles. Depois de alguns anos fazendo a seção de grandes álbuns, acumuladas grandes obras de diversos nomes desse porte, a gente fica sempre com a curiosidade: quantos discos daquele cara, daquela banda tem nos ÁLBUNS FUNDAMENTAIS?
Então surgem outras curiosidades: a gente vê vários de Rolling Stones, Elton John, Smiths, e se pergunta "Quantos ingleses tem na lista?", aí vê Ramones, Madonna, Herbie Hancock, Aretha Franklin, e compara, "Será que tem mais americanos ou ingleses?", "e os brasileiros, como estão nessa parada?", e vão surgindo categorias e mais categorias. Qual ano tem mais grandes discos lembrados? Qual década se destaca?... E assim criamos o Dossiê ÁLBUNS FUNDAMENTAIS, um levantamento que fazemos a cada ano, contabilizando os discos incluídos na última temporada na nossa seção, apresentando então quem está na frente em cada um dos critérios.
No último ano, entre os artistas internacionais, os Beatles continuam firmes na ponta como aqueles com mais discos citados, mas começam a sentir a proximidade do gênio do jazz Wayne Shorter que vem chegando como quem não quer nada. No âmbito nacional, se Caetano Veloso se manteve à frente por conta de um disco em parceira com Chico Buarque, o mesmo álbum fez com que o próprio Chico se aproximasse e alcançasse a segunda posição. Entre os países, o Brasil, com 8 dos 21 discos destacados no ano, deu um salto na tabela ampliando ainda mais a vantagem em relação aos ingleses, mas ainda longe dos norte-americanos que lideram com folga. Já nas épocas, a década de 70 continua sendo a que tem mais grandes álbuns mencionados, embora o ano que tenha mais obras seja da década de 80, o ano de 1986. No entanto, no ano passado, por trazer alguns discos que recentemente completavam 50 anos, o de 1974 foi o que apareceu mais na nossa galeria.
Ainda no que diz respeito aos anos, vamos dar uma 'trapaceada' desta vez: como o disco "Me & My Crazy Self", do bluesman Lonnie Johnson contém gravações de 1947 a 1953, vamos incluí-lo nos anos 40 só porque, até hoje, era a única década que não tinha nenhum disco indicado. Pode ser? (Segredo nosso. Fica entre a gente. Shhhh!!!)
Como destaques tivemos as estreias da talentosíssima musa francesa Françoise Hardy e do subestimado Ivan Lins no nosso seleto grupo de elite; o disco ao vivo de Gilberto Gil, no Tuca, um dos álbuns cinquentões do ano passado; mais um da rainha Madonna para marcar sua grandiosa vinda ao Brasil; e, em ano de Olimpíadas, um disco de atleta, o excelente "Rust in Peace", do faixa preta em taekwondo Dave Mustaine do Megadeth.
Bom, chega de papo-furado: vamos às listas, às colocações, aos números que é o que interessa aqui. Com vocês o Dossiê ÁLBUNS FUNDAMENTAIS 2024.
Dá uma olhada aí:
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PLACAR POR ARTISTA (INTERNACIONAL)
The Beatles: 7 álbuns
Kraftwerk e Wayne Shorter***: 6 álbuns
David Bowie, Rolling Sones, Pink Floyd, Miles Davis, John Coltrane e John Cale* **: 5 álbuns cada
Talking Heads, The Who, Smiths, Led Zeppelin, Bob Dylan, Philip Glass e Lee Morgan: 4 álbuns cada
Stevie Wonder, Cure, Van Morrison, R.E.M., Sonic Youth, Kinks, Madonna, Iron Maiden , U2, Lou Reed**, e Herbie Hancock***: 3 álbuns cada
Björk, Beach Boys, Cocteau Twins, Cream, Chemical Brothers, Sean Lennon, Deep Purple, The Doors, Echo and The Bunnymen, Elvis Presley, Elton John, Queen, Creedence Clarwater Revival, Janis Joplin, Johnny Cash, Joy Division, Massive Attack, Morrissey, Muddy Waters, Neil Young and The Crazy Horse, New Order, Nivana, Nine Inch Nails, PIL, Prince, Prodigy, Public Enemy, Ramones, Siouxsie and The Banshees, The Stooges, Pixies, Dead Kennedy's, Velvet Underground, Metallica, Dexter Gordon, PJ Harvey, Rage Against Machine, Body Count, Suzanne Vega, Beastie Boys, Ride, Faith No More, McCoy Tyner, Vince Guaraldi, Grant Green, Santana, Ryuichi Sakamoto, Sinéad O'Connor, Marvin Gaye e Brian Eno* : todos com 2 álbuns
*contando com o álbum Brian Eno e John Cale , ¨Wrong Way Out"
**contando com o álbum Lou Reed e John Cale, "Songs for Drella"
*** contando o álbum "Five Star', do V.S.O.P.
PLACAR POR ARTISTA (NACIONAL)
Caetano Veloso: 8 álbuns*#
Gilberto Gil * ** e Chico Buarque ++ #: 7 álbuns
Jorge Ben ** e João Gilberto* ****: 5 álbuns
Tim Maia, Rita Lee, Legião Urbana, , e Milton Nascimento***** º: 4 álbuns
Gal Costa, Titãs, Paulinho da Viola, Engenheiros do Hawaii e Tom Jobim +: 3 álbuns cada
João Bosco, Lobão, João Donato, Emílio Santiago, Jards Macalé, Elis Regina, Edu Lobo+, Novos Baianos, Paralamas do Sucesso, Ratos de Porão, Roberto Carlos, Sepultura, Cartola, Baden Powell*** e Criolo º : todos com 2 álbuns
*contando com o álbum "Brasil", com João Gilberto, Maria Bethânia e Gilberto Gil
**contando o álbum Gilberto Gil e Jorge Ben, "Gil e Jorge"
*** contando o álbum Baden Powell e Vinícius de Moraes, "Afro-sambas"
**** contando o álbum Stan Getz e João Gilberto, "Getz/Gilberto"
***** contando com o álbum Milton Nascimento e Lô Borges, "Clube da Esquina"
+ contando com o álbum "Edu & Tom/ Tom & Edu"
++ contando com o álbum "O Grande Circo Místico"
# contando com o álbum "Caetano & Chico Juntos e Ao Vivo"
º contando com o álbum Milton Nascimento e Criolo "Existe Amor"
PLACAR POR DÉCADA
anos 20: 2
anos 30: 3
anos 40: 1
anos 50: 121
anos 60: 101
anos 70: 166
anos 80: 142
anos 90: 108
anos 2000: 20
anos 2010: 18
anos 2020: 3
*séc. XIX: 2 *séc. XVIII: 1 PLACAR POR ANO
1986: 24 álbuns
1977 e 1972: 21 álbuns
1969: 20 álbuns
1976: 19 álbuns
1970, 1971, 1985 e 1992: 18 álbuns
1968, 1973 e 1979 17 álbuns
1967, 1975 e 1980: 16 álbuns cada
1983 e 1991: 15 álbuns cada
1965, 1988, 1989 e 1994: 14 álbuns
1987 e 1990: 13 álbuns
1990: 12 álbuns
1964, 1966, 1978: 11 álbuns cada
PLACAR POR NACIONALIDADE*
Estados Unidos: 218 obras de artistas*
Brasil: 167 obras
Inglaterra: 130 obras
Alemanha: 11 obras
Irlanda: 8 obras
Canadá: 5 obras
Escócia: 4 obras
Islândia, País de Gales, Jamaica, México: 3 obras
Austrália, França e Japão: 2 cada
Itália, Hungria, Suíça, Bélgica, Rússia, Angola, Nigéria, Argentina e São Cristóvão e Névis: 1 cada
*artista oriundo daquele país
(em caso de parcerias de artistas de países diferentes, conta um para cada)
Depois de dias intensos de chuva, temporais, ciclones, enchentes, alagamentos, enfim, o sol raiou em Porto Alegre. E um clima solar como este é, claro, um pedido parasse aproveitar o domingo. Após algumas voltas, fomos parar no agradável Esquenta da Oktoberfest, que o Praia de Belas Shopping, empreendimento vizinho nosso, promoveu durante a tarde. O mais legal foi que, diferentemente de outros anos, quando o shopping montava estruturas assim com food trucks, atrações e tudo mais, na área interna, desta vez o evento foi levado para a Praça Itália, ao lado do shopping, e a céu aberto e em espaço público. E que céu!
A Praça Itália, que passou por uma revitalização no início deste ano sob a gestão do Praia de Belas Shopping, sediar este preparativo para a famosa Oktoberfest, tradicional evento germânico que a cidade de Santa Cruz do Sul sedia durante o mês de outubro. Com uma programação diversificada, que reuniu jogos germânicos, personagens típicos e as soberanas do Oktoberfest, o principal, entretanto, foram as atrações musicais.
Não ficamos a tarde inteira, em que estiveram artistas como Fabrício Beck e Bando Alabama, a OktoberBand by Boris Cunha e o DJ Fábio Lopez, mas tivemos a felicidade de assistir boa parte do show do “Cachorro Grande” Marcelo Gross. Com uma formação clássica de rock, baixo, guitarra e bateria, Gross, muito à vontade e simpático, trouxe um punhado de canções que unia o seu repertório solo (“Que loucura!”, “Carnaval”), clássicos da Cachorro (“Bom Brasileiro”, “Dia Perfeito”) e outras agradáveis surpresas, como “O Novo Namorado”, do ex-parceiro Júpiter Maçã, e uma versão de “Taxman”, dos Beatles.
Aliás, Gross e sua banda fizeram jus às próprias referências no rock e na psicodelia dos anos 60, juntando The Who, Rolling Stones e Beatles e colocando todo mundo no palco. É ou não é briga de cachorro grande? Embora não seja um fã da banda, tenho o maior respeito pela honestidade de Gross e seus companheiros de estrada, bem como pela relevância deles para a cena rock gaúcha. A Cachorro abriu pros Stones em Porto Alegre em 2016, ora essa! No show, embora intimista, era visível o som profissional dos caras, e o quanto este universo do rock faz sentido para eles.
Confiram, então, algumas imagens do belo dia de sol e que a Praça Itália foi agradavelmente aquecida pelo Esquenta da Oktober.
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Show rolando no palco montado na Praça Itália
Marcelo Gross mandando ver no bom e velho rock 'n roll
Um pouco do show de Marcelo Gross no
Oktoberfest Praia de Belas Shopping
Beatles, Sontes, Who: briga de cachorro grande, literalmente
Algumas biografias, às vezes, podem ser melhores nos quadrinhos do que escritas. Embora tenha assistido a alguns documentários, nunca li, efetivamente, nenhuma biografia de Robert Johnson, mas o que posso afirmar é que a graphic-novel"Robert Johnson - Pacto de Amor à Música", cumpre muito bem seu papel em contar a trajetória do nome, possivelmente, mais importante da história do blues e, certamente, um dos mais importantes da história da música em todos os tempos.
Nome sempre cercado por lendas, polêmicas e histórias mal contadas, Robert Johnson figura que mudou a forma de fazer, de tocar o blues e influenciou diversos nomes de expressão como Bob Dylan, Rolling Stones, Led Zeppelin, Eric Clapton e outros, teve uma vida conturbada desde a infância, como era comum aos negros norte-americanos sulistas no pós-escravidão. Dotado, na juventude, de um "misterioso" talento, conquistou respeito e até uma certa inveja dentro do meio musical, ao mesmo tempo que causava a ira de produtores musicais por sua irresponsabilidade e tendência à bebida, e provocava o ódio de maridos por conta de sua reputação de mulherengo. Mas é claro, que o principal elemento que envolve o nome de Johnson é o suposto pacto com o Diabo, que teria proporcionado a ele todo aquele absurdo talento.
Arte que remete ao impressionismo de Van Gogh com a tradição dos negros sulistas das garrafas nas árvores para capturar os maus espíritos
O livro roteirizado pelo jornalista e escritor J.M. Dupont e pelo quadrinista Mezzo, como não podia deixar de ser, explora a lenda na própria narrativa, proporcionado uma condução interessante e constantemente instigante. Com as devidas liberdades artísticas e criativas diante da falta de informações precisas, com uma arte robusta e com um traço marcante, os autores nos entregam uma biografia gráfica convincente ao mesmo tempo poética e documental.
Mais uma biografia em quadrinhos que não fica devendo nada a outras em outros formatos e que comprova, mais uma vez, o valor das HQ's. Documento indispensável para amantes da música, aficcionados pelo blues, fãs de Robert Johnson e, até mesmo... adoradores do Diabo.
Arte maravilhosa de Mezzo! O blues embalando a loucura durante a grande depressão norte-americana dos anos '30